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Não temos uma fórmula mágica, uma solução pronta sobre o conteúdo a ensinar,mas sim uma proposta de como trabalhá-lo. O conteúdo que você irá desenvolver nasua classe, ou seja, o seu objetivo de estudo, só pode ser determinado por você, emsua atividade profissional concreta, a partir dos dados da realidade da sua escola, seuperíodo letivo, seus alunos[...]
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O ensino no Brasil não vai bem. É um fato inegável. As novas gerações não estão“letradas”. Nossos jovens não criaram o hábito da leitura e por isto possuem uma grandedificuldade em fazer associações, em interpretar textos simples, em compreender o que pedemos professores, o que está escrito nos livros. Desta forma a aprendizagem acaba ficandocomprometida e o fracasso se não se faz visível nos índices de retenção escolar, aparececlaramente nas avaliações globais realizadas pelo Estado, devido à incapacidade no ato de ler.Saber ler e escrever não é simplesmente o ato mecânico de juntar sílabas e emitir sons.A leitura é uma atividade complexa que exige do leitor a capacidade de interpretar o texto; deidentificar
e compreender o contexto no qual ele está inserido; de identificar idéias e signosnele contidos. Nas palavras de Platão e Fiorin:
Nenhum texto é uma peça isolada, nem a manifestação da individualidade de quemo produziu. De uma forma ou de outra, constrói-se um texto para, através dele,marcar uma posição ou participar de um debate de escala mais ampla que está sendotravado na sociedade. Até mesmo uma simples notícia jornalística, sob a aparênciade neutralidade, tem sempre uma intenção por trás.
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As Histórias em Quadrinhos possuem uma linguagem simples e de fácil compreensãopara os alunos, que em geral não oferecem resistência a seu uso, uma vez que sãorelacionadas a uma forma de entretenimento e lazer. Segundo Flávio Calazans, os quadrinhosquando são projetados em sala de aula, como recurso para complementar o ensino dedeterminado conteúdo, prendem mais a atenção dos alunos do que outros recursos, como ovídeo, por exemplo, porque permitem que ocorra uma leitura simultânea da página, podendo oleitor captar a ação em todos os seus tempos.
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Alves também tem uma visão positiva a respeito do uso dos quadrinhos nas escolas,com forma de incentivar o gosto pela leitura.Segundo ele:
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CABRINI, Conceição et. alii.
O Ensino de História: revisão urgente
.- 5. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994,p.32
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FIORIN, José Luis, SAVIONI, Francisco Platão.
Para entender o texto: leitura e redação.
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a
edição – SãoPaulo: Editora Ática, 1991, p. 13.
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CALAZANS, Flavio Mario de Alcântara
. História em quadrinhos na escola.
– São Paulo: Paulus, 2004. p.11.
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