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Teoria Geral dos Sistemas: Teoria e Aplicações

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Teoria Geral dos Sistemas: Teoria e Aplicações
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Published by: micheledasilva.rodrigues9584 on Feb 21, 2009
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08/19/2013

 
Teoria Geral dos Sistemas: Teoria e Aplicações
Michele da Silva RodriguesBacharel em Ciências da Computação - UFSC
micheledasilva.rodrigues@hotmail.com
Renata de Jesus SilvaBacharel em Sistemas de Informação - UFSC
renatadej.silva@hotmail.com
Resumo:
Com o crescente e definitivo fenômeno da globalização não é mais possíveltratas as áreas do conhecimento de forma isolada. Elas interagem entre si e com seus pprios elementos de forma o intensa que o mais como estu-lasseparadamente. A Teoria Geral dos Sistemas tem, justamente, o propósito de criar teorias conceituais que possam viabilizar estas relações na prática. O presente artigotem como finalidade apresentar os conceitos que definem a Teoria Geral dos Sistemas ealgumas de suas aplicações.
Abstract:
With the growing and final phenomenon of globalization is no longer  possible to handle the areas of knowledge in isolation. They interact with each other andwith their own elements so intense that there is more ways to study them separately. TheTheory of General Systems has, rightly, the purpose of creating conceptual theories thatcan enable these relations in practice. This article aims to present the concepts thatdefine the General Theory of Systems and some of its applications.
Palavras-chave:
Teoria Geral dos Sistemas, Sistemas de Informação, Administração,Educação, Geografia, Inteligência Artificial.
1.Teoria Geral dos Sistemas
Apesar das diferentes áreas do conhecimento serem divididas e estudadasseparadamente, há algum tempo observa-se um certo padrão em atividades de ramosdiferentes. Baseado nisso, o biólogo austríaco Ludwig von Bertalanffy começa seusestudos sobre a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) na década de 30, mas só os publica em1948, quando o clima intelectual era mais receptivo.Bertalanffy descreve sistema como sendo uma “totalidade que se baseia nacompetão entre os seus elementos e pressue a luta entre as suas partes(BERTALANFFY, 1968, p.66). A TGS pressue que eventos de naturezacompletamente diferentes podem se relacionar se forem analisados com umaabordagem global. Esses eventos tendem a uma integração direcionada a teoria dossistemas. O seu objetivo é identificar as propriedades, princípios e leis característicosdos sistemas, independentemente da sua natureza.Essa teoria foi reforçada e bastante utilizada na II Guerra Mundial, quando eranecessário que as equipes trabalhassem com assuntos diversos e problemas complexos,
 
com profissionais de diversas áreas do conhecimento. Nesse contexto, a TGS emergiucomo uma ferramenta propícia à gestão das grandes dificuldades da época e dasalternativas de resolução comuns em diferentes ramos.A TGS trabalha seguindo dois modelos: o reducionismo e o holismo ousistêmico. O modelo reducionista procura identificar cada peça isolada em um sistema esua respectiva função. A soma desses elementos posteriormente desempenhará umresultado no sistema maior. Já no modelo sistêmico não existem elementos isolados,mas sim subsistemas inter-relacionados, fazendo com que o sistema em si não consigaser explicado de forma fragmentada, somente de maneira globalizada. A visão holísticaé caracterizada pela frase “O todo é maior que a soma das partes”.
1.1. Características dos sistemas
Todo sistema possui três características básicas: elementos, relações entre esteselementos, objetivo e um meio ambiente onde está inserido.Os elementos são subsistemas de um sistema maior e interagem entre si paraatingir o objetivo comum. O meio ambiente é o que não pode ser controlado pelo sistema.Porém, osistema pode permutar elementos com o meio, havendo influência mútua entre estes.Essa interação pode ser tão grande que torna-se difícil distinguir o que é elemento domeio e o que elemento do sistema. Uma forma de diferenciá-los é verificando se osistema pode controlar este elemento. Se sim, ele será um elemento do sistema, casocontrário será do meio ambiente.Quanto maior a fragmentação, ou seja, o número de subsistemas, maior será anecessidade de coordenar as partes. É mais fácil visualizar menos sistemas e entender sua integrão, por esta rao as pessoas procuram agrupar os elementos emsubsistemas.Há constante sinergia nos sistemas, isto é, as partes de um sistema podeminteragir para gerar algo maior ou para atingir a homeostase, ou seja, o equilíbrio. Assimcomo na visão holística, tal princípio pode ser entendido através da frase: “O todo não éa mera soma das partes”.
1.2. Tipos de sistemas
Existem várias classificações para os sistemas. Algumas delas são:
a. Concretos ou abstratos:
Sistemas concretos são aqueles que existemfisicamente, através de equipamentos, maquinaria, objetos e coisas reais. Abstratos sãomodelos, conceitos, representações do mundo real, por exemplo planos, idéias,softwares. Há uma complementariedade entre esses sistemas, já que os sistemas físicos precisam de um sistema abstrato para funcionar e os abstratos somente se realizamquando aplicados a algum sistema concreto.
b. Naturais ou artificiais:
Os sistemas naturais são aqueles que existem nanatureza, já os artificiais foram criados ou inventados pelo homem.
c. Abertos ou fechados:
Sistemas abertos apresentam relações de intercâmbiocom o meio ambiente por meio de entradas e saídas, trocam matéria e energia
 
