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DOSSIÊ LIBERDADE E AUTOCONTROLE:A ESCOLHA PELA RESPONSABILIDADE QUE TORNA ALGUÉMVERDADEIRAMENTE HOMEM E VERDADEIRAMENTE MULHER 1.
 
ARGUMENTOS SEXUALISTAS
Quando se discute sobre a problemática da epidemia de Aids, o olhar da maioria das pessoas, intelectualmente, se volta para a camisinha. Os centros de educação sexual têmexcelsa preocupação em ensinar o que é, como se utiliza, por que sempre utilizá-la e,imediatamente depois, distribuí-la. Desta forma, muitos acalmam sua consciênciaachando estar fazendo o máximo que podem e o mais adequado ante essa problemática.As propagandas pró-sexualistas dizem (citando de Dom Rafael Llano Cifuentes, o qualrefere argumentos mais comuns pró-uso de preservativos em “Carta às Famílias doBrasil”):
Os costumes atuais não seguem as normas tradicionais cujas relações sexuais estãodestinadas a consumar um amor estável dentro do matrimônio onde, como frutodesse amor, hão de vir os filhos, criados e educados dentro desse âmbito familiar.Isto, porventura, poderia ser considerado como o “ideal”, mas não podemos viver de“idealismos” e sim de realidades;
Os jovens começam a ter relações sexuais antes do matrimônio, muitos não secasam e mantêm relações eventuais e transitórias; as moças jovens com freqüênciadeixam-se levar pelos seus impulsos e sentimentos, não se vive a fidelidadeconjugal. Há, enfim, em não poucos ambientes, um clima de permissividade ou atéde promiscuidade: bem diferente a um eventual e teórico “ideal”. E é precisoencarar essa realidade, deixando de lado certos prinpios, que eso sendoultrapassados pelo progresso das ciências e das descobertas dos rmacosanticoncepcionais e dos preservativos;
 Não é este o método mais eficaz para deter o avanço dessa doença que está seconvertendo numa verdadeira epidemia endêmica de âmbito planetário? Qual é ométodo mais seguro, barato e de fácil divulgação? O preservativo!;
Admitamos que os preservativos têm 10% de ineficácia, mas este risco é muitomaior quando eles não são usados; então o risco é de 100%. É por esta razão querecomendamos o preservativo. Um cientista, num importante jornal do Rio deJaneiro, alega que as vacinas contra o sarampo e a pólio também não imunizam100%. E nem por isso se pensa na possibilidade de não usá-las ou de fazer campanhas chamando a atenção para isso, sob pena de incentivar-se a rejeição dasvacinas que praticamente erradicaram aquelas doenças.Todos esses argumentos parecem muito convincentes. Entretanto, existe um grave erroque os norteiam: eles esquecem que a AIDS é uma Doença Sexualmente Transmissívele que o homem é um animal racional: ver-se-á por que.1
 
2.
 
A CHAVE DO ERRO PRÓ-SEXUALISTA
A Aids é causada pelo vírus HIV que ataca o sistema imunológico do paciente e nãotem como ser curada, apesar dos avanços farmacêuticos para aumentar a qualidade eexpectativa de vida do soropositivo. Outra doença viral muito comum é a Varicela,conhecida popularmente como “Catapora”. Para contrair Varicela não é necessário ter relações sexuais com a pessoa contaminada, essa doença se transmite através do ar, decontatos físicos simples com as bolhas geradas na pele (como, por exemplo, num apertode mão), através de gotículas de saliva no conversar etc. Diferente da Aids que necessitada contaminação sanguínea predominantemente via relações sexuais. Por isso, não énecessário isolar uma pessoa do convívio social porque porta o vírus HIV, já que essecontato cotidiano não promove a infecção, ao contrário de um paciente com Varicela.Os cientistas que igualam a recusa à fomentação da camisinha a um atraso científico, aodebater o argumento de que ela não impede a transmissão do HIV (apenas diminui um pouco o risco) dizendo “as vacinas contra sarampo e pólio também não imunizam100%”, não fazem mais do que igualar dois processos de transmissão completamenteopostos: o vírus do sarampo, da pólio ou da varicela contaminam outros através do ar,às vezes pelo alimento ou via aquosa. O fato é que todas as pessoas são obrigadas, sob pena de morrerem, a respirar, alimentar-se e a manter relações sociais até com pessoasque desconhecem a procedência familiar para o sustento de sua família, por exemplo.Entretanto, ninguém é obrigado a deixar-se guiar unicamente pelos instintos e ter relações sexuais à toa, especialmente com pessoas que o se conhece em profundidade.O vírus HIV, em definitivo, não se transmite involuntariamente: pelo ar, alimentos ouágua; porém, essa transmissão (na esmagadora maioria das vezes) deriva de um atohumano de vontade com relação à capacidade sexual desse ente dotado de razão – ohomem – que não é como um bichano que se guia somente pelos instintos e, quandoestá no cio, necessariamente realiza o ato sexual com o bichano do sexo oposto. Existe,no homem, a capacidade de se controlar e refletir sobre a segurança de seus atos, dedizer não a uma relação eventual, de respeitar sua intimidade e a de outrem. Umacultura que aplaude a promiscuidade ou a dar por “inevitável”, apenas facilitaaquisições de atitudes viciosas e as justificam; mesmo que individualmente todos semagoem com uma traição pessoal. Sendo através de relações sexuais que se podecontagiar por DST, a única solução para erradicar o contágio é constatando-se que a promiscuidade é fator primordial para essa transmissão e, ao invés de louvá-la, deve-secensurá-la formando programas de cunho positivo sobre as virtudes da Abstinência-Castidade-Fidelidade e não propondo preservativos como a solução para se “proteger”durante atitudes promíscuas.Destarte, igualar a transmissão da AIDS como se fosse algo tão incontrolável quanto acontaminação pela Varicela, traz consigo uma mentalidade permissivista que pode atéconstatar uma parte da realidade <<os jovens começam a ter relações sexuais antes domatrimônio; muitos não se casam e mantêm relações eventuais e transitórias; as moças jovens com freqüência deixam-se levar pelos seus impulsos e sentimentos, não se vive afidelidade conjugal>>; mas que, ao invés de combatê-la, justifica-a: <<os costumesatuais não seguem as normas tradicionais, nas que as relações sexuais estão destinadas a2
 
