autos do inquérito civil. Será judicial quando firmado nos autos do processo, perante o juizda causa. (MORAES, 2005, p.607)Uma vez firmado o ajuste no âmbito do inquérito civil ou em processoadministrativo, surge como conseqüência jurídica o arquivamento dos instrumentosinvestigativos, razão pela qual deve o ajuste submeter-se à apreciação do ConselhoSuperior do Ministério Público, para que seja homologada ou rejeitada a promoção dearquivamento (art. 9º da LACP). Formalizado o ajuste perante o juiz da causa, ospressupostos legais de admissibilidade serão por ele avaliados. (MORAES, 2005, p.607-608)Sobre a questão, assevera Mancuso: (1998, p.319-320)
Com efeito, se a promoção de arquivamento do inquérito civil deve ser ‘submetida aexame e deliberação do Conselho Superior do Ministério Público (Lei 7.347/85, art.9º, § 3º), parece-nos que, com maior razão – e, quanto mais não fosse, por justificada cautela -, deve o promotor de justiça oficiante colher a prévia oitiva doConselho quando se desenhe a virtualidade da transação nos autos da ação emcurso; até porque, uma vez homologado, o acordo receberá a imutabilidade dacoisa julgada (CPC, arts. 269, II; 584, III; 467).
Em sentido diverso aponta a Súmula de Entendimento n. 25 do Conselho Superior do MP paulista, que dispõe não haver intervenção do CSMP quando a transação for promovida por promotor de justiça no curso de ação civil pública ou coletiva.Quanto à legitimação ativa para a formalização do ajuste de conduta, este pode ser firmado perante o Ministério Público ou os órgãos públicos legitimados. Sobre a questão,Hugo Nigro Mazzilli aponta três categorias legitimadas: a) dos legitimados incontroversos:Ministério Público, União, Estados, Municípios, Distrito Federal e órgãos públicos, aindaque sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interessesmetaindividuais; b) a dos legitimados que não podem, de forma alguma, firmar o ajuste:associações civis, sindicatos e fundações privadas; e c) a dos legitimados controversos,como as fundações públicas, autarquias, empresas públicas e sociedades de economiamista. Quanto ao último grupo, entende o autor serem legitimados:
[...] os órgãos pelos quais o Estado administra o interesse público, ainda queintegrem a chamada administração indireta” (autarquias, fundações públicas eempresas públicas); acrescentando que o mesmo não se aplica quanto àsempresas estatais que “ajam na qualidade de exploradoras da atividade econômica
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