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A PRODUÇÃO ARTÍSTICA DAS MULHERES E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENSINO DE ARTE

A PRODUÇÃO ARTÍSTICA DAS MULHERES E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENSINO DE ARTE

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A revisão da condição de ser mulher no mundo estará esgotada? Estarão desconstruídos os velhos e engessados padrões sociais de masculinidade e feminilidade? Mesmo depois das muitas conquistas alcançadas pelas mulheres em todos setores da sociedade ocidental, devemos admitir, no entanto, que diante da visão androcêntrica que se impõe como neutra, da legitimação e naturalização dos discursos que ratificam a dominação masculina, ainda há questões pendentes?
E a escola? Como tem sido a atuação dos professores, aqui especificamente, os da área artística nesta empreitada? Têm sido repensadas em suas práticas diárias e colocadas em ação certas questões que envolvem gênero e arte? Os (as) professores(as) têm estado atentos(as) à esta tendência de naturalização e ao condicionamento desta visão androcêntrica no ensino de arte, e refletido o quanto isto afeta a construção deste conhecimento?
Qual seria o posicionamento da(o) professora(r) consciente e sensibilizada(o) por estas questões? O de propiciar ou facilitar a entrada da produção artística feminista na sala de aula, intencionando contribuir na formação do ser humano e na construção de um saber, pautados nas diferenças e não nas desigualdades de género também na Arte?
Esta comunicação pretende além de levantar questões como estas, sensibilizar e provocar o debate acerca do tema, com a apresentação de um levantamento provisório das possíveis implicações entre Arte/Educação/Gênero. A partir da Proposta de Leitura de Imagens desenvolvida para o Ensino de Arte, é possível pensar em práticas alternativas e democráticas, ainda pouco exploradas em sala. Através das obras de arte das artistas feministas, pretende-se possibilitar aos alunos e alunas num primeiro momento, uma visualização desta produção específica na contemporaneidade e logo, abrir um espaço de discussão e reflexão entre os mesmos, sobre as desigualdades de género ainda existentes - numa interlocução entre arte e vida.

A revisão da condição de ser mulher no mundo estará esgotada? Estarão desconstruídos os velhos e engessados padrões sociais de masculinidade e feminilidade? Mesmo depois das muitas conquistas alcançadas pelas mulheres em todos setores da sociedade ocidental, devemos admitir, no entanto, que diante da visão androcêntrica que se impõe como neutra, da legitimação e naturalização dos discursos que ratificam a dominação masculina, ainda há questões pendentes?
E a escola? Como tem sido a atuação dos professores, aqui especificamente, os da área artística nesta empreitada? Têm sido repensadas em suas práticas diárias e colocadas em ação certas questões que envolvem gênero e arte? Os (as) professores(as) têm estado atentos(as) à esta tendência de naturalização e ao condicionamento desta visão androcêntrica no ensino de arte, e refletido o quanto isto afeta a construção deste conhecimento?
Qual seria o posicionamento da(o) professora(r) consciente e sensibilizada(o) por estas questões? O de propiciar ou facilitar a entrada da produção artística feminista na sala de aula, intencionando contribuir na formação do ser humano e na construção de um saber, pautados nas diferenças e não nas desigualdades de género também na Arte?
Esta comunicação pretende além de levantar questões como estas, sensibilizar e provocar o debate acerca do tema, com a apresentação de um levantamento provisório das possíveis implicações entre Arte/Educação/Gênero. A partir da Proposta de Leitura de Imagens desenvolvida para o Ensino de Arte, é possível pensar em práticas alternativas e democráticas, ainda pouco exploradas em sala. Através das obras de arte das artistas feministas, pretende-se possibilitar aos alunos e alunas num primeiro momento, uma visualização desta produção específica na contemporaneidade e logo, abrir um espaço de discussão e reflexão entre os mesmos, sobre as desigualdades de género ainda existentes - numa interlocução entre arte e vida.

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07/29/2013

 
 
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______________________________________________________________________
2
 
