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Demonstração do Valor Adicionado

Demonstração do Valor Adicionado

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06/02/2013

 
Demonstração do Valor Adicionado: comparação entre as informaçõesprestadas com a aplicação ou não da Correção Monetária Integral nademonstração contábil – Um estudo exploratório.
1
 
Lorena Vilarinho Nobre
2
 Frederico Mendes
3
 
Resumo
O objetivo geral deste trabalho é analisar os impactos da inflação sobre os indicadores daDemonstração do Valor Adicionado (DVA). Para tal, foi elaborado um exemplo teórico parase efetuar uma simulação, de uma empresa fictícia, da análise de tais indicadores pelalegislação societária e pela correção integral. A utilização de dados fictícios se deveu àausência de informações ou até dificuldade de se encontrar empresas que possam publicardemonstrações em moeda de poder aquisitivo constante. No exemplo elaborado para finsdeste trabalho foram discutidas as classificações dos componentes de resultado que não sãoevidenciados pela legislação societária, tais como: perda no caixa, receitas e despesasfinanceiras comerciais. Além disso, foi analisada a possibilidade de tais itens serem de duplanatureza pela correção integral. Outro aspecto relevante é o valor distribuído ao governo que,pela correção integral, consideram impostos diferidos em função dos itens monetáriosdecorrentes de operações prefixadas serem traduzidos a valor presente pela taxa ANBID nadata do balanço. Finalmente, concluiu-se que a inflação afeta significativamente osindicadores da Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
Palavras-chaves:
Inflação, Correção Monetária Integral, Demonstração do Valor Adicionado.
1
Trabalho desenvolvido para obtenção do título de graduação em Ciências Contábeis no 1º sem/2006
2
Graduanda do Curso de Ciências Contábeis da Universidade Católica de Brasília
3
Professor orientador do trabalho de conclusão do curso
 
2
1- Introdução
 
Segundo Ribeiro e Lisboa (2006), as empresas estão divulgando informações sobrebalanço social para identificar a contribuição da mesma para a sociedade e os setores por elapriorizados. Este tipo de informação serve para avaliar a performance da empresa no seucontexto local, sua participação no desenvolvimento regional e estimular ou não acontinuidade de subsídios e incentivos governamentais.A principal forma de expressar informações estão contidas na Demonstração do ValorAdicionado (DVA), “que deve ser entendida como a forma mais competente criada pelaContabilidade para auxiliar na medição e demonstração da capacidade de geração, bem comode distribuição da riqueza de uma entidade” (SANTOS, 2003, p. 35).
 
Vale destacar que aDVA permite ao usuário concluir que os indicadores da empresa estão espelhados nasDemonstrações Contábeis.No entanto, em 1994, a pressão para acabar com a inflação ficou mais acentuada,e após a economia estar referenciada em duas moedas, a Lei nº. 9.249/95 vedou autilização de qualquer sistema de correção monetária. Isso foi interpretado como umcomplemento do processo de desregulamentação da indexação da economia,consolidando o Plano Real. Uma das conseqüências às empresas foi o pagamento amaior de imposto de renda do que o efetivamente devido. Não obstante a proibiçãolegal, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) emitiu, em 2001, a Resolução nº. 900que limitou a aplicação do princípio da atualização monetária apenas para quando ainflação acumulada em três anos consecutivos for de 100% ou mais. Em termosnormativos, tudo voltou como em 1964, ou seja, à estaca zero. Uma das principaisimplicações, a partir de então, foi a diminuição da importância da inflação no âmbito dasfinanças corporativas. Porém, ainda nos dias de hoje pairam dúvidas a respeito dosefeitos inflacionários no resultado e na estrutura patrimonial das empresas, e diversosestudos continuam sendo elaborados a fim de demonstrar a importância e utilidade dacorreção das demonstrações contábeis.
(GABRIEL; ASSAF NETO; CORRAR, 2006, p. 4)
Dessa forma, a questão a ser respondida pela pesquisa consiste em: quais osimpactos da inflação sobre os indicadores da Demonstração do Valor Adicionado?O objetivo geral do trabalho é analisar os impactos da inflação sobre os indicadores daDemonstração do Valor Adicionado. Para tal, será necessário estudar as técnicas deelaboração da DVA, interpretar os indicadores gerados a partir da mesma, explicar o modelode transformação de demonstrações contábeis para moeda constante e apurar os impactosinflacionários sobre tais indicadores.De acordo com os critérios propostos por Silva e Menezes (2001), a metodologiautilizada neste trabalho foi uma pesquisa básica, do ponto de vista de sua natureza, emrelação à abordagem do problema, quantitativa, quanto aos objetivos, considera-seexploratória, pois visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas aconstruir hipóteses e uma pesquisa bibliográfica por ter sido elaborada a partir dematerial já publicado, constituído principalmente de livros, artigos de periódicos emateriais disponibilizados na Internet.O artigo é estruturado nas seguintes seções: conceituação de inflação e descrição dacorreção monetária (seção 2), correção monetária de balanço e a importância de se fazer àcorreção monetária integral (seção 3), balanço social conceituação de DVA (seção 4), aelaboração de um estudo de caso com dados hipotéticos, objetivando responder ao problemalevantado (seção 5), e por fim, a última seção que apresenta as conclusões deste trabalho.
 
