pando do
ciclo
de
Krebs:
é o
metabolismo
anaeróbico
cujasprincipais conseqüências
são a
acidóse metabólica
e a
menor
produção de
energia para
a
célula
em
virtude
de
fracasso
no
sistema
ATP
(com acúmulo
de
radicais fosfatos).
Os
processos dependentes
de
energia estarão
prejudicados,
como,
por
exemplo,
a
bomba
de
Na-K
e a
síntese
de
aminoácidos.
A
falha
da
bomba resultará
na
entrada
de Na e
água
para
o
compartimento intracelular (causando edema)
bem
como
saída
de
K das
células
33
.
O
bloqueio
da
síntese
de
aminoácidos deter-
minará
acúmulo
de
aminoácidos livres,
o que
contribuirá para
aacidóse metabólica
29
. Há
diminuição
de
captação
de
glicose pelacélula
em
virtude
da
diminuição
dos
níveis
de
insulina
15
.
Tem
sido descrito aumento
de
triglicérides
no
plasma, relacionado
com o
aumento
de
noradrenalina endógena
15
.
Finalmente, pode-
mos ter
alterações
da
estabilidade
das
membranas lisossomais,
com
ruptura
e
conseqüente liberação
de
enzimas proteolíticas
que
destruirão
a
célula.
2.
Equilibrio
acidobásico
O
distúrbio fundamental
no
choque
ja
instalado
é a
acidósemetabólica.
Sua
causa principal
é o
acúmulo
de
ácido láctico
em
virtude
do
metabolismo anaeróbico. Contribuem para
a
instala-
ção da
acidóse metabólica
o
acúmulo
de
radicáis fosfato
e a
presençade
aminoácidos livres. Quando
há
alteração pulmonarimportante
com
retenção
de
C0
2
,
instalar-se-á
um
quadro misto
(acidóse
metabólica
e
respiratória).
No
choque endotóxico
é
descrito
um
quadro inicial
de
alcalose respiratória leve (causado
por
hiperventilação) antecedendo
a
instalação
do
choque
34
.
3.
Eletrólitos
Pode
haver
hiponatremia
dilucional
ou por
alteração
dabomba
Na-K
14e33
.
Níveis elevados
de K
plasmático poderiam
serexplicados
por
mecanismo
de
tamponamento intracelular pela
acidóse,
oligúria
e
saída
de K das
células pela
já
referida disfun-
ção da
bomba Na-K.
4.
Coagulação
Intravascular Disseminada
(CIVD)
ló
e
40
Muitos
fatores propiciam
o
aparecimento
da
CIVD
no
cho-que: endotoxinas, dano endotelial, acidóse, aumento
da
viscosi-
dade
do
sangue
e
outros. Suas conseqüências
são
sabidamente
danosas
ao
organismo,
tais
como lesões isquémicas, hemorra-
gias
(cutâneas, mucosas
e em
órgãos internos)
e
anemia.
Há
consumo
e
diminuição
de
fatores
de
coagulação (plaquetas,fator
V,
fator VIM, fibrinogênio
e
protrombina). Haverá também
a
presença
dos
produtos
de
degradação
da
fibrina (FDP)
e
hemácias crenadas (anemia microangiopática).
5.
Insuficiênciarespiratória
aguda (pulmão
de choque)
6
'
2]e25
O
aparecimento
de
insuficiência respiratória progressiva
na
evolução
do
choque
é
freqüente, iniciando-se
de 24 a 120
horas
após
o
início
do
quadro
de
choque.Existem áreas
perfundidas
e não
ventiladas, assim como
áreas
ventiladas
e não
perfundidas.
Essas
alterações determina-
rãouma
queda
de
pO
2
a
despeito
de
concentrações
de
oxigênio
(FiO
2
)
altas ministradas
ao
paciente. Clinicamente,
o
paciente
apresenta-se
dispnéico (com "fome"
de
ar),
e
radiológicamentecostuma haver
um
quadro bilateral
de
infiltrado reticulogranular,
sugestivo
de
edema.
Há
vários fatores implicados
na
etiopato-genia
do
pulmão
de
choque:
Leave a Comment