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MP458_2009 Distribuição de Terras na Amazônia Legal

MP458_2009 Distribuição de Terras na Amazônia Legal

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NOTA TÉCNICA - MEDIDA PROVISÓRIA N.º 458, DE 2009Assunto
: Dispõe sobre a regularização fundiária das ocupações incidentes em terrassituadas em áreas da União, no âmbito da Amazônia Legal, altera as Leis nºs 8.666, de21 de junho de 1993, 6.015, de 31 de dezembro de 1973, 6.383, de 7 de dezembro de1976 e 6.925, de 29 de junho de 1981 e dá outras providências.
Do que trata
: A MP n.º. 458, de 2009, dispõe sobre a regularização fundiária dasocupações incidentes em terras situadas em áreas da União, no âmbito da AmazôniaLegal.
 Análise
:Quanto à
admissibilidade
, a MP n.º. 458, de 2009 não atende aos pressupostos deurgência e relevância exigidos pelo artigo 62 da Constituição Federal. É inconstitucional edeve ser rejeitada.Quanto ao
mérito,
a interpretação literal e sistêmica nos leva a inferir que a referidaMedida Provisória encontra-se eivada de imprecisões que tentamos sanar por meio daapresentação de algumas emendas, das quais vale ressaltar:1. A modificação proposta ao inciso VII do art. 2º para adotar o conceito de “áreasurbanas consolidadas“ já consagrado na Resolução n.º 303/02 do CONAMA.
2. A modificação do inciso II do art. 3º para que a nova lei determine que a regularizaçãofundiária ocorra em relação às áreas discriminadas, arrecadas ou registradas, sob penade vir a gerar enorme confusão e insegurança no futuro.3. A modificação ao inciso II do art. 5º para estabelecer como ponto de corte o prazo depelo menos 5 anos de ocupação em terras públicas da União, considerando que naredação original foi estabelecido prazo menor. O prazo proposto na emenda encontra-sealinhando ao art. 1.239 do Código Civil Brasileiro, que dispõe sobre o usucapião de terrasrurais. 4. A supressão do § 2º do art. 6º considerando que a MP possibilita a alienação e aoutorga de concessão de direito real de uso gratuitas ou onerosas e, neste caso, emcondições muito facilitadas aos detentores de posse de terras da União situadas naRegião da Amazônia Legal. Então nos pareceu excessivo dispensar os cônjuges oucompanheiros dos ocupantes das terras do cumprimento das exigências previstas nosincisos IV e V do referido artigo 6º. As exigências previstas nesses incisos condicionam aregularização fundiária aos beneficiários desde que comprovem ter a sua principalatividade econômica advinda da exploração do imóvel e não exerçam cargo ou empregopúblico. Em vista do exposto, a proposta desta Emenda é suprimir o § 2º do artigo 6º queabre uma exceção à regra geral de elegibilidade mediante a permissão de que o cônjuge
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caput 
do art. 9º que dispõe sobre a certificação domemorial descritivo a qual não será exigida no ato de abertura de matrícula. É sabido quea Medida Provisória n.º 458 é o resultado da pressão da sociedade - dos homens emulheres que vivem e labutam na região da Amazônia Legal - pela regularizaçãofundiária. A oportunidade de ultrapassar os obstáculos existentes pode advir do projeto delei de conversão resultante do aperfeiçoamento do texto da MP n.º 458 e as duas Casasdo Congresso Nacional têm grande responsabilidade na construção de um texto queatenda de fato aos anseios tantas vezes protelados dessa população. Uma vez que setenha clareza na lógica mais correta a perseguir não há nenhum sentido em admitir queseja dispensável a certificação do memorial descritivo a ser elaborado em relação a cadaárea ocupada, com meta na respectiva regularização fundiária. E a razão é simples: acertificação do memorial descritivo deve ser exigida até para não gerar a possibilidade devir a ser efetuado memorial descritivo duplicado e para evitar que o memorial descritivo deuma área venha a abranger de forma total ou parcial outra área contígua. Portanto, adispensa dessa certificação na ótica ilusória da “simplificação” da burocracia pode gerar outra confusão no futuro, caso as medidas corretas não sejam tomadas no presente.6. A supressão do art. 10 em vista do mesmo determinar a alienação e a concessão dedireito real de uso de forma gratuita, na ocupação de área contínua de até um módulofiscal. É inadmissível a alienação e a concessão de direito real de uso de forma gratuita,ainda que voltada aos agricultores familiares, dos quais se pretende exigir responsabilidade ambiental e desenvolvimento econômico sustentável da região. Além domais, como é sabido, ninguém dá valor aos bens obtidos de forma gratuita e o pagamentopela terra, ainda que de forma facilitada, é uma questão de cidadania.7. A alteração do
caput 
