TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTAIntrodução do Tema:
Na defesa dos interesses difusos, coletivos ou individuaishomogêneos, os co-legitimados ativos à propositura da ação civil pública ou coletiva nãoagem na busca de direito próprio, mas sim em prol de interesses metaindividuais, isto é,em proveito da coletividade. Zelam por interesses dispersos e fragmentados entre umnúmero indeterminado ou às vezes até mesmo indetermináveis de lesados.Tal conclusão persiste, ainda que alguns desses legitimados ativospossam estar compartilhando, por direito próprio, dos interesses objetivados na ação civilpública ou coletiva, o verdadeiro objeto da ação por eles movida são sempre osinteresses difusos, coletivos e individuais homogêneos.Cita-se, como exemplo, a hipótese do ajuizamento de ação civilpor uma associação civil (
v.g.
sindicatos, associações, IDEC, etc), cuja prestação jurisdicional, embora, evidentemente, pretenda-se atingir os anseios de seus associadosou representados, também acaba por beneficiar terceiros alheios à associação, externosa seus quadros, os quais se encontrem em condições de similitude com estes.Desse modo, em se tratando de defesa de interessesmetaindividuais, fala-se em
legitimação extraordinária
, porquanto nessas ações coletivasos titulares ativos são substitutos processuais de uma coletividade mais ou menosindeterminada de lesados, que, em nome próprio defendem interesses alheios.Ainda que tais ações coletivas destinem-se a defender interessesindividuais homogêneos, nas quais os co-legitimados atuam em
nome próprio
verifica-sea substituição processual, na medida que se postulam no
interesse das vítimas ou seussucessores
.Por conseguinte, mostra-se necessário questionar acerca docabimento da
transação
que verse o direito material da lide, pois, como já dito, oslegitimados, agindo em substituição processual de seus verdadeiros titulares, não teriamdisponibilidade sobre ele. Então, o direito material objeto dos interesses difusos, coletivose individuais homogêneos adquiriram, como regra, a característica de
indisponibilidade
.No entanto, o Legislador, sensível a aspectos práticos, excepcionoua impossibilidade de transação na seara destes direitos indisponíveis, seguindo, aliás, ospassos do Legislador Constituinte na previsão da transação penal nas infrações penais demenor potencial ofensivo – CF, art. 98, I – permitindo a relativização do princípio daindisponibilidade da ação penal.Ademais, sob o aspecto técnico, só se pode tolerar
transação
emmatéria objeto de ação pública (penal ou civil) quando a lei a autorizar e nos limitesestabelecidos.Tal permissão encontra respaldo no art. 5º, § 6º, da Lei nº7.347/85 (Lei da Ação Civil Pública) inserido pelo art. 113, da Lei nº 8078/90 (Código deDefesa do Consumidor), inspirado no p.u. do art. 55, da Lei nº 7244/84:
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