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Requerimento
Excelentíssima Senhora Presidente do Conselho Executivoxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, Professor do Quadro de Nomeação Definitiva, Grupo deRecrutamento 400 (História), provido na categoria de professor titular, e, tendo em conta oDecreto-Lei n.º 15/2007 de 19 de Janeiro que regulamenta o Estatuto da Carreira Docente(ECD), nomeadamente no seu preâmbulo, e nos Artigos 4.º e 5.º do CAPÍTULO I, em querefere o seguinte:
[…] É necessário, por isso, que o Estatuto da Carreira Docente (…) dos Professores dos Ensinos Básico eSecundário seja, antes de mais, um instrumento efectivo de valorização do trabalho dos professores e deorganização das escolas ao serviço da aprendizagem dos alunos.O Estatuto da Carreira Docente dos (…) Professores dos Ensinos Básico e Secundário (…), aprovado peloDecreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, e depois substancialmente alterado pelo Decreto-Lei n.º 1/98, de 2 deJaneiro, cumpriu a importante função de consolidar e qualificar a profissão docente, atribuindo-lhe oreconhecimento social de que é merecedora. Contudo, com o decorrer do tempo e pela forma como foi apropriado e aplicado, acabou por se tornar um obstáculo ao cumprimento da missão social e aodesenvolvimento da qualidade e eficiência do sistema educativo, transformando-se objectivamente num factor dedegradação da função e da imagem social dos docentes.(…) A definição de um regime de avaliação que distinga o mérito é condição essencial para a dignificação da profissão docente e para a promoção da auto-estima e motivação dos professores, satisfazendo desse modo umdos objectivos expressos no Programa do XVII Governo Constitucional. Para o mesmo fim concorre a integraçãono Estatuto da Carreira Docente de uma nova codificação de direitos e deveres que consagra, em termosinovadores, os direitos à colaboração, à consideração e ao reconhecimento da autoridade dos professores pelosalunos, suas famílias e demais membros da comunidade educativa (…) Artigo 4.o[…] 2 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .e) Direito à consideração e ao reconhecimento da sua autoridade pelos alunos, suas famílias e demais membrosda comunidade educativa;f) Direito à colaboração das famílias e da comunidade educativa no processo de educação dos alunos.
 Artigo 5.o[…] 
2—O direito de participação, que pode ser exercido a título individual ou colectivo, nomeadamente através dasorganizações profissionais e sindicais do pessoal docente, compreende:a) O direito a emitir opiniões e recomendações sobre as orientações e o funcionamento do estabelecimento deensino e do sistema educativo;[…] 
Considerando que:1.de acordo com o citado Decreto-Lei, o mesmo o , o tem sido
 , um instrumentoefectivo de valorização do trabalho dos professores
, como também não tem contribuído
 para a dignificação da profissão docente e para a promoção da auto-estima e motivaçãodos professores
;Página 1 de 3
 
2.de acordo com o citado Decreto-Lei, no seu preâmbulo, e igualmente no Artigo 4.º, n.º2,alínea e) do Capítulo I, não constituiu,
uma nova codificação de direitos e deveres queconsagra, em termos inovadores, os direitos à colaboração, à consideração e aoreconhecimento da autoridade dos professores pelos alunos, suas famílias e demaismembros da comunidade educativa
;3.de acordo com o citado Decreto-Lei, no Artigo 4.º, n.º 2, alínea f) do Capítulo I, nemsempre se tem verificado a garantia aos professores do
 Direito à colaboração das famíliase da comunidade educativa no processo de educação dos alunos
;4.o actual ECD e o primeiro concurso para professor titular contemplou, entre outras, asseguintes situações que se me afiguram de legalidade duvidosa:a.o Ministério da Educão (ME) ter desrespeitado um contrato com todos os professores no activo, contrato esse que configurava uma carreira, segundo a qual,todos os docentes licenciados tinham direito a alcançar o antigo 10.º escalão, desdeque cumprissem os requisitos impostos por lei. Assim, as condições impostas peloECD, ainda em vigor, só poderiam ter legitimidade para quem pretendesse ingressar nacarreira após a sua publicação; b.o ME ter criado um concurso para professores titulares que, de maneira arbitrária,apenas teve em conta os últimos sete anos da carreira. Durante esses sete anosninguém poderia imaginar que os cargos (DT, Coordenador, etc.) atribuídos, iriam ser decisivos no futuro para progredir na carreira. Assim, foram confrontados comcondições de acesso para as quais nunca foram avisados antecipadamente;c.o ME ter determinado que as faltas dadas por doença, nojo, etc., nos sete anosimediatamente anteriores à publicação do ECD, penalizariam a progressão na carreira,sem que os envolvidos tivessem conhecimento disso antecipadamente. Se as faltasforam justificadas, foram-no, em última instância, pela tutela e ao abrigo da legislaçãoem vigor, pelo que não deveriam penalizar os docentes;d.o ME ter determinado que as faltas dadas, legal e justificadamente ao abrigo dodesconto no período de férias, tenham servido para penalizar a progressão na carreira.Os docentes que utilizaram essa prerrogativa, fizeram-no de acordo com a lei em vigor na altura e, sem que tivessem sido avisados em devido tempo das consequências que poderiam vir a sofrer, foram confrontados com a situação à posteriori;5.o ME tomou atitudes que, uma vez postas em prática, se revelaram conflituosas e em nadacontribuíram para a dignificação dos professores porque, em vez de assumir os erros,lançou-os para cima dos docentes; veja-se o caso do Estatuto do Aluno em que “a culpa foidos professores que não souberam interpretar a lei”;Página 2 de 3
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