2.de acordo com o citado Decreto-Lei, no seu preâmbulo, e igualmente no Artigo 4.º, n.º2,alínea e) do Capítulo I, não constituiu,
uma nova codificação de direitos e deveres queconsagra, em termos inovadores, os direitos à colaboração, à consideração e aoreconhecimento da autoridade dos professores pelos alunos, suas famílias e demaismembros da comunidade educativa
;3.de acordo com o citado Decreto-Lei, no Artigo 4.º, n.º 2, alínea f) do Capítulo I, nemsempre se tem verificado a garantia aos professores do
Direito à colaboração das famíliase da comunidade educativa no processo de educação dos alunos
;4.o actual ECD e o primeiro concurso para professor titular contemplou, entre outras, asseguintes situações que se me afiguram de legalidade duvidosa:a.o Ministério da Educação (ME) ter desrespeitado um contrato com todos os professores no activo, contrato esse que configurava uma carreira, segundo a qual,todos os docentes licenciados tinham direito a alcançar o antigo 10.º escalão, desdeque cumprissem os requisitos impostos por lei. Assim, as condições impostas peloECD, ainda em vigor, só poderiam ter legitimidade para quem pretendesse ingressar nacarreira após a sua publicação; b.o ME ter criado um concurso para professores titulares que, de maneira arbitrária,apenas teve em conta os últimos sete anos da carreira. Durante esses sete anosninguém poderia imaginar que os cargos (DT, Coordenador, etc.) atribuídos, iriam ser decisivos no futuro para progredir na carreira. Assim, foram confrontados comcondições de acesso para as quais nunca foram avisados antecipadamente;c.o ME ter determinado que as faltas dadas por doença, nojo, etc., nos sete anosimediatamente anteriores à publicação do ECD, penalizariam a progressão na carreira,sem que os envolvidos tivessem conhecimento disso antecipadamente. Se as faltasforam justificadas, foram-no, em última instância, pela tutela e ao abrigo da legislaçãoem vigor, pelo que não deveriam penalizar os docentes;d.o ME ter determinado que as faltas dadas, legal e justificadamente ao abrigo dodesconto no período de férias, tenham servido para penalizar a progressão na carreira.Os docentes que utilizaram essa prerrogativa, fizeram-no de acordo com a lei em vigor na altura e, sem que tivessem sido avisados em devido tempo das consequências que poderiam vir a sofrer, foram confrontados com a situação à posteriori;5.o ME tomou atitudes que, uma vez postas em prática, se revelaram conflituosas e em nadacontribuíram para a dignificação dos professores porque, em vez de assumir os erros,lançou-os para cima dos docentes; veja-se o caso do Estatuto do Aluno em que “a culpa foidos professores que não souberam interpretar a lei”;Página 2 de 3
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