3
2- Inflação e Correção Monetária no Brasil
A inflação é a contínua alta no nível de preços dos diversos bens e serviços de umpaís, que corrói o poder aquisitivo da moeda, e que tem estado presente por um longoperíodo na história do Brasil. (FEITOSA, 2002)Segundo o Conselho Federal de Contabilidade (1999, p.46), “[...] os efeitos daalteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registroscontábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos componentespatrimoniais [...]”. Assim, surge a correção monetária que visa evitar distorções nasdemonstrações contábeis das empresas, trazendo o valor a uma mesma moeda decapacidade aquisitiva constante. Nesse sentido Hendriksen e Van Breda (1999, p. 257)esclarecem que:
[...] o principal objetivo da contabilidade com base no poder aquisitivoda moeda é recolocar a unidade de medida num denominador comum.Ou seja, a reavaliação é um ajustamento de escala, e não a substituiçãode uma medida por outra. Por exemplo, posso dizer que viajei 1000milhas nos Estados Unidos e 1000 quilômetros na Europa, um total de2000 milhas e quilômetros. O último dado, evidentemente, não temsignificado algum, pois reflete a adição de medidas em duas escalasdiferentes [...].
E havendo inflação para que as demonstrações representem melhor a realidade,torna-se necessário trabalhar na inflação com uma moeda confiável, para inserir naContabilidade, com plenitude, a idéia da moeda constante e do seu valor presente.Logo, quando a empresa deixa de corrigir seus demonstrativos contábeis, ainformação contábil acaba sendo incompleta e imprecisa, pois não demonstra a realsituação da empresa. (HENDRIKSEN; VAN BREDA, 1999)Devido ao convívio com a inflação por um período tão longo e com taxas tãoexorbitantes, segundo Feitosa (2002), foram desenvolvidos no Brasil estudos dos efeitosinflacionários e métodos de mensuração desses efeitos nas demonstrações financeirasdas empresas, no sentido de salvaguardar a informação contábil da deterioração damoeda.Assim surgiu a correção monetária das demonstrações contábeis, que foiintroduzida de forma facultativa, em 1944, por regulamentação do Decreto-Lei 5.844/43e que passou a ser obrigatória em 1964 pela Lei 4.357/64.Com a Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, em seu artigo 185, foi instituídaa correção monetária do balanço, que segundo Fonseca (2003, p. 33), consistia emcorrigir as contas do Ativo Permanente e do Patrimônio Líquido, sendo o resultado dacorreção monetária incorporado na mensuração do resultado do exercício, considerandoser essa a maneira mais simplificada de reconhecer os efeitos inflacionários nos ativos eno patrimônio líquido. Conforme comenta Feitosa (2002, p. 63):
[...] a correção monetária do balanço era uma metodologia simples e defácil aplicabilidade, mostrando-se eficaz desde que os índices deinflação não fossem muito altos, pois deixava de reconhecer o efeitoinflacionário sobre itens não monetários como os estoques finais, pelofato de esses serem classificados fora do Ativo Permanente, e tambémnão ajustava a valor presente os valores a receber e a pagar [...].
 No sentido de fornecer maior transparência às informações das demonstraçõescontábeis, surgiu em 1987, através da Instrução CVM n° 64, a correção monetária

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