O Debute da Responsabilidade Social das Pequenas e Médias Empresas3
1. Introdução1.1. Enquadramento Geral
“
Defendo que o maior e mais sensato gestor não deverá almejar a maximização doslucros, antes sim, a ‘optimização’ dos mesmos”
(Bigio, Joseph, 2002).Verifica-se que vão aparecendo cada vez mais empresas a apresentar relatórios desustentabilidade, seja como complemento dos relatórios anuais de cariz financeiro, sejacomo anexo aos mesmos, ou ainda apresentados independentemente daqueles e até comperiodicidade diferente.É principalmente nas grandes empresas multinacionais que este fenómeno mais tomaforma, um pouco como moda ou corrente de pensamento, e dando ainda os primeirospassos no caminho de uma formatação homogénea tanto na qualidade quanto naquantidade de informação divulgada pelas administrações.Poderá até acontecer que algumas destas entidades o façam de uma forma pretensiosa,algo como
marketing social
, que ‘fica bem’. Outras, por ventura são pressionadas pelasvalorizações bolsistas, pois um dos indicadores com elevado peso nas ponderações decotação é a classificação da entidade pelas várias normas segundo as quais há quedivulgar se estão a ser praticados diversos pontos considerados em grelhas decomparação.A normalização mais difundida a nível internacional é a
GRI – Global Report Initiative
.Apresenta três classificações conforme o grau de aplicabilidade e ainda uma outraclassificação relativa à certificação por uma terceira entidade quanto à aplicação dasreferidas normas.Tanto a tarefa de demonstração, por parte da empresa relatora, como a de conferência,por parte da certificadora, são em todo o caso trabalhos que parecem ser bastantedispendiosos pela exigência do serviço de pessoal altamente especializado.Suscita-se assim a interrogação se apenas as grandes empresas multinacionais deverãoponderar o caminho que estão a seguir nesta nova área de gestão e que tem a ver com odesempenho a nível económico, social e ambiental. Parece que não!Todos não serão de mais para tentar modificar o desequilíbrio que aparece entre paísesricos, do Norte ou pobres, do Sul;Todos estão chamados a compreender que as empresas já não são entidades estanquesaos interesses externos aos seus proprietários e que mesmo dentro dos accionistas háuma diferença abismal entre os capitais sociais de hoje em dia, com milhões de acções
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