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ÂMARA
DOS
D
EPUTADOS
L
IDERANÇA
DO
P
ARTIDO
P
OPULAR
S
OCIALISTA
– PPS
preço justo, de mercado, razão da alteração proposta ao o § 1º. E todos os beneficiáriosdevem arcar com os custos dos serviços topográficos, como se propõe no § 2º. Alémdisso, propusemos abater do preço total, 1% (hum por cento) por ano de efetiva ocupaçãopara valorizar as ocupações mais antigas, desde que devidamente comprovado. Masesse percentual deve ser considerado só em relação aos anos de ocupação que excedama 5 (cinco) anos, ponto de corte que poderá vir a ser adotado no projeto de lei deconversão, caso seja aceita outra emenda que propusemos como condicionante àelegibilidade dos beneficiários. E é preciso estabelecer um teto para esse desconto.Considera-se razoável que seja fixado em 10% do preço total de venda. Finalmente,convém substituir a mera intenção de reduzir o valor de referência para a alienação ouconcessão de direito real de uso das áreas onde as ocupações não excedam a quatromódulos fiscais, constante no texto do § 3º original, por um desconto de 20%, de formaobjetiva e direta, visando não dar margem a interpretações dúbias e a tratamentosdiferenciados de uma região em relação à outra. Entende-se que dessa forma a emendaapresentada contribui para a objetividade e o aperfeiçoamento do texto.8. A alteração do art. 12 o qual, na forma original, encontra-se incompleto por nãoestender os requisitos exigíveis à regularização fundiária aos imóveis com mais de quatromódulos fiscais. Além disso, condiciona a regularização dos imóveis de até quatromódulos fiscais à mera declaração do ocupante, dispensada a vistoria prévia. Por outrolado, atribui ao Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, em seu parágrafo único, afaculdade de determinar a realização de vistoria e fiscalização do imóvel rural, nashipóteses de dispensa de vistoria prévia, de forma incongruente com o
capu
t.Considerando o grande número de áreas ocupadas de até quatro módulos fiscais e obenefício de sua aquisição (ou concessão do direito de uso) mediante dispensa delicitação, parece completamente descabida e até irresponsável a forma proposta para asua regularização. Em vista do exposto, oferecemos uma emenda para aperfeiçoar otexto. Em primeiro lugar, cabe falar em vistoria e não em “vistoria prévia”. Assim, propõe-se que seja efetuada apenas uma vistoria e que a mesma seja definitiva. Além disso, cabecompletar a sua redação para estender a regra geral de exigência de vistoria a todos osimóveis cuja regularização fundiária seja objeto da MP n.º 458/09 e não dispensar avistoria prévia da sua grande maioria, isto é, dos que disponham de área equivalente aaté quatro módulos fiscais. Em seguida, propõe-se que a faculdade de apresentação dadeclaração do próprio ocupante da área objeto do pedido de regularização seja tambémestendida a seu cônjuge ou companheiro. Quanto ao teor dessa declaração que deveversar sobre as características do imóvel e sobre a história de sua ocupação, éimprescindível responsabilizar por crime de falsidade ideológica, devidamente tipificadono Código Penal em seu art. 299, aqueles que venham a fazer mau uso do dispositivolegal, praticando declarações falsas com o objetivo de obter vantagens ilegais. Alémdisso, é importante criar na nova lei dois tipos de vistoria: a de rito sumário, destinada aosimóveis de até quatro módulos fiscais e a de rito completo, destinada aos imóveis maioresde quatro até quinze módulos fiscais, remetendo ao regulamento a definição de comodeve ser efetuada uma e outra.9. A alteração do art. 13 que, na forma original, pode levar a interpretações dúbias emerece ser aperfeiçoado. Assim, cabe ponderar, inicialmente, ter sido empregado, deforma equivocada, a palavra “insuscetíveis” quando a palavra correta que se alinha nocontexto é “suscetíveis”, com sentido oposto. Além disso, não há necessidade de
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