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(2007)
 
Fenomenologia,
 
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e
 
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Unicidade
 
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Évora
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Universidade
 
de
 
Évora.
 
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2
 
internacionais, nacionais e locais dos pesquisadores de modo que as limitações deum país, região ou estado seja suprida através de trocas.Os produtores do conhecimento psicológico seguem tentando pós‐modernizaras suas concepções de ciência refletindo epistemologicamente os seus
objetos
 
e
 
metodologias.
 
rocuram efetivar investigações orientadas pelos princípios dedesconstrução das metateorias e da inclusão do sujeito informante nodelineamento e realização da pesquisa.Porém uma situação que tem mantido a sua feição polêmica é a do
objeto
da(s)psicologia(s). Para as fenomenologias é a consciência intencional voltada paradiversos fins, por exemplo, a transcendência; a elucidação de si mesmo, dasrelações e do mundo. Para os behaviorismos, é o comportamento observável diretae/ou indiretamente; e para as psicanálises, o inconsciente e suas pulsões, porémconsiderando‐o de vários modos. Por exemplo, Lacan o concebe estruturado comolinguagem.Os trabalhos orientados pela psicologia filosófica se valem da:1)
 
fenomenologia husserliana, a qual, embora possua inspiração distinta,não consente aos psicólogos saírem do campo metodológico da clássicatrincheira positivista, na medida que se mantém recorrendo à descriçãodas coisas mesmas. Nesta vertente o objeto é a essência, definida emDartigues (1999) como o imutável,
o
 
que
 
não
 
varia
. Tal determinaçãoesbarra na impossibilidade em criar estabilidade para a condiçãohumana e sua teia de relações (Arendt, 1992).2)
 
fenomenologia existencial teísta ou ateísta, cuja proposição (em ambas) érecolocar a problemática do cotidiano humano como pergunta central,preocupada metodologicamente com o esclarecimento da existência. Emseu bojo a corrente institui dois saltos epistemológicos no fazer dapsicologia:a)
 
compreende que a verdade apoditica é o objeto da filosofia deHusserl;b)
 
toma a consciência intencional e relacional como objeto.3)
 
fenomenologia existencial hermenêutica que confirma a ruptura domodelo anterior e a expande quando se prende radicalmente ainvestigação dos atos intencionais de consciência expressos em diversaslinguagens.4)
 
Acerca das “ciências psicológicas”, Frazão (2006) afiança que emconjunto não alcançaram o estatuto epistemológico
de
 
ciência
, devido àsseguintes ocorrências:a)
 
falta de coerência interna;
 
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Fenomenologia,
 
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b)
 
indefinição do objeto de estudo, de modo que não desenvolveramunicidade epistemológica (idéias, temas e problemas ‐ condiçõesnecessárias para alcançar os princípios de cientificidade) que lhegaranta eficiência técnica, unidade e eficácia metodológica deintervenção e tratamento.Descrevendo seu modelo de trabalho, Pimentel (2005) recorre a análisefenomenológica do discurso proposta por Ricoeur (1979). Algumas orientações damesma integram a metodologia base que a autora se vale para ponderar os dadosempíricos. Os estudos de casos e multicasos integram o delineamento da pesquisaqualitativa. Deste modo a psicologia fenomenológica existencial hermenêutica vaisendo configurada não afeita as generalizações. Quanto à dimensão teórico‐epistemologica, os resultados encontrados no campo investigativo sãocompreendidos recorrendo às chaves conceituais oferecidas pela Gestalt‐terapia.Franco (2006) preocupa‐se com os limites e as possibilidades dos modelos deinvestigação psicológica em psicanálise. Argumenta que a formação, a inserção nosserviços de saúde, a pratica da transdiciplinaridade como alguns dos dilemas daprodução do conhecimento.Elenca o que considera desafios da investigação e da produção de saber: aolongo da minha prática profissional como psicólogo e professor tenho aprendidosobre as virtudes da pluralidade em Psicologia, acreditando que a unidade possívelda Psicologia está na aceitação de um modelo de compreensão da vida mental queseja sólido, coerente e útil, mas assumindo que os grandes contributos dainvestigação psicológica para a vida dos nossos dias vêm da sua riqueza ediversidade teórica e metodológica.Diz o autor: escrevi há uns anos: “As tradicionais fronteiras delimitadoras dosdiferentes domínios do saber, do conhecimento e da investigação, vão‐se tornandocada vez menos estanques. Deixam de ser espaços de separação e, estando cadavez mais diluídas, tornam‐se zonas de proximidade enriquecedora e desobreposição estimulante, espaços para um trabalho desafiante e fecundo.No âmbito da Psicologia o contínuo alargamento dos seus domínios deintervenção e investigação tem permitido uma compreensão da realidade humanaprogressivamente mais abrangente, que ultrapassa os limites das suas diferentesespecialidades e se projeta para além das dimensões das várias disciplinas.Este movimento tem conduzido, por um lado, à especialização, com osurgimento contínuo de novas áreas dentro da Psicologia e, por outro, a novasarticulações e interligações, com a permuta salutar e criativa de novas perspectivasdentro dos domínios mais clássicos (Franco, 2004). É desafiante, masrecompensador, tanto do ponto de vista profissional como acadêmico, trabalharnessa zona de charneira onde frutifica a investigação.
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