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 Jo BeverleyCoração Sofrido
CoraçãoSofrido
(Jo Beverley)
Copyright © 1991 by Jo BeverleyOriginalmente publicado em 1991 pela Kensington Publishing Corp.
Título origina:
An Arranged MarriageEDITORA NOVA CULTURAL LTDA.Copyright para a língua portuguesa: 2005
Digitalização
: Polyana
Revisão
: Simone M.
RESUMO
:
Ela não podia revelar os segredos de seu coração! 
Com a reputação arruinada e o futuro prejudicado por uma trama diabólicaarranjada por seu irmão. Eleanor se vê forçada a concordar com um casamento de
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 Jo BeverleyCoração Sofrido
conveniência. Casar com o misterioso Nicholas Delaney, com sua elegância naturale o sorriso displicente, era mais do que ela esperava. Porém quando os mexericosda sociedade a informaram sobre a bela amante francesa, Eleanor tentou agir com afria dignidade de uma esposa indiferente. Mas como podia se proteger contra oinegável charme... ou os desejos secretos de seu coração?
Capítulo I
Eleanor Chivenham, deitada na grande cama, estremeceu. Não havia fogoem seu quarto, e ao final do outono o tempo já podia ser considerado frio. A janela,mal ajustada, batia e deixava passar uma corrente constante de ar frio e úmido,porém não era o frio que causava os tremores, e sim os ruídos que vinham do andar inferior da casa de seu irmão. veis quebrando, canto desafinado e gritosfemininos davam seu testemunho de uma nova farra.O mesmo ocorrera durante quase todas as noites dos últimos dois meses nosquais vivera na casa pequena em Derby Square. Os dias não eram muito melhores,pois a casa encontrava-se constantemente suja e rançosa da noite anterior, e osempregados eram ineficientes e preguiçosos.Eleanor suspirou, recordando sua casa, Chivenham Hall, em Bedfordshire.Havia sido deixada ali pelo irmão, até que fora necessário vender o imóvel parapagar as dívidas contraídas por ele. Não fora uma vida luxuosa, pois apenas trêscriados haviam ficado para receber os salários magros de Lionel. Havia tão poucodinheiro para a casa que eles limitavam-se a comer o que podiam plantar, e faziam amanutenção da velha construção o melhor que podiam.Mas pelo menos era sossegado e ela ficava livre. Ia até a biblioteca para ler,caminhava pelos arredores e visitava as pessoas que conhecera a vida inteira. Aliem Derby Square não havia livros que uma dama pudesse ler, não havia parquespor perto, nem amigos para visitar.Algumas vezes Eleanor sentia-se tentada a correr de volta para Bedfordshiree viver da caridade dos amigos, mas não fizera isso ainda. Segundo o testamento dopai, se deixasse a "proteção" de seu irmão antes da idade de vinte e cinco anos,perderia o direito a sua parte da herança, que passaria para ele. Isso seria o idealpara Lionel, que já dilapidara quase todo o patrimônio que lhe coubera.Um grito particularmente alto fez com que Eleanor se encolhesse e colocasseos cobertores finos sobre os ouvidos. A pobreza do irmão não parecia moderar seusprazeres. Será que ela poderia aguentar aquilo por mais dois anos até controlar opróprio capital? Em poucas oportunidades tivera sucesso em opor-se a Lionel. Elepossuía a habilidade de enganar pessoas com facilidade, o que incluíra os pais, etinha um talento especial para deixá-la em situações que o pareciamdesvantajosas.Se Lionel tivesse vendido a propriedade no campo apenas para tornar suavida sob seu teto insustenvel, era preciso admitir que ele poderia ser bemsucedido.Sons de passos, acompanhado por risos femininos passaram por sua porta.Eleanor disse a si mesma que estava a salvo, mas a dúvida a assaltou e ela teve delevantar para verificar a porta que dava para o corredor e a outra, que levava aoquarto de vestir, sorriu de si mesma. Essa segunda porta estava trancada há tanto
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tempo que a chave se perdera.Ao mesmo tempo, achava prudente tomar todas as precauções, pois emborao irmão demonstrasse que havia limites para o que ele faria, as dívidas aumentavamassustadoramente.Lionel a procurara dois dias atrás para cumprimentá-la por receber umaproposta de casamento.— E quem teria feito tal proposta? — perguntara ela, surpresa. — Nãoconheço ninguém por aqui.— Vamos, minha querida irmã, eu ocasionalmente a apresento aos meusconvidados, quando você não foge envergonhada.— Não fujo de vergonha, irmão, mas de nojo.Ele riu. Era a resposta que sabia dar a qualquer idéia ou sentimentodesagradável.— Você é uma exigente para uma dama que passou da idade de casar, Nell.Tem vinte e três anos, é antiquada, e mesmo assim eu aparo com umapossibilidade... o que acha de ser uma dama?— Sou uma dama — respondeu ela. — E se fala de casamento, mano, possodizer que não existem cavalheiros entre seus conhecidos.— Um conde, minha querida, não precisa ser cavalheiro. Lorde Deveril estáansioso para cortejar você.Deveril! Eleanor estremecia ao pensar nele. Era o pior dos companheiros doirmão, aquele que o desencaminhava. Era como uma encarnação do próprio mal.Afinal, Lionel tinha vinte e cinco anos de idade. Era naturalmente egoísta e incon-sequente, porém apenas isso. Fora Deveril, ou pelo menos era o que parecia aEleanor, que introduzira o mal em sua vida, na forma de bebida, drogas do oriente ediversões distorcidas.—Jamais me casaria com lorde Deveril — afirmou ela, com total segurança.Morreria antes disso, pensou.— Como você é apressada... — comentou ele, de uma forma que deixouentrever sua contrariedade. — Lorde Deveril tem a habilidade de conseguir tudo oque deseja, Nell, e com certeza ficaria mais inclinado a ser bondoso se você aceitar de boa vontade.— Ele não tem a menor idéia do que seja boa vontade. Pode escrever o quedigo, Lionel, a resposta é não e sempre será não, a despeito do que você faça.Nunca serei forçada a fazer algo tão baixo. No momento, pensando em sua reaçãona oportunidade, percebia que fora impensada, e talvez exagerada, mas reconheciaque o medo guiara suas ações... medo de Deveril e seu corpo pálido, lábios tímidose olhos de cobra. Ele até mesmo cheirava como um cadáver. Eleanor estremeceu sóde lembrar. A vida solitária sob o teto do irmão era uma alternativa bem melhor.Batidas à porta interromperam seus pensamentos.— Quem é?— É Nancy, dona Eleanor. Trago uma bebida quente, madame. Com essebarulho, não deve estar dormindo ainda.
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nao consigo baixar esse livro....

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