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FALSUM COMMITTIT, QUI VERUM TACET
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Escrivinhação n.º 745
SER INTELECTUAL SEM SER BOÇAL
Breves considerações sobre um chamamento nada ouvidoRedigido em 21 de fevereiro de 2009, sexta semana do TempoComum, dia de Santo Pedro Damião.Por Dartagnan da Silva Zanela
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“[...] o que será mais tarde o corpomostra bastante bem o que já é”.
(Santo Pedro Damião)
“Não existe direito superior aodireito da verdade”.
(Adágio hindu)
- - - - - + - - - - -Ensina-nos JoOrtega y Gasset que devemosdefinir o que se é por aquilo que se faz ([s/d]), poraquilo que ocupa o norte existencial do indivíduo e queabsorve a integridade do ser da pessoa. O fazer que ocupa ocentro da vida de uma pessoa determina os juízos de valorque esta irá utilizar para avaliar as várias facetas daexistência humana e, deste modo, tornando sua vida em umreflexo desta escolha preponderante que moldará o seudestino, atribuindo um determinado sentido a sua vida.Quando voltamos nossas vistas para a vidaintelectual, esta deve ser, necessariamente, a perguntamero um, pois, o que define uma vida intelectual éjustamente a consagração (SERTILLANGES; [s/d]) de sua vidaas questões de ordem espiritual, de ordem intelectual. Em
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Professor da Faculdade Campo Real e da Rede Pública Estatal doParaná. Mestre em Ciências Sociais Aplicadas (UEPG), Especialista emPedagogia Escolar (IBPEX) e graduado em Licenciatura em História(UNICENTRO).
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FALSUM COMMITTIT, QUI VERUM TACET
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -resumo: uma vida dedicada a procura amorosa pela Verdade.Mas, o que é a Verdade? QUID EST VERITAS? Essa é umaindagação que praticamente se vê condenada ao ostracismo nasociedade contemponea, devido à forte inflncia dorelativismo e do ceticismo (ZANELA; 2003), do mesmo modoque se vê desdenhada a reflexão sobre a falta de fundamentodestas duas influências nefastas.Bem, primeiramente respondamos a primeirapergunta: o que é a Verdade? Dentro da tradição Ocidental,s temos presente três concepções de verdade. Uma deorigem hebraica (EMUNAH), outra de origem grega (ALETHEIA)e a terceira (VERITAS) de origem latina (MARÍAS; 1976). Noprimeiro sentido, temos a verdade enquanto uma promessafiel, enquanto algo que foi enunciado e que irá ocorrer.Essa seria a verdade com o seu sentido voltado para o
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. No terceiro, temos a verdade representada na forma deum relato fidedigno, ou seja, a descrição fiel de algo queocorreu e que está sendo reconstituído para os presentes(CARVALHO; 2002).Por fim, temos a verdade no sentido helênico,que é a verdade na forma de um conceito abstrato quedescreve uma realidade universal, independentes dos fatorescondicionantes da primeira e da terceira concepção. Ouseja: o conceito abstrato universal transcende ocondicionamento temporal e espacial. Ou seja, em qualquer2
 
FALSUM COMMITTIT, QUI VERUM TACET
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -época e em qualquer lugar, triângulos seo sempretriângulos.Estas ts concepções do que é a verdade,possuem um elemento em comum que as reúne em uma unidadetrinaria que é o fato de que todas elas, mesmo recorrendo amodos distintos, apresentam a realidade tal qual ela é, nãotal qual o sujeito deseja que a realidade seja. O desejo decaptar e compreender o real são as características numeroum de todo aquele que deseja, sinceramente, dedicar a suavida na procura de uma verdade ou da Verdade.Bem, e é justamente que a porca torce orabo, é justamente neste ínterim que podemos traçar a cisãoque há no entendimento do que seja a vida intelectual emseu “sentido clássico” e a vida intelectual contemporânea,entendida enquanto um papel social orgânico (BROCCOLI;1977). Tanto na antiguidade clássica como no medievo, umavida dedicada aos estudos tinha como rao primeira aprocura pelo esplendor da verdade, jamais por vanglórias,vendagem de livros, imposição de ideologias e coisas dogênero.Aliás, como nos ensina Hugo de São Victor, avirtude primeira para uma vida dedicada aos estudos é avirtude da humildade ([s/d]), virtude esta que procurarender o intelecto humano a estrutura da realidade para3
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