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BOLETIM D.ANTÓNIO III

BOLETIM D.ANTÓNIO III

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11/07/2013

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Fundador: Pe. António F. CardosoDesign: Filipa Craveiro | Alberto CraveiroImpressão: Escola Tipográfica das Missões - Cucujães - tel. 256 899 340 | Depósito legal n.º 92978/95 | Tiragem 2.500 exs. | Registo ICS n.º 116.839
Director: Amadeu Gomes de Araújo, Vice-PostuladorPropriedade: Associação
"Grupo dos Amigos de D. António Barroso".
NIPC 508 401 852Administração e Redacção: Rua Luís de Camões, n.º 632, Arneiro | 2775-518 Carcavelos Tlm.: 934 285 048 – E-mail: vicepostulador.antoniobarroso@gmail.comPublicação trimestral | Assinatura anual: 5,00
 €
presença, uns idos da diocese do Porto,e outros das paróquias de Barcelos, Re-melhe e Cernache do Bonjardim. Re-melhe, Cernache do Bonjardim e Portosão afinal as terras que mais marcarama vida de D. António. Remelhe, porqueali nasceu e jaz;Cernache do Bon- jardim, porque lheproporcionou umasólida formação mis-sionária; e o Porto,porque foi a sedeonde durante maistempo exerceu oseu múnus de pas-tor. Em diferentesmomentos e porrazões diversas, es-tas terras acaba-ram por se cruzar,estabelecendo la-ços comuns. Foitambém muito si-gnificativa a pre-sença do Pe. Albinodos Anjos, Supe-rior Geral da So-ciedade Missioná-ria da Boa Nova,continuadora da acção dos chamadosPadres de Cernache, bem como a pre-sença demissionários e seminaristasque agora recebem formação no Semi-nário das Missões Ultramarinas, ondeD. António estudou.
Boletim de
 
D. António Barroso
III Série . Ano I . N.º 3 . Agosto / Dezembro de 2011
PROCESSO DEINQUÉRITO CONCLUÍDO
Parece est
 
ar mais pertoo reconhecimento pela Igre- ja, da santidade do Servo deDeus António Barroso, bis-po e missionário. O proces-so de Canonização iniciadoem 31/07/1992, deu um saltoqualitativo nos últimos meses,com a conclusão da fase deinquérito de um presumívelmilagre. O Tribunal Eclesiás-tico do Porto tem trabalhadoarduamente, em colaboraçãocom distintos juristas e médi-cos, esperando-se que D. Ma-nuel Clemente possa declarar,em breve, o encerramento doprocesso, em cerimónia a rea-lizar no Paço. Contamos ir aRoma, até ao fim do ano, parafazer a entrega.Aguardamos a Beatifica-ção, com fundada esperança.Com redobradas preces, man-tenhamos as candeias acesas.E algum azeite nas almoto-lias...Há despesas pela frente. 
 A. Gomes de Araújo
A DIOCESE DO PORTOCELEBROU A MEMÓRIA DE D. ANTÓNIONO CENTENÁRIO DO SEU EXÍLIO
Desde há muitas décadas, os Ami-gos de D. António Barroso de Barcelosdedicam a manhã do primeiro domingode Setembro à memória do seu patro-no, falecido no último dia de Agostode 1918. Este ano, a romagem caiu a4 de Setembro eincluiu, como decostume, uma ca-minhadamatinalde Barcelos atéRemelhe. Em boahora, a
FundaçãoVoz Portucalense
,apontou a mesmadata para organi-zar um encontrode admiradorese de devotos quequiseram visitar otúmulo do saudo-so bispo, na suaterra natal, ondetambém cumpriuo exílio impostopor Afonso Cos-ta, exactamentehá um século.Pela tarde, D.Manuel Clemen-te presidiu a uma festiva celebração damemória do seu predecessor, e a elase associou também D. Jorge Ortiga, oPe. José Araújo, arcipreste de Barcelose outros sacerdotes. Muitos devotose amiradores de D. António marcaram
05 . 09 . 2011 – O Bispo D. Manuel Clementee o Padre Albino dos Anjos, Superior Geralda Sociedade Missionária da Boa Nova, ce-lebrando a memória do grande missionáriode Cernache do Bonjardim e insigne Bispodo Porto, D. António Barroso.
Foto:
J. Ribeiro Fernandes
 
