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FENOMENOLOGIA, PSICODINÂMICA E COMPORTAMENTOS PATERNOS

FENOMENOLOGIA, PSICODINÂMICA E COMPORTAMENTOS PATERNOS

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A família nuclear mudou. Os processos de subjectivação feminina e masculina não atribuem mais á mulher a obrigação de ser mãe e, para o homem, também tem diminuído a pressão social para que se torne pai (Pontes et al, 2005).
O papel tradicional de provedor foi desvinculado exclusivamente do homem abrindo espaço para a mulher transitar mais livremente no espaço público, através do trabalho, ao mesmo tempo que convoca o pai para um conjunto de outras acções e responsabilidades no contexto intrafamilar, numa possibilidade de divisão equitativa, entre o casal, das responsabilidades de sustentar a casa e cuidar dos filhos.
As funções educativas da família e da escola foram igualmente alteradas e, por vezes, entram em disputa ou deslocam-se mutuamente nalgumas das suas atribuições, como sejam as de oferecer às crianças e aos adolescentes suporte para a aprendizagem do respeito, ética, valores e identidade-cidadã.
Sobre a função paterna, Nolasco (1993) sublinha que os homens procuram novos modelos para a construção da identidade, não mais orientados pela virilidade e poder. Ball (2005: 51), por seu turno, refere que “a descoberta do pai genitor, a emergência da noção de paternidade, é um acontecimento histórico considerável, fundamento de um núcleo trinitário pai-mãe-filho, fator de ordem e de estabilidade, base da idéia de família, estrutura biológica forte que se tornará estrutura social forte, tendo a propriedade de educar sua descendência, de se perpetuar”
No presente estudo, procura-se reflectir sobre: as funções contemporâneas do pai, tendo em conta a sua auto-percepção da paternidade, a forma como os pais assumem responsabilidades no âmbito das tarefas que se relacionam com o cuidado e desenvolvimento das crianças e, ainda, os ideais e valores que procuram veicular através da sua acção educativa paternal.

A família nuclear mudou. Os processos de subjectivação feminina e masculina não atribuem mais á mulher a obrigação de ser mãe e, para o homem, também tem diminuído a pressão social para que se torne pai (Pontes et al, 2005).
O papel tradicional de provedor foi desvinculado exclusivamente do homem abrindo espaço para a mulher transitar mais livremente no espaço público, através do trabalho, ao mesmo tempo que convoca o pai para um conjunto de outras acções e responsabilidades no contexto intrafamilar, numa possibilidade de divisão equitativa, entre o casal, das responsabilidades de sustentar a casa e cuidar dos filhos.
As funções educativas da família e da escola foram igualmente alteradas e, por vezes, entram em disputa ou deslocam-se mutuamente nalgumas das suas atribuições, como sejam as de oferecer às crianças e aos adolescentes suporte para a aprendizagem do respeito, ética, valores e identidade-cidadã.
Sobre a função paterna, Nolasco (1993) sublinha que os homens procuram novos modelos para a construção da identidade, não mais orientados pela virilidade e poder. Ball (2005: 51), por seu turno, refere que “a descoberta do pai genitor, a emergência da noção de paternidade, é um acontecimento histórico considerável, fundamento de um núcleo trinitário pai-mãe-filho, fator de ordem e de estabilidade, base da idéia de família, estrutura biológica forte que se tornará estrutura social forte, tendo a propriedade de educar sua descendência, de se perpetuar”
No presente estudo, procura-se reflectir sobre: as funções contemporâneas do pai, tendo em conta a sua auto-percepção da paternidade, a forma como os pais assumem responsabilidades no âmbito das tarefas que se relacionam com o cuidado e desenvolvimento das crianças e, ainda, os ideais e valores que procuram veicular através da sua acção educativa paternal.

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Published by: Unicidade do Conhecimento on Feb 20, 2009
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05/09/2012

 
 
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(2007)
 
Fenomenologia,
 
psicodinâmica
 
e
 
comportamentos
 
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______________________________________________________________________
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internacionais, nacionais e locais dos pesquisadores de modo que as limitações deum país, região ou estado seja suprida através de trocas.Os produtores do conhecimento psicológico seguem tentando pós‐modernizaras suas concepções de ciência refletindo epistemologicamente os seus
objetos
 
e
 
metodologias.
 
