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Professor
à beira de um ataque de nervos
porZeferino Lopes, Professor de Filosofia na Escola Secundária de Penafiel
 
 
Índice…………………………………………………………………. Página
 
0.
 
Introdução
…………………………………………………….
 
1.
 
A contraprodutividade no ensino
…………………………….
 2.
 
Caros Colegas Professores
……………………………………
 
3.
 
Avaliação atomista ou holista?............................................
4.
 
Por uma avaliação holista
…………………………………….
 5.
 
A avaliação do desempenho (ADD) e a receita de culinária
.6.
 
A autonomia da escola e dos professores na Avaliação
……
 
7.
 
Carta a
berta aos grupos parlamentares……………………
 8.
 
 Efeitos perversos
de
ste Modelo de ADD…………………….
 
9.
 
Por que razões este modelo da ADD é contraprodutivo?....
 
10.
 
A ADD e o taylorismo
……………………………………….
 11.
 
Caros Colegas avaliadores
…………………………………..
 12.
 
A ADD e o poder
…………………………………………….
 13.
 
Os fardos do Professor “titular”
 14.
 
Conclusão …………………………………………………..
 
 
0.
 
Introdução
Resolvi compilar um conjunto de textos (alguns publicados em Blogues e na NET ealguns corrigidos para evitar ambiguidades de interpretação), subordinado ao título emepígrafe, e compor um pequeno livro de reflexão sobre a problemática de fundo doensino em Portugal, nomeadamente, o Estatuto da Carreira Docente (ECD) e o polémicomodelo de Avaliação do Desempenho Docente (ADD), que afectam não só osprofessores, mas sobretudo, como o demonstrarei, a aprendizagem e formação dosalunos. Os textos obedecem, dentro do possível, a uma ordem lógica e não tantocronológica.Toda a situação criada por estes dois últimos documentos (ECD e ADD) faz-me lembrar
a “história do burro” que é uma bela alegoria do que
está acontecer-nos comoprofessores (titulares ou não). A história reza o seguinte:
Um dia, o burro cansado, sobrecarregado pelo camponês a mando de quem trabalhava,com tantos e tantos fardos às costas, caiu num poço mandado fazer pelo própriolavrador na ânsia de encontrar água e fortuna. O animal chorou fortemente durantehoras e horas, apesar do camponês, disfarçadamente, tentar mostrar-lhe que fazia algopara o tirar do poço, para o seu bem. Finalmente, o camponês decidiu que o burro já estava velho e o poço já estava seco enecessitava de ser tapado de qualquer modo, que realmente não valia a pena tirar oburro do poço. Convidou todos os seus vizinhos para que viessem ajudá-lo. Cada umagarrou uma pá e começaram a atirar terra para o poço. O burro deu-se conta do queestava a passar-se e chorou horrivelmente. Mas, para surpresa de todos, depois de umastantas pazadas de terra, acalmou-se.O camponês finalmente mirou o fundo do poço e surpreendeu-se com o que viu... comcada pazada de terra, o burro estava fazendo algo incrível: sacudia a terra e dava umpasso por cima da mesma; outra pazada de terra e o burro de novo a sacudia e dava umpasso encima dela. E assim por diante. De repente toda a gente viu, surpreendida, comoo burro chegou até à boca do poço, passou por cima da borda e saiu a trote...
 Moral da história:
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