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Boletim de
 
D. António Barroso
A chegada dos romeiros à terra de D. AntónioO Vice-postulador da Causa de D. António sauda os visitantes.
Foto:
J. Ribeiro Fernandes
As boas-vindas aos presentes fo-ram dadas pelo Vice-postulador e emseguida D. Manuel Clemente falou comentusiasmo e empenho das memóriasque o túmulo e a capela memorial sus-citam,realçando o exílio e a morte deD. António.Por razões conhecidas, D. AntónioBarroso foi condenado ao exílio, porAfonso Costa, num julgamento sumá-riorealizado em Lisboa, em 7 de Marçode 1911. Devido a circunstâncias ino-pinadas, a pena de exílio, prevista paraser cumprida em Cernache do Bonjar-dim,acabou por ser transferida paraRemelhe. Exilado na sua própria terra,chegou em 10 de Junho de 1911 e dalipartiu, após reapreciação do processo,em 3 de Abril de 1914.Este exílio forçado e injusto abaloua sua saúde precária, já duramente afec-tadapela malária contraída em África, eapressou a sua morte, aos 63 anos. Nodia 5 de Setembro deste ano corrente,completaram-se 93 anos sobre o diacinzento e chuvoso em que foi sepul-tadoem Remelhe, ido do Porto. Ficouentão no jazigo de família que mandaraconstruir em 1899, ano da sua nomea-ção para a diocese.Jaz em Remelhe, junto dos seus, porvontade própria. O espaço de grandedignidade que hoje ocupa, foi-lhe ofe-recido pelas gentes do Porto. A capela--jazigo foi paga por subscrição pública,lançada pelo
Comércio do Porto
e dina-mizada pelo prof. Dr Bento Carqueja.O traço é do arquitecto, professor eescultor José Mar-ques da Silva que dánome ao Institutoe à fundação queo Porto conhece.Autor de obras degrande expressão evolume, como a es-tação de S. Bento, oTeatro Nacional deS. João, a Casa deSerralves, os liceusAlexandre Hercula-noe Rodrigues deFreitas, e, mais per-to de Barcelos, o Santuário da Penha,quis o grande mestre prestar homena-gema D. António, com esta obra singe-la, apesar dos imensos afazeres que ti-nha, pois na altura era também directorda Escola de Belas Artes do Porto e daEscola de Arte Soares dos Reis.A obra é de 1927, e os quatro vi-trais são de 1929-1930, todos da auto-ria do Mestre Ricardo Leone, vitralistafamoso, conhecido sobretudo por ha-ver restaurado os vitrais quinhentistasdo mosteiro da Batalha, o célebre tríp-tico da Paixão.A trasladação dos restos mortaisrealizou-se a 5 de Novembro de 1927,ao som solene do
 Miserere
, tendo oCónego Correia Pinto proferido entãouma preciosa obra de oratória. Estive-ram presentes 50 mil pessoas, portuen-ses em grande número, que cobriramcom flores o chão entre a igreja e ocemitério.Número aindasuperior deslocou--se a Remelhe,quatro anos de-pois,em 31 deAgosto de 1931,data de aniversá-rioda morte de D.António, escolhidapara organizar o ICongresso Missio-nárioPortuguês epara a inaugura-ção da imponenteestátua da Praçado Município em Barcelos. (A estátuaé do escultor Sousa Caldas; o monu-mentoe o arranjo urbanistico são de José Marques da Silva, o grande mestreportuense).Incontável também foi o númerode católicos do Porto que se desloca-ram a Remelhe, no centenário do nas-cimento, em 5 de Novembro de 1954.Gerou-se então um movimento po-pular inesquecível, ao qual se associoutambém o bispo da diocese do Porto,D. António Ferreira Gomes que, em-polgado, comparou António Barroso,«no plano patriótico, aos Castros, aosGamas e aos Albuquerques e, no planoreligioso, aos Britos e aos Xavier».As romagens da diocese do Porto,organizadas por diversos párocos, ad-miradores ou devotos de D. AntónioBarroso, prosseguiram ao longo de dé-cadas. O povo de Remelhe está, assim,habituado desde há muito a acolherfestivamente as gentes do Porto que sedeslocam em romagem a D. AntónioBarroso - a figura maior da terra e quemuito prezam.Este ano, a presença de D. ManuelClemente constituiu para os presentesum estímulo para manter viva a espe-rança.E teve para todos um valor sim-bólico forte. Foi entendida como um si-nal de que tempos novos se aproximam.A presença de D. Jorge Ortiga nacelebração litúrgica que se seguiu, foitambém um motivo de esperança e umsinal de união.
 A. Gomes de Araújo
Foto:
J. Ribeiro Fernandes
 
