2Com um só golpe de caneta, um grupo militante organizadíssimo, fartamente subsidiado doExterior, associado aos partidos de esquerda e agindo em consonância com a estratégia geral que osorienta, terá conquistado uma quantidade de poder policial discricionário tão vasta e ameaçadora quantose poderia obter mediante um golpe de Estado ou uma revolução. Dotado do aparato jurídico necessáriopara aterrorizar toda oposição, reduzi-la a um silêncio humilhante, marginalizá-la e torná-la socialmenteinoperante, esse grupo terá se tornado, nas mãos da aliança esquerdista que nos governa, mais umpoderoso instrumento de controle social e político somando-se à polícia fiscal, à ocupação do territóriopelos “movimentos sociais”, ao domínio hegemônico sobre as instituições de cultura e ensino, àscampanhas policiais
soi disant
moralizantes que só atingem sempre os desafetos da esquerda ou bandoscriminosos menores, politicamente inócuos, jamais os agentes das Farc, os verdadeiros grão-senhores docrime no continente, cada vez mais ostensivamente protegidos pelo
establishment
petista.O atual movimento
gay
é a materialização possante e assustadora de um projeto de revoluçãocivilizacional que, a pretexto de proteger oprimidos, não hesita em entregá-los às feras quando issoconvém à sua grande estratégia. Que esse projeto seja apenas um desenvolvimento específico dentro doquadro maior do movimento revolucionário mundial é algo tão óbvio que não necessita ser enfatizado.Mas, por absoluta incompreensão desse ponto, os adversários do movimento gay, quase sem exceção,têm cometido dois erros monstruosos.Primeiro: Combatem, junto com o movimento, a homossexualidade em si. Politicamente , issoé loucura. O movimento
gay
existe há algumas décadas e só em alguns lugares do planeta. Ohomossexualismo existe por toda parte desde que o mundo é mundo. O primeiro pode ser derrotado; osegundo não pode ser eliminado.(...)Segundo: Procurando atenuar a má impressão de autoritarismo dogmático que essa atitudeinevitavelmente suscita, apressam-se a declarar que respeitam os direitos dos gays(...). Com isso,igualam o inigualável, negociam o inegociável, nivelam a liberdade de consciência a uma “opçãosexual”, à preferência por determinado tipo de prazer erótico. Será preciso lembrar a esses cavalheirosque, privado de satisfação erótica, o ser humano sofre alguma incomodidade, mas, desprovido daliberdade de consciência, perde o último resquício de dignidade, o sentido da vida e a razão de existir?Em suma: são intransigentes onde deveriam ceder, cedem onde deveriam ser intransigentes,inflexíveis e até intolerantes. Não há nada de mais em aceitar o homossexualismo como uma realidadesocial que não pode ser erradicada e que, se deve ser combatida, é com todos os cuidados necessáriospara não ferir e humilhar pessoas. Em contrapartida, tratar como igualmente nobres e respeitáveis o mais
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