rocuram efetivar investigações orientadas pelos princípios dedesconstrução das metateorias e da inclusão do sujeito informante nodelineamento e realização da pesquisa.Porém uma situação que tem mantido a sua feição polêmica é a do
objeto
da(s)psicologia(s). Para as fenomenologias é a consciência intencional voltada paradiversos fins, por exemplo, a transcendência; a elucidação de si mesmo, dasrelações e do mundo. Para os behaviorismos, é o comportamento observável diretae/ou indiretamente; e para as psicanálises, o inconsciente e suas pulsões, porémconsiderando‐o de vários modos. Por exemplo, Lacan o concebe estruturado comolinguagem.Os trabalhos orientados pela psicologia filosófica se valem da:1)
 
fenomenologia husserliana, a qual, embora possua inspiração distinta,não consente aos psicólogos saírem do campo metodológico da clássicatrincheira positivista, na medida que se mantém recorrendo à descriçãodas coisas mesmas. Nesta vertente o objeto é a essência, definida emDartigues (1999) como o imutável,
o
 
que
 
não
 
varia
. Tal determinaçãoesbarra na impossibilidade em criar estabilidade para a condiçãohumana e sua teia de relações (Arendt, 1992).2)
 
fenomenologia existencial teísta ou ateísta, cuja proposição (em ambas) érecolocar a problemática do cotidiano humano como pergunta central,preocupada metodologicamente com o esclarecimento da existência. Emseu bojo a corrente institui dois saltos epistemológicos no fazer dapsicologia:a)
 
compreende que a verdade apoditica é o objeto da filosofia deHusserl;b)
 
toma a consciência intencional e relacional como objeto.3)
 
fenomenologia existencial hermenêutica que confirma a ruptura domodelo anterior e a expande quando se prende radicalmente ainvestigação dos atos intencionais de consciência expressos em diversaslinguagens.4)
 
Acerca das “ciências psicológicas”, Frazão (2006) afiança que emconjunto não alcançaram o estatuto epistemológico
de
 
ciência
, devido àsseguintes ocorrências:a)
 
falta de coerência interna;
 
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Frazão,
 
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Franco,
 
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(2007)
 
Fenomenologia,
 
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3
 
b)
 
indefinição do objeto de estudo, de modo que não desenvolveramunicidade epistemológica (idéias, temas e problemas ‐ condiçõesnecessárias para alcançar os princípios de cientificidade) que lhegaranta eficiência técnica, unidade e eficácia metodológica deintervenção e tratamento.Descrevendo seu modelo de trabalho, Pimentel (2005) recorre a análisefenomenológica do discurso proposta por Ricoeur (1979). Algumas orientações damesma integram a metodologia base que a autora se vale para ponderar os dadosempíricos. Os estudos de casos e multicasos integram o delineamento da pesquisaqualitativa. Deste modo a psicologia fenomenológica existencial hermenêutica vaisendo configurada não afeita as generalizações. Quanto à dimensão teórico‐epistemologica, os resultados encontrados no campo investigativo sãocompreendidos recorrendo às chaves conceituais oferecidas pela Gestalt‐terapia.Franco (2006) preocupa‐se com os limites e as possibilidades dos modelos deinvestigação psicológica em psicanálise. Argumenta que a formação, a inserção nosserviços de saúde, a pratica da transdiciplinaridade como alguns dos dilemas daprodução do conhecimento.Elenca o que considera desafios da investigação e da produção de saber: aolongo da minha prática profissional como psicólogo e professor tenho aprendidosobre as virtudes da pluralidade em Psicologia, acreditando que a unidade possívelda Psicologia está na aceitação de um modelo de compreensão da vida mental queseja sólido, coerente e útil, mas assumindo que os grandes contributos dainvestigação psicológica para a vida dos nossos dias vêm da sua riqueza ediversidade teórica e metodológica.Diz o autor: escrevi há uns anos: “As tradicionais fronteiras delimitadoras dosdiferentes domínios do saber, do conhecimento e da investigação, vão‐se tornandocada vez menos estanques. Deixam de ser espaços de separação e, estando cadavez mais diluídas, tornam‐se zonas de proximidade enriquecedora e desobreposição estimulante, espaços para um trabalho desafiante e fecundo.No âmbito da Psicologia o contínuo alargamento dos seus domínios deintervenção e investigação tem permitido uma compreensão da realidade humanaprogressivamente mais abrangente, que ultrapassa os limites das suas diferentesespecialidades e se projeta para além das dimensões das várias disciplinas.Este movimento tem conduzido, por um lado, à especialização, com osurgimento contínuo de novas áreas dentro da Psicologia e, por outro, a novasarticulações e interligações, com a permuta salutar e criativa de novas perspectivasdentro dos domínios mais clássicos (Franco, 2004). É desafiante, masrecompensador, tanto do ponto de vista profissional como acadêmico, trabalharnessa zona de charneira onde frutifica a investigação.

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