regularmente e para sobreviver devem ajustar-se as condições do meio. Sistemasfechados não recebem nem fornecem influência sobre o meio.
1.3. Abordagem sistêmica
A abordagem sistêmica tem sua origem na Teoria Geral dos Sistemas. Muitassoluções surgem quando observamos um problema como um sistema, sendo formado por elementos, relações, objetivos e um meio ambiente.Este tipo de enfoque propõe que é necessário dividir o problema em partesmenores, assim a solução de uma pequena parte pode mostrar o caminho para a dosmaiores; utilizar modelagens simples, o modelo deve conduzir os dados, não ocontrário; identificar tudo o que faz parte do sistema, pois algumas partes podem possuir detalhes que fazem a diferença; atentar para estes detalhes, os analistasgeralmente se preocupam só com as coisas grandes; fazer analogias, saber adaptasoluções que foram eficazes em problemas anteriores e a abordagem holística, queconcebe o sistema como um todo integrado e não como uma colão de partesdissociadas.Uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatorescríticos de sucesso chama-se
balanced scorecard 
, ou
balanced business scorecard 
. Semtradução em português, o significado é painel ou placar que mostra resultados balanceados ou combinados. (KAPLAN,R., NORTON,D. 1992) Esta técnica focalizaquatro dimensões (chamadas perspectivas) importantes do desempenho da empresa,cada uma das quais desdobra-se em medidas específicas, que podem dividir-se emindicadores.Dentre as abordagens da teoria administrativa, o pensamento sistêmicocoloca que a empresa deve ser entendida e tratada como um sistema aberto, que permiteinterações com o meio, com isto a previsibilidade fica cada vez mais fraca. Sendoassim, para se conseguir efetiva eficácia nas tomadas de decisão deve-se ter uma visãotransdisciplinar, que transcenda as barreiras de seus subsistemas, suas áreas doconhecimento, assim como a própria fronteira da empresa com o ambiente externo.Uma das formas de fazer isto, é aplicando conceitos da Teoria do Caos naadministração.Um dos conceitos mais utilizados para modelar os mercado de capitais é o daTeoria do Caos (LORENZ, 1963a). De forma sintética, segundo Gleick (1991), o Caosnada mais é do que estabelecer um padrão organizado para a desordem aparente. Asequações que caracterizam estas teorias são conhecidas como equações não lineares,onde uma leve alteração nas condições iniciais do sistema poderá levar a um estadofinal completamente diferente daquele previsto por equações lineares.
1.4. Parâmetros dos sistemas
Os parâmetros de um sistema são entrada, saída, controle por 
 feedback 
e umarestrição. Eles serão caracterizados por sua funcionalidade na operação do sistema,quais entidades, operações, relações e sua descrição objetiva esclarecer o que seja umsistema, como operam estes sistemas dentro das limitações funcionais que tenham sidoestabelecidas.

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