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Boletim de
 
D. António Barroso
AS ROMAGENS DE SETEMBROTROUXERAM ÂNIMO E ESPERANÇAA REMELHE
No dia 4 de Setembro,domingo, D. António foihomenageado na sua terra.Um grupo significativo deadmiradores e de devotosdeslocou-se de Barcelos edo Porto até Remelhe paracelebrar o 93º aniversáriodo seu falecimento e o cen-tenário do seu exílio.Estasefemérides tive-rammomentosde enor-me simbolismo que cairambem nas gentes da fregue-sia. Trouxeram ânimo e es-perança.Na parte da manhã, umgrupo de romeiros fez umacaminhada desde o largoda estação ferroviária deBarcelos até à capela-jazigo,em Remelhe. Seria cerca demeio milhar de pessoas, lo-gisticamenteapoiadas pelosBombeiros de Barcelos ede Barcelinhos, pelas Jun-tas de Freguesia de Barce-los, Barcelinhos e Remelhe,pela empresa Recheio Cashand Carry, de Barcelos,pelo Clube Moto-Galos, deBarcelos, pela PSP de Bar-celos e pela GNR de Bar-celinhos. Durante a tarderealizou-se a romagem degentes vindas da diocesedo Porto, organizadas peloSemanário
Voz Portucalense
 e apoiadas por D. ManuelClemente, que presidiu. D. Jorge Ortiga, Arcebispo deBraga, associou-se à home-nagem, bem como o Arci-preste de Barcelos, Pe. JoséAraújo, e diversos sacerdo-
Barcelos, 05 . 09 . 1918 - A urna, à saída da Igreja matriz deBarcelos, e, depois, na ponte, a caminho de Remelhe.O Grupo dos Amigos de D. António de Barcelos celebra anual-mente a memória deste evento, fazendo o mesmo percurso, apé, até à capela-jazigo. ( Em cima, página de
Illustração Portu- gueza
; em baixo, foto de David Macedo — 
 A Voz do Minho
 ).
tes das dioceses de Braga ePorto e alguns membros daSociedade Missionária daBoa Nova, presididos peloseu Superior-Geral P. Albi-no dos Anjos.
Após uma visita à cape-la-jazigo, realizou-se umaintervenção do Dr. AmadeuAraújo, Vice-postulador daCausa de Canonização de D.António Barroso, que deu asboas-vindas aos presentes eenquadrou o significado daromagem no ano centená-rio do exílio de D. António.Seguiu-se uma solene con-celebração eucarística naqual o Coro Gregoriano doPorto interpretou alguns“nostálgicos” cânticos gre-gorianos. Destaque especialpara a brilhantíssima homi-lia de D. Manuel Clementeque realçou o desapego e adádiva espiritual e materialna vida do santo bispo.
A sentida romagem ter-minou com uma visita àmui bem restaurada capelade Santiago, onde o párocoDr. Adílio Macedo a histo-riou como local de orde-nações. A visita prosseguiuainda até à casa onde D.António viveu os anos doexílio e que mantém umrico espólio.
Um grande bem-hajaaos Amigos de D. AntónioBarroso que, por uma gran-de causa, assinalaram umgrande dia.
 José Ribeiro Fer nandes

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