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Fichamento Descartes

Fichamento Descartes

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fichamento das principais idéias apresentadas no livro Discurso do Método, do filósofo René Descartes
fichamento das principais idéias apresentadas no livro Discurso do Método, do filósofo René Descartes

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09/23/2013

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Primeira parteNa primeira parte do Discurso do Método Descartes comunica ao leitor opropósito desta obra que, escrita no culo XVII causaria o grandeimpacto sobre o pensamento filosófico e cientifico da modernidade. O seudiscurso é fruto da intenção de apresentar o método que empreendera paraconduzir a sua razão em busca do que é verdadeiro. A razão é entendidacomo o “poder de julgar de forma e discernir entre o verdadeiro e o falso”,sendo a única coisa que nos torna de fato humanos, diferenciando-nos dosanimais. Justamente por isto, Descartes considera que esta faculdade dediscernimento é a coisa mais bem distribuída no mundo – o bom senso, queacreditamos ter em justa medida, sem desejar mais ou menos do que jápossuímos, sendo igual entre todos os homensAo relatar os percursos de sua instrução pelas letras, matemática, ciências,considera que em meio à busca pelo conhecimento seguro acerca domundo, surgiram as duvidas e as confusões diante do reconhecimento daprópria ignorância. Ate mesmo diante dos caminhos que levam ao céu,indicados pela teologia, reconheceria os limites da razoabilidade – seriapreciso ser estar alem da condição humana, receber ajuda divina, paraalcançar as verdades que conduziam ao divino. Assim, homens instruídos eignorantes desfrutavam de uma mesma posição frente a possibilidade deconhecer tais verdades, ao contrario do que se poderia pensar – a condiçãoda erudição e do estudo não aproximariam por si só o homem da verdadedivina.Esta mesma situação aparece na consideração que descartes faz a respeitoda eloqüência e da poesia: dons do espírito. Esta atribuição é exemplificadapelos homens cujos pensamentos organizados e inteligíveis prescindem doestudo da retórica. Ou por aqueles, que tendo suas exposições rebuscadaspelos efeitos da fala desfrutavam do dom da poesia, sem que, no entantoconhecessem a arte poética.Assim, a erudição já não fornece a segurança para o discernimento doverdadeiro e do falso, visto que homens de estudos possuem opiniõesdivergentes sobre as coisas do mundo. Aprendi a o acreditar comdemasiada convicção em nada do que me havia sido inculcado só peloexemplo e pelo habito”, comenta no décimo quinto parágrafo. Em suasviagens, observava a diversidade de costumes e diferenças nas crenças doshomens, tal diversidade que encontrava na opinião dos filósofos. Diantedesta constatação, Descartes assume a postura de considerar como falsotudo aquilo que lhe para apenas provável, desvinculando-se dospensamentos daqueles que o antecederam para encontrar em si mesmo ocaminho que deveria seguir. 
 
Segunda parteNa segunda parte do Discurso, Descartes apresenta os argumentos quefundamentam o caminho que utilizara para constituir o modo dediscernimento entre o que há de verdadeiro e falso sob seu julgamento. Osimples raciocínio de um homem com bom senso a respeito das coisas domundo encontra-se mais próximo da verdade do que a ciência contida emlivros que reúnem opiniões de diversas pessoas. Esta idéia é representadaatravés de uma analogia – recurso freqüente durante o Discurso - tal comoparecia a Descartes que os edifícios projetados por um só arquiteto estãomais próximos de ser bem estruturado se comparado a um edifício ondediversos arquitetos participaram de sua construção. Em suas palavras, aseguinte noção é apresentada da seguinte forma: o existe tantaperfeição nas obras formadas de varias peças, e feitas pelas mãos dediversos mestres, como naquelas em que um só trabalhou”§1.Para Descartes, nossa capacidade de entendimento, ou seja, nosso juízo étal como um edifício projetado por diversos arquitetos, que desde a nossainfância exercem influencia sobre nosso discernimento. Se pudéssemos,num exercício de pensamento, conceber a possibilidade de termos desde ainfância utilizado somente nossa razão para nos relacionar com o mundo,caracterizaríamos como pura tal propriedade do espírito. No entanto, nosalicerces do nosso edifício-juízo estão opiniões, ensinamentos que nos foramtransmitidos desde o nosso nascimento. Decorre daí que muitas vezes nãoanalisamos se tais opiniões, que estão na base de nosso entendimento sãoverdadeiras. A respeito do trabalho que realizara ao buscar o método,Descartes apresenta o seu objetivo:“jamais o meu objetivo foi além de procurar reformar meus própriospensamentos e construir num terreno que é todo meu. De maneira que, se,tendo minha obra me agradado bastante, eu vos mostro aqui o seu modelo,nem por isso desejo aconselhar alguém a imitá-lo” §3.Esta disposão, de análise dos alicerces do próprio juízo, levaria àfundamentação das opiniões num terreno próprio – ou seja, onde as idéiasnecessárias para o discernimento lhe fossem conhecidas e verificadas, emvez do acatamento tácito de proposições fornecidas por outrem. Assim,Descartes “Procura por um método para chegar ao conhecimento de todasas coisas de que meu espírito fosse capaz”.
 
Os preceitos deste método admitem menos leis do que a lógica, no entanto,estas poucas leis devem ser invariavelmente acatadas. Tais leis ou preceitossão:Primeiro preceito:Aceitar algo como verdadeiro somente quando estiver claro ao espírito, aoexame da razão, evitar o juízo precipitado – acatar como verdadeiro algo deque não possa duvidar.Segundo preceito:Diante da dificuldade de um problema, deve-se dividi-lo em partespossíveis, analisar. Simplificação, analise e atomismo Terceiro preceito:Conduzir a investigação dos elementos mais simples acesveis aoconhecimentos até os mais compostos. Admite-se que ordem entreelementos que não se precedem – Aqui temos o exemplo do que pode serconhecido através da doutrina do reducionismo: explicar fenômenos de umnível, por exemplo, idéias complexas, num outro nível, idéias simples.Quarto preceito:Estabelecer relações metódicas completas, tendo em vista a não omissão –relatos de pesquisa.Este preceito torna explícita a fundamentação existente nos anteriores: usara razão o melhor que se pode – podemos compreender o impacto destaconsideração a partir da definão de racionalismo filosófico (Dic. deFilosofia Abbagnano): “atitude de confiar na rao para determinarcrenças ou técnicas em determinado campo”p.821. Terceira parteNo laborioso empreendimento de reformar o edifício do próprio juízo –retirando dos alicerces opiniões e crenças não justificadas pela razão,Descartes admite a necessidade de uma postura provisória na formação do julgamento. Enquanto reforma a casa é preciso algum lugar para seacomodar. Desta forma, estabelece uma moral provisória que consiste nasseguintes máximas:1.Obedecer leis e costumes do pais, mantendo-se na religião em quefora instruído, estando de acordo com a opinião moderadas dos maissensatos enquanto da prosseguimento a análise das próprias

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