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Parcelamento de débitos tributários

Parcelamento de débitos tributários

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07/17/2010

 
C
ÂMARA
 
DOS
D
EPUTADOS
 
LIDERANÇA
 
DO
P
ARTIDO
P
OPULAR 
S
OCIALISTA
– PPSMEDIDA PROVISÓRIA Nº 449/08
(DO PODER EXECUTIVO)
Assessor: Marco Lemgruber 
Resumo:
Altera a legislação tributária federal relativa ao parcelamentoordinário de débitos tributários, concede remissão nos casos em queespecifica, institui regime triburio de transão, e outras providências
HISTÓRICO
Ao longo dos últimos meses o governo têm apresentado um elencode medidas, muitas delas através da edão de Medidas Provisórias,objetivando combater os efeitos da crise internacional que bate à porta daeconomia brasileira, cada vez com maior intensidade. A presente MP temuma característica um pouco diferente pois ela visa, em primeiro lugar,dotar a Receita Federal do Brasil de melhores instrumentos paradesempenhar suas atividades tendo em vista as mudanças em sua estruturacom a incorporação da administração dos tributos previdenciários. Alémdisso, objetiva harmonizar as normas contábeis adotadas no Brasil àsnormas contábeis internacionais, após as alterações introduzidas pela Lei nº11.638, de 28 de dezembro de 2007. No entanto, a MP não fica limitada aisso, ela também propõe as seguintes medidas:
Principais Pontos
1)Parcela (Art. 1) , com descontos, dívidas tributárias (pessoas físicas e jurídicas) menores que R$ 10.000,00 mil e vencidas até 31 dedezembro de 2003. A Os parcelamentos devem ser efetivados até 31de março de 2009;2)Parcelamento (Art. 2) para as empresas que estão em débito com ofisco pela compensação indevida dos créditos de IPI alíquota zero edos insumos não tributados relativos a fatos geradores até 31 de maiode 2008. Somente créditos oriundos da aquisição de matérias primas,material de embalagem e alguns produtos intermediáriosrelacionados na Tabela de Incidência do IPI (TIPI) com incidência dealíquota zero ou como o-tributados eso abrangidos pelo
 
incentivo, que consiste no oferecimento de condições especiais de pagamento de débitos questionados. Objetiva solucionar litígios judiciais e administrativos criado por contribuintes que fizeram ascompensações com base em decisões judiciais favoráveis;3)Concede remissão (Art. 14) de vidas tributárias que, em 31 dedezembro de 2007, estejam vencidas há 5 anos ou mais e cujo valor não ultrapasse R$ 10.000,00;4)Institui o Regime Tributário de Transição – RTT (Art. 15), o qualvisa neutralizar os impactos dos novos métodos e critérios contábeisintroduzidos pela Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007 (Lei deSociedades por Ações), harmonizando as normas contábeis adotadasno Brasil às normas contábeis internacionais;5)Institui a Súmula Vinculante (art. 26): dependem da aprovação dedois terços dos membros da Câmara Superior de Recursos Fiscais etambém do Ministro da Fazenda;6)Promove alterações no Processo Administrativo (Art. 27) fiscal permitindo, inclusive, a intimação por meio eletrônico a fim de dar maior celeridade processual;7)No art. 27 inclui as despesas com benefícios e vantagens concedidas pela empresa no conceito de remuneração de empregados e detrabalhadores autônomos e excetua do conceito de remuneração os pagamentos decorrentes do Programa de Alimentação doTrabalhador (PAT);8)Suprime (Art. 30) a competência dos dirigentes ximos dasautarquias e fundações públicas federais para autorizar a realizaçãode acordos ou transações, em juízo, nas causas de valor até R$50.000,00. Para valores superiores a celebrão de acordosdependerá de autorização expressa do AGU e do Ministro de Estadoao qual estiver vinculado o assunto, inclusive no caso de empresa pública ou do Banco Central do Brasil;9)Unifica (art. 34) a legislação do parcelamento ordinário dos tributos,inclusive das contribuições previdenciárias;10)Optantes do REFIS e PAES podem aderir a nova modalidade de parcelamento;11)Unifica os Conselhos de Contribuintes (Três) e a Câmara Superior deRecursos Fiscais (Art. 43), criando o Conselho Administrativo deRecursos Fiscais que julgará os recursos de ofício e voluntários dedecisão de primeira instância, bem como recursos especiais.
 
12)Contratos de leasing podem começar a ser taxados pelo IOF (Artigos40, 41 e 42): incidirá sobre as operações de leasing feitas por pessoasfísicas na compra de qualquer produto cujo somatório das prestaçõesrepresente mais de 75% do preço do bem;13)Subvenção aos produtores independentes de cana-de-açucar do Nordeste (art. 63) – garantia de preço mínimo e aquisição de açúcar das usinas do nordeste, da safra 2008/2009, por preço não superior ao preço médio praticado na região (capital de giro);14)Harmoniza as normas relacionadas às contribuições previdenciáriascom legislação relativa aos demais tributos administrados pelaReceita Federal do Brasil;15)Adequa a legislação à nova estrutura da Procuradoria-Geral Federal,necessária a centralização da cobrança da dívida ativa de autarquias efundações públicas.É o relatório.
PARECER 
Algumas considerações devem ser feitas pois entendemos que estasquestões merecem ser observadas com mais cuidado, são elas:a)IOF em contratos de leasing: A Emenda nº 237, do Deputado FernandoCoruja, suprime os artigos 40, 41 e 42 que possibilitam a cobrança doIOF em contratos de leasing cujos bens tenham mais de 75% de seu preço financiado, o que eleva a carga tributária e desistimula o consumoindo totalmente de encontro às medidas adotadas pelo governo para oenfrentamento da crise econômica. Além disso, o artigo nº 66 define quea entrada em vincia destes artigos dependerá de ato do PodeExecutivo. Ou seja, fica revelada, além de sua total inadequação aomomento econômico, a falta de urgência que justifique sua inclusãonesta Medida Provisória; b) Impedimento de abatimento de créditos de PIS, Cofins e IPI (arts 15 e20): A MP determinou, em seu Regime Tributário de Transição, que oscréditos do PIS, Cofins e IPI gerados durante o ano de 2009 sejamcompensados em março de 2010. Ou seja, as empresas que antes podiam recolher mensalmente os créditos oriundos desses tributos, coma MP 449 só poderão fazê-lo em março de 2010. Ótimo para a receitaque antecipa recursos receita que só viria em 2010 e péssimo para asempresas, especialmente as exportadoras que são as que mais utilizamesse mecanismo, que poderão enfrentar problemas de fluxo de caixaneste momento de crise.

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