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A COMPLEXIDADE DA AÇÃO EDUCATIVA E OS CONHECIMENTOS QUE SE FAZEM NECESSÁRIOS. ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO E SAÚDE

A COMPLEXIDADE DA AÇÃO EDUCATIVA E OS CONHECIMENTOS QUE SE FAZEM NECESSÁRIOS. ESTUDOS E PESQUISAS EM EDUCAÇÃO E SAÚDE

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Este trabalho insere-se em um projeto mais amplo, desenvolvido no âmbito do Grupo de Pesquisa Educação e Produção do conhecimento (CNPq / PUC-SP), intitulado: A formação como ação educativa. Buscando sentidos. Na busca de organizar o trabalho docente tendo a pesquisa como a principal fonte de produção de conhecimento, esta fase apresenta estudos que dão suporte à construção de novas estruturas de pensamento, iluminando a complexidade da ação educativa, quando, mais do que a transmissão de conhecimentos, o que se pretende alcançar são transformações, com intervenções junto a academia e a grupos da população, pela natureza hermenêutica e fenomenológica que as orientam. Observa-se que estes fazeres, consideram o enraizamento do homem no mundo contribuindo para a formação acadêmica, com reflexos na qualidade dos serviços de educação e saúde, apontando a possibilidade de fazer ciência pautada pela experiência. O caráter de intervenção da ação educativa é o que a expõe em sua natureza prático-poíetica, desvelando sua perspectiva inter/transdisciplinar. Mostra ainda que a dimensão ética é o que reveste essa opção, como fruto de uma ação - social e individual -, sendo as suas decisões decorrentes de uma conotação de valor construída no bojo de uma determinada cultura. Nessa configuração, faz-se indispensável a contribuição da pesquisa e a consciência do papel político que, de forma visível ou não, delimita as diretrizes que balizam as ações que se propõem como educativas.
Este trabalho insere-se em um projeto mais amplo, desenvolvido no âmbito do Grupo de Pesquisa Educação e Produção do conhecimento (CNPq / PUC-SP), intitulado: A formação como ação educativa. Buscando sentidos. Na busca de organizar o trabalho docente tendo a pesquisa como a principal fonte de produção de conhecimento, esta fase apresenta estudos que dão suporte à construção de novas estruturas de pensamento, iluminando a complexidade da ação educativa, quando, mais do que a transmissão de conhecimentos, o que se pretende alcançar são transformações, com intervenções junto a academia e a grupos da população, pela natureza hermenêutica e fenomenológica que as orientam. Observa-se que estes fazeres, consideram o enraizamento do homem no mundo contribuindo para a formação acadêmica, com reflexos na qualidade dos serviços de educação e saúde, apontando a possibilidade de fazer ciência pautada pela experiência. O caráter de intervenção da ação educativa é o que a expõe em sua natureza prático-poíetica, desvelando sua perspectiva inter/transdisciplinar. Mostra ainda que a dimensão ética é o que reveste essa opção, como fruto de uma ação - social e individual -, sendo as suas decisões decorrentes de uma conotação de valor construída no bojo de uma determinada cultura. Nessa configuração, faz-se indispensável a contribuição da pesquisa e a consciência do papel político que, de forma visível ou não, delimita as diretrizes que balizam as ações que se propõem como educativas.

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Published by: Unicidade do Conhecimento on Feb 20, 2009
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11/20/2012

 
 
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2
 
Como ensina Gadamer (1997), trata‐se de buscar sentidos, tendo em vista que acompreensão é um evento histórico, dialético e lingüístico pois, como sereshumanos que somos, frutos de uma tradição, a linguagem é por excelência, o
midium
que possibilita o “encontro de horizontes” e, neste movimento, avançar,produzir conhecimentos.Nessa intencionalidade, ao interrogarmos pela
 