do artigo 11 necessária em razão de não haver justificativa paraque a ocupação de terras da União, cuja regularização fundiária ora se pretende alcançar,seja efetuada mediante a alienação ou concessão do direito real de uso de formagratuita. Todos os ocupantes elegíveis devem pagar o preço justo pelas áreas que vêmocupando, desde que preencham, cumulativamente, os requisitos indispensáveis a obter a regularização fundiária, na forma preconizada pela própria MP n.º 458. Defende-se queaté mesmo os pequenos agricultores familiares devam pagar o preço justo pelas áreasque ocupam cujo preço poderá ser reduzido pela metade no caso dos beneficiários do“Programa Nossa Terra – Nossa Escola”. Mas é justo que paguem alguma coisa pela terrade onde tiram o sustento de suas famílias e sobre a qual passarão a ter responsabilidadeambiental. Além disso, contra a gratuidade cabe contrapor o argumento de que os atuaisocupantes já dispõem do benefício da dispensa de licitação e, portanto, não correm orisco de perder para terceiros o imóvel que vêm ocupando caso fosse aplicada a regrageral da licitação. Não há justificativa plausível para que o preço a ser cobrado não seja o
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preço justo, de mercado, razão da alteração proposta ao o § 1º. E todos os beneficiáriosdevem arcar com os custos dos serviços topográficos, como se propõe no § 2º. Alémdisso, propusemos abater do preço total, 1% (hum por cento) por ano de efetiva ocupaçãopara valorizar as ocupações mais antigas, desde que devidamente comprovado. Masesse percentual deve ser considerado só em relação aos anos de ocupação que excedama 5 (cinco) anos, ponto de corte que poderá vir a ser adotado no projeto de lei deconversão, caso seja aceita outra emenda que propusemos como condicionante àelegibilidade dos beneficiários. E é preciso estabelecer um teto para esse desconto.Considera-se razoável que seja fixado em 10% do preço total de venda. Finalmente,convém substituir a mera intenção de reduzir o valor de referência para a alienação ouconcessão de direito real de uso das áreas onde as ocupações não excedam a quatromódulos fiscais, constante no texto do § 3º original, por um desconto de 20%, de formaobjetiva e direta, visando não dar margem a interpretações dúbias e a tratamentosdiferenciados de uma região em relação à outra. Entende-se que dessa forma a emendaapresentada contribui para a objetividade e o aperfeiçoamento do texto.8. A alteração do art. 12 o qual, na forma original, encontra-se incompleto por nãoestender os requisitos exigíveis à regularização fundiária aos imóveis com mais de quatromódulos fiscais. Além disso, condiciona a regularização dos imóveis de até quatromódulos fiscais à mera declaração do ocupante, dispensada a vistoria prévia. Por outrolado, atribui ao Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, em seu parágrafo único, afaculdade de determinar a realização de vistoria e fiscalização do imóvel rural, nashiteses de dispensa de vistoria prévia, de forma incongruente com o
capu 
t.Considerando o grande número de áreas ocupadas de até quatro módulos fiscais e obenefício de sua aquisição (ou concessão do direito de uso) mediante dispensa delicitação, parece completamente descabida e até irresponsável a forma proposta para asua regularização. Em vista do exposto, oferecemos uma emenda para aperfeiçoar otexto. Em primeiro lugar, cabe falar em vistoria e não em “vistoria prévia”. Assim, propõe-se que seja efetuada apenas uma vistoria e que a mesma seja definitiva. Além disso, cabecompletar a sua redação para estender a regra geral de exigência de vistoria a todos osimóveis cuja regularização fundiária seja objeto da MP n.º 458/09 e não dispensar avistoria prévia da sua grande maioria, isto é, dos que disponham de área equivalente aaté quatro módulos fiscais. Em seguida, propõe-se que a faculdade de apresentação dadeclaração do próprio ocupante da área objeto do pedido de regularização seja tambémestendida a seu cônjuge ou companheiro. Quanto ao teor dessa declaração que deveversar sobre as características do imóvel e sobre a história de sua ocupão, éimprescindível responsabilizar por crime de falsidade ideológica, devidamente tipificadono Código Penal em seu art. 299, aqueles que venham a fazer mau uso do dispositivolegal, praticando declarações falsas com o objetivo de obter vantagens ilegais. Alémdisso, é importante criar na nova lei dois tipos de vistoria: a de rito sumário, destinada aosimóveis de até quatro módulos fiscais e a de rito completo, destinada aos imóveis maioresde quatro até quinze módulos fiscais, remetendo ao regulamento a definição de comodeve ser efetuada uma e outra.9. A alteração do art. 13 que, na forma original, pode levar a interpretações dúbias emerece ser aperfeiçoado. Assim, cabe ponderar, inicialmente, ter sido empregado, deforma equivocada, a palavra “insuscetíveis” quando a palavra correta que se alinha nocontexto é “suscetíveis”, com sentido oposto. Além disso, o necessidade de
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