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Guia Do Aluno Atletismo

Guia Do Aluno Atletismo

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Escola Secundária Abel Salazar 
Núcleo de Estágio 2008/2009Núcleo de Estágio 2008/2009
 
Departamento de Expressões
 
Pedro Filipe Silva Bessa
GUIA DO ALUNO
 
CULTURA DESPORTIVAHISTÓRIA
O Atletismo é sem dúvida o mais antigo dos desportos, já que o andar, ocorrer, o lançar e o saltar nasceram com o próprio Homem. Esses padrõesmotores são habilidades naturais que o Homem passou a realizar desde queadoptou uma postura pede, convertendo-a primeiro, num meio desubsisncia eficaz e depois, numa actividade espefica e diferencialrelativamente aos outros animais.Na sua história biológica como ser vivo, o Homem foi conquistando assuas capacidades, as quais lhe serviram como sistema de relação com o meioque o envolvia. Nesta interacção sistemática surge o desenvolvimento docorrer, saltar, lançar, primeiro por necessidade de sobrevivência, depois, porprazer, por necessidade biológica de movimento. É a partir de então que nasceo espírito lúdico desportivo. O Atletismo, palavra de origem grega (Aethlos =esforço) é uma actividade que se desenvolveu tendo porbase o desenvolvimento e aproveitamento de certascapacidades específicas do Homem – o que unido ao espíritodesportivo que já mencionámos, se constitui num conjuntode actividades dicas, praticadas desde épocas muitoantigas nos momentos de ócio e por um grande número deculturas que interpretavam perfeitamente este tipo depráticas segundo a sua própria visão – celtas, gregos, culturas pré-colombianas,povos africanos, etc.Quando, no século passado, se começou a proceder, em Inglaterra, aoagrupamento e a regulamentação de certas práticas atléticas ancestrais com onome de Atletismo, estas formaram o núcleo base de um dos mais importantesfenómenos sociais do nosso tempo – os Jogos Olímpicos Modernos. O Atletismotinha-se convertido num desporto cuja antigaconcepção de “esforço” se transforma numa dura
 
 
Escola Secundária Abel Salazar 
Núcleo de Estágio 2008/2009Núcleo de Estágio 2008/2009
 
Departamento de Expressões
 
Pedro Filipe Silva Bessa
competição para superar uma marca, ou seja, os limites do ser humano sãorepresentados pelo “record” através de práticas tão antigas como o próprioHomem – o Atletismo como medida do Homem.Nos nossos dias, o atletismo engloba um conjunto de várias disciplinasdesde as corridas, aos laamentos, passando pelos saltos e por provascombinadas. Durante o c. XIX foram modificadas regras, primeiro, nasUniversidades onde se organizavam as competições de atletismo e, mais tarde,pelos organismos internacionais e olímpicos para, em 1926, assumirem a suaforma actual.A pista, no formato de hoje, um circuito de 400 m, surgiu pela primeira veznos Jogos Olímpicos de Amestero, em 1928. O seu desenvolvimentoacompanhou as transformações tecnológicas, desde o tempo em que eram deterra batida, passando pelas de cinza até às actuais, de fibra sintética,denominadas de “tartan”, pela primeira vez usadas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964.A partida baixa, ou de cinco apoios, surgiu em 1888 por C. H. Sherril, massó foi reconhecida em 1896 na primeira Olimpíada Moderna. Até 1936, osatletas eram autorizadas a fazerem “covas” na pista para fixarem a ponta dospés, após esta data, foram introduzidos oficialmente em competição os blocosde partida.Em 1870, começou a utilizar-se uma linha suspensa entre duas estacas,da partida à meta (prova de 100 m), para demarcar o espaço entre osconcorrentes. Esta seria substituída pela actual linha branca no solo, aindaantes da primeira Guerra Mundial.Até aos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, em todas as corridas, na linhade chegada, era colocado um fio de lã no mesmo plano da meta para facilitaraos juizes, nas chegadas mais confusas, a detecção do primeiro classificado. Em1912, nos Jogos Olímpicos de Estocolmo, é usada uma câmara ligada a umcronómetro. Mais tarde, foi utilizada uma quina de filmar, nos JogosOlímpicos de Amsterdão, em 1928.Com o desenvolvimento da electrónica, a máquina de filmar foisubstituída pelo “Photo-finish” – fotografia de chegada; é um equipamento de
 
 
Escola Secundária Abel Salazar 
Núcleo de Estágio 2008/2009Núcleo de Estágio 2008/2009
 
Departamento de Expressões
 
Pedro Filipe Silva Bessa
alta precisão, automático, fotografando simultaneamente o registo de chegadados concorrentes e os respectivos tempos.Para o controlo do vento, é utilizado um instrumento de medição chamadoanemómetro, nas corridas de 100 m planos, 100 m e 110 m barreiras e nossaltos em comprimento e triplo salto. Para homologação de “record”, o máximoregulamentar é de 2 m/s de vento favorável.A origem do cronómetro é assinalada no ano de 1862, com tempos até aosquartos de segundo, para, em 1922, ser registado até ao décimo de segundo.Mais tarde, um grande impulso foi dado pelos Japoneses nos Jogos olímpicos de Tóquio, em1964, com o uso de computadores com oobjectivo de tornarem tudo mais rigoroso.Contudo, seriam os Jogos Olímpicos do México,em 1968, a proporcionarem a cronometragemelectrónica aos centésimos de segundo. Outras melhorias técnicas foramempregues, tais como: laboratórios para o controlo anti-doping e determinaçãodo sexo, células fotoeléctricas, os mostradores automáticos, os colchões dequeda para os saltos em altura e com vara. Também o equipamento sofre alterações com o decorrer dos tempos. Assapatilhas que inicialmente eram flexíveis (pele de cabra) e de sola lisa,surgiram posteriormente na Inglaterra apresentando tiras na sola com oobjectivo de aderirem às pistas mais areosas. Em 11 de Novembro de 1868, oamericano William B. Curtis apareceu com os sapatos de “bicos ou pregos”.Nos Jogos Olímpicos de Amsterdão, 1928,introduziram-se algumas provas no calendárioolímpico, com destaque para o sector feminino: os100 m, 800 m, estafeta 4 x 100 m , o lançamento dodisco e o salto em altura.Mas seria na cada de oitenta que grandesmudanças se dariam no atletismo feminino,terminando assim um longo debate e simultaneamente quebrando algumasincompreessões. Tal deveu-se ao avanço da medicina desportiva e à crescente

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