unicidade
 
do
 
conhecimento
 ,
 
tema proposto para este Congresso, tornou‐se um desafio para nós encontrar oponto de partida que nos impulsionasse em direção ao
como
adentrar o tema.Lembramo‐nos, então, de que para adentrar o círculo hermenêutico da
compreensão
, uma exigência se faz: que o pesquisador mergulhe, se lance nainterioridade e no movimento do mesmo, quando a interpretação surge domovimento e da imbricação entre as partes e o todo.Observamos que, para nossas pesquisas, ao investigarmos o conhecimentocomo construção humana, social e relacional, os estudos sobre Merleau‐Ponty, pornós desenvolvidos (E
SPÓSITO
: 1997), foram nosso apoio, principalmente no quetange à primazia da percepção e ao conceito de corpo próprio. Com fundamentonesses trabalhos, pudemos estabelecer as bases compreensivas para o diálogo,“entre‐compreender”, atribuindo sentido ao que Morin denomina metaforicamentepor ‘tronos’, ao referir‐se aos modos hegemônicos postos pelo empirismo e peloracionalismo, os quais têm regido não só a produção de conhecimento, mastambém nossas vidas, pelas visões de mundo culturalmente construídas como suastraduções e reproduções simplificadoras, seja pela disciplinarização exercida porprocessos curriculares, seja por metodologias de ensino.Consideramos, no entanto, que nossos conhecimentos nem sempre sãosuficientes para o que nos interessa buscar nas ações educativas: produzirconhecimentos que considerem a complexidade da ação educativa. Para isto, nãose trata da proposição
 
de um outro ‘trono’; ao contrário, enfatiza Morin, trata‐se daconsciência da sua inexistência, e de estarmos conscientes de que múltiplasinstâncias, visíveis e invisíveis, estão aí destinadas a controlar o conhecimentoconstituído. Essas, embora necessárias, mostram‐se insuficientes, pois, noprocesso de hominização, valores fundamentais foram sendo adquiridos e, naevolução, as funções cerebrais tornam‐se mais e mais complexas
 ⎯ 
ao serefinarem, passam a ter capacidade de colocar em ação e em conexão miríades deneurônios, de forma que a menor percepção pode se fazer presente.
 
Nesse pensar, de forma convergente às nossas pesquisas, observamos que, naera da modernidade, acentua‐se a ausência do mito e do rito, havendosobrevalorização de conteúdos cognitivos e esquecimento da educação de atitudes,fazendo com que, na contemporaneidade, autores como Stanley Krippner
 
(1997)recomendem o resgate de uma mitologia pessoal, metafórica e de aspectosdesconhecidos da psique. É
 
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1991,
 
 p.
 
11.)
 
Mais ainda, que as idéias elementares (Bastian) e os arquétipos do inconscientecoletivo (Jung), bem como a referência à formação do sistema bio‐enérgico de umaespécie tornam‐se significativas quando Campbell anuncia sua perplexidade ao vera bota de Armstrong descendo da nave espacial para deixar sua marca nasuperfície da nossa lua. Foi nesse momento que compreendeu os
“a
 
 priori” 
darazão de Kant. As leis do espaço, da ordem do conhecimento da mente, já estão emnós desde o nascimento. São suficientes para, matematicamente, garantir aoastronauta chegar à lua. Entretanto, somente o toque da bota no solo lunargarantiu‐lhe o conhecimento
“a
 
 posteriori” 
, o conhecimento da experiência, oconhecimento depois do vivido.Ora, o conhecimento do espaço exterior está dentro de nós porque que as leis doespaço também estão dentro de nós: o espaço exterior e o espaço interior são amesma coisa.Postos alguns pensamentos que nos parecem convergir para o estabelecimentode uma “meta compreensão”, na recursividade movimento iniciado, voltamos aotema por nós proposto.
A
COMPLEXIDADE DA AÇÃO EDUCATIVA E OCONHECIMENTO
:
A TRAJETÓRIA METODOLÓGICAVIVENCIADA
 
Nos vinte anos em que temos nos dedicado aos estudos e pesquisas queinvestigam a ação educativa, o conhecimento e a formação do educador, temasbase em nossas pesquisas, concluímos que necessário se fazia desenvolver nossasinvestigações a partir de outras dimensões. Mais ainda, estabelecendo um recorteno trabalho como um todo, nosso objetivo, a partir de certo momento, centrou‐seno estudo de
como
se dá a inteligibilidade humana, perguntando pela forma como

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