consumar um amor estável dentro do matrimônio onde, como fruto desse amor, hão devir os filhos, criados e educados dentro desse âmbito familiar. Isto, porventura, poderiaser considerado como o ‘ideal’ mas, não podemos viver de ‘idealismos’ e sim derealidades>>. Lógicas assim mantêm a cadeia de transmissão (promiscuidade) e/ou promovem o aumento dos contágios por vulgarizar a imagem do homem, nivelando-a ados animais irracionais.
3.
 
A PERMUTAÇÃO NOS VALORES CULTURAIS E AS POLÍTICAS DEEDUCAÇÃO SEXUAL
Tanto os pró-sexualistas quanto os favoráveis ao Trinômio Abstinência-Castidade-Fidelidade, concordam em um ponto: é necessário educar. Apesar do meio ser o mesmo[educar], e também o fim alegadamente pretendido [proteger o ser humano de malesfísicos], o
resultado
real da proposta de um grupo e do outro, contudo, é oposto.Para se entender esta preocupação contemporânea com a educação referente àsexualidade, deve-se estar atento às permutações nos valores e comportamentos sociaisdas últimas décadas. Tempos atrás, existia uma moralidade cultural mais desenvolvida.A intimidade do sexo era respeitada com maior intensidade, inclusive no modo devestir-se das pessoas; os pais não tinham uma necessidade tão grande de conversar sobre o tema com os filhos porque a própria sociedade tratava da questão de modo bastante discreto.É óbvio que os jovens não viveram na época em que seus pais ou avós eram meninos.Podem, entretanto, constatar outros dados simples pela compostura de seus parentes demais idade: nas gerações das décadas de 20-60, por exemplo, a mulher tinha uma preocupação maior em cobrir-se com vestimentas mais comportadas para não provocar excitação por meio visual num homem.Hoje em dia, a moda na roupagem propaga o nu: a barriga deve estar à mostra, as calçasdevem marcar o contorno do corpo, as blusas devem ser ajustadas e, de preferência,com um decote bem “sexy”. A excitação é freqüente. O sexo não é mais umaintimidade, ele pode não aparecer (ainda) ao público de modo tão constante, mas seinsinua na roupagem e, posteriormente, no comportamento facilitador. O Boletim n. 9,v. 9 de 2 de março de 2007 do PRI (Population Research Institute) escrito por Joseph A.D’Agostino reporta uma pesquisa de fevereiro de 2007 realizada pela AssociaçãoPsicológica Americana (APA) a respeito da sexualização das meninas e da coberturamidiática deste fenômeno atual. Relata-se que “Os fabricantes de brinquedos produzem bonecas que usam minissaias de couro, cintos de plumas, botas de salto alto, cabeloartificial e maquiagem para ‘paquerar’ em cena sacudindo suas longas e falsas pestanasem meninas de 5 anos. No horário nobre da televisão, meninas podem ver shows demodas onde as modelos apresentadas parecem meninas usando lingerie sexy”.Essa cultura da sexualização nas meninas desde a infância reflete-se também nocomportamento delas quando se tornam mulheres. Todos esses frutos foram obtidosapós a revolução sexual trazida com os anticonceptivos na década de 60. A pílula fezcom que a relação sexual pudesse, no imaginário das pessoas, ser separada radicalmente3
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