Segundo Loponte quando se refere à escolha, por exemplo, de obras de arte paraos livros didáticos e livros de história da arte, “no discurso dominante sobre arte,as imagens selecionadas afirmam a invisibilidade da mulher como criadora [...](Loponte, 2004), a própria história da arte oficial negligencia em citá‐las. Têmestado os(as) professores(as) atentos(as) à esta tendência de naturalização e aocondicionamento sofrido pela visão androcêntrica no ensino de arte?Não seria, então, tarefa da(o) professora(r) – consciente e sensibilizada(o) porestas questões ‐ propiciar ou facilitar a entrada da produção feminista na sala deaula, intencionando contribuir com a formação do ser humano pautada nasdiferenças e não nas desigualdades de gênero? Não seria importante dar um ponta‐pé inicial nesta direção?Segundo a historiadora Joan Scott, na efervescente década de 60, “[...] asativistas feministas reivindicavam uma história que estabelecesse heroínas, provada atuação das mulheres, e também explicações sobre a opressão e inspiração paraa ação” (Scott, 1992:64). Assim se fortaleceu a discussão sobre a condição damulher, motivada pelos crescentes estudos que se seguiram ao movimentofeminista, que assinalou o início da luta pelos direitos da mulher ocidental. Oshábitos e costumes femininos, as questões de gênero de lá para cá, tornaram‐seobjetos de pesquisa de inúmeras investigações, estando também incluídas, aquelaspesquisas que se interessam pela produção artística realizada particularmente pormulheres.Esta área de pesquisa nas artes plásticas vem dialogando com astransformações ideológicas provenientes das mudanças sociais nas últimas quatrodécadas do século passado, com influências recíprocas entre a produção artística eo feminismo. Os resultados destas investigações têm deixando muitascontribuições para a sociedade num todo e não somente para o circuito artístico,entre elas, podemos citar: a recuperação histórica de nomes de mulheres artistasocultos, marginalizados ou esquecidos, através de publicações e exposições (apartir dos anos 70); o crescimento da produção de obras de arte que revelam apreocupação com a desconstrução dos padrões tradicionais e estereótipos defeminilidade/masculinidade (anos 80); a adoção de estratégias para potencializara voz e dar maior visibilidade às mulheres, em busca de novos paradigmas atravésda arte (anos 90) (Martinez, s/d:16‐23).As
 
artistas
 
 feministas
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como ficaram conhecidas a partir da década de 60 doséculo XX, são mulheres engajadas na crítica ao poder falocrático também na arte.
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 Além
 
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3
Arte Feminista é uma das correntes de produção da contemporaneidade. Tendo como
precursoras
FridaKahlo, Judy Chicago, Eva Hesse e Louise Bourgeois. Atualmente, esta tendência possui adeptas por todo omundo. Estas artistas feministas objetivam alertar e dar voz às mulheres através de suas obras de arte.
 
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(Grosenick,
 
 2001:7).
 
Passaram, então, a formar um grupo coeso de pensamento e produção,direcionando suas obras para as questões do feminino e do feminismo, produzindoimagens e representações do universo singular da mulher pelo ponto de vistafeminino, criando uma arte feita por e a propósito de mulheres.O tema
mulher 
 
por vezes quer representar ou evocar simbolicamente asexperiências corporais e rituais femininos (
artistas
 
sensualistas
como Antoni,Sylvie Fleury, etc), outro grupo, de ordem mais
conceitual 
, direciona sua produçãopara as questões políticas e sociais, sendo contra o racismo, a violência e todas asimposições sofridas pelas mulheres (Beecroft, Paula Rego, Adrian Piper, BethMoysés, Rosana Paulino, etc). Na linha
autobiográfica
, as obras revelam a históriade vida da própria artista, as vivências pessoais e a intimidade são transformadasem experiência estética (Calle, Marina Abramovic e outras). Os meios expressivosmais utilizados são o vídeo, as instalações, fotografia, novas tecnologias, realizaçãode
 performance
, além dos tradicionais como a gravura, a escultura, o desenho e apintura.As inúmeras facetas de ser mulher estão eternizadas nas obras de pioneirascomo Frida Kahlo (México), Eva Hesse (Alemanha), Ana Mendieta (Cuba), JudyChicago (USA), Louise Bourgeois (França), hoje somadas às obras de CindySherman (USA), Maya Goded (México), Vanessa Beecroft (Itália), Sophie Calle(França), Janine Antoni (Bahamas), Grupo Guerrilla Girls (USA), entre outras docenário artístico atual. Fazendo parte do perfil eclético do pensamento feministana arte contemporânea, estão também as artistas brasileiras Beth Moysés (SP),Rosana Paulino (SP) e Paula Rego (Portugal), as quais este estudo quer enfocar.No entanto, mesmo que a produção dessas artistas e muitas outras não citadasneste trabalho já estejam legitimadas ou reconhecidas pela crítica e o circuitoartístico oficial, mesmo que o currículo previsto para o ensino de arte nãodetermine quais artistas devam ser mencionados e/ou trabalhados com alunos ealunas, as artistas parecem estar passando à margem das salas de aula. Se naformação acadêmica se faz notar que estas produções feministas estão geralmenteà deriva, isto é, são pouco ou nada discutidas, todo este antecedente acaba porreforçar e naturalizar a invisibilidade das obras produzidas pelas artistasmulheres.Assim, nos deparamos aqui com uma ausência e uma necessidade de revisão naárea da formação educacional. Segundo Loponte (1998: 14)
,
 
“(...)
 
um
 
estudo
 
relacionando
 
 gênero
 
e
 
ensino
 
de
 
arte
 
 pode
 
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 forma
 
relevante
 
à
 
 pesquisa
 
sobre
 
ensino
 
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arte
 
e
 
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docente
 
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relativos
 
às
 
questões
 
de
 
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e
 
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que
 
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enfoque
 
 pouco
 
ou
 
nunca
 
 foi
 
utilizado
 
 por 
 
 pesquisadores
 
(...)”.
 

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