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CÓDIGO DE OBRAS_4 RJ 2007

CÓDIGO DE OBRAS_4 RJ 2007

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CÓDIGO DE OBRAS Auriverde647DECRETO N.º 23.296, DE 21 DE AGOSTO DE 2003.Regulamenta a aplicação do Decreto n.º8.427, de 19 de abril de 1989.
O prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, no usode suas atribuições legais e,considerando que vêm se repetindo situaçõesde desrespeito aos embargos de obras ilegais;considerando que é necessário aperfeiçoar oscritérios e os procedimentos de aplicação das pe-nalidades previstas no Decreto n.º 8.427, de1989, para dar maior eficácia e poder de dissua-são à ação fiscalizadora da Secretaria Municipal deUrbanismo;considerando que o desrespeito a editais deembargo de obras irregulares constitui uma afron-ta à autoridade do poder público e que os proce-dimentos criminais, por desobediência, em deter-minadas situações, não tem surtido o efeitodissuasivo suficiente;decreta:
Art. 1
.º Ficam sujeitas à aplicação das multasprevistas neste Decreto quaisquer obras, construí-das ou que estejam sendo executadas, sem licen-ça ou em desacordo com a licença que:
I
excedam o gabarito e/ou altura máximapermitida;
II –
invadam área pública;
III -
contrariem outras determinações da le-gislação vigente acarretando impacto ambiental oude vizinhança significativo.
Art. 2
.º As providências e penalidades aplicá-veis às obras irregulares, em execução ou execu-tadas, descritas no art 1.º, são:
I
multa no valor de, no mínimo, um VR ouVC;
II –
embargo/notificação ordenando a imedia-ta paralisação da obra e determinando ao interes-sado que, no prazo de trinta dias, requeira licença,para regularização da obra em curso.
III -
notificação para que no prazo de trintadias o responsável requeira regularização, para aobra sem licença.
IV –
edital de demolição/notificação ordenan-do a paralisação e a demolição imediata das refe-ridas obras, sob pena de demolição administrativaa ser executada pela Prefeitura Municipal, nostermos do artigo 443 da Lei Orgânica do Município,cobrando os custos do infrator, para as obras em-bargadas cujo embargo esteja sendo desrespeita-do.
V
demolição administrativa com posteriorcobrança dos custos ao infrator.
Parágrafo único.
Do edital de embargo ounotificação constará advertência sobre as implica-ções administrativas e criminais decorrentes doseu eventual desrespeito.
Art. 3.
º Feita a notificação e não apresentadoo projeto ou demolida a obra no prazo previsto,serão aplicadas multas semanais progressivas novalor de um à vinte VR ou VC.
Art. 4
.º Feito o embargo e não apresentado oprojeto ou demolidas as obras, serão cobradasmultas semanais progressivas de um à vinte VR ouVC.
Art. 5.
º Feito o embargo e não paralisadasimediatamente as obras, serão aplicadas, em pro-gressão, multas semanais no valor de dois à vinteVR ou VC, sem prejuízo da possibilidade de demo-lição administrativa.
Art. 6
.º Indeferido o pedido de licença, o res-ponsável terá trinta dias de prazo para proceder àdemolição da obra, a partir do qual passará a inci-dir a multa prevista no art. 8.º do Decreto n.º8.427, de 1989.
Art. 7.
º As sanções previstas no Decreto n.º8.427, de 1989, e regulamentados neste Decretoserão aplicadas ao proprietário, ao possuidor daobra e/ou ao responsável, a qualquer título pelainfração, sendo obrigatória a denúncia do profis-sional responsável pela execução da obra (PREO)ao órgão de regulamentação profissional compe-tente, sem prejuízo de outras penalidades admi-nistrativas e criminais.
Art. 8
.º O valor limite para a aplicação cumu-lativa das multas previstas neste Decreto será ovalor de mercado da edificação objeto da infração,de acordo com a planta de valores do ITBI.
Art. 9.
º As obras irregulares poderão ser ob- jeto de demolição administrativa, praticada pelaautoridade municipal, vencidos os prazos mencio-nados neste Decreto, ou a qualquer tempo, seestiver ocorrendo desrespeito ao embargo.
Art. 10
. Obras concluídas em desrespeito aembargo ou resultantes de burla caracterizada aoprojeto aprovado não poderão se beneficiar doDecreto n.º 9218/90 e suas alterações.
Art. 11.
A Coordenadoria de Licenciamento eFiscalização Urbanística e a Coordenadoria de In-formática, juntamente com a Diretoria de Infor-mações Geográficas do Instituto Municipal de Ur-banismo Pereira Passos (IPP) estruturarão, noprazo de noventa dias, o Cadastro de Acompa-nhamento Informatizado de Embargos Administra-tivos, como suporte às ações e sanções previstasno presente Decreto, cujo acesso será facultado aopúblico.
Art. 12
. A Secretaria Municipal de Urbanismo(SMU) através da CLF (Coordenadoria de Licenci-amento e Fiscalização) e da GOE (Gerência deOperações Especiais) implementará as ações pre-vistas neste Decreto.
Art. 13
A Secretaria Municipal de Meio Ambi-ente (SMAC) está autorizada, coordenação com aSecretaria Municipal de Urbanismo (SMU), a autu-
 
CÓDIGO DE OBRAS Auriverde648
ar as infrações e executar as ações previstas nesteDecreto.
Art. 14.
As SMU e a SMAC formarão um gru-po de trabalho para implementar ações conjuntasde fiscalização e repressão.
Art. 15.
Acompanha o presente Decreto tabe-la com exemplos de valores de multas por bairrose logradouros, considerando a discussão em an-damento na Câmara Municipal de um Projeto deLei Complementar de Regularização Onerosa vemlevando profissionais inescrupulosos a iludir pro-prietários em relação às possibilidades futuras delegalização e estimulando-os a iniciar obras sem adevida licença;
Art. 16.
Este Decreto entra em vigor na datade sua publicação.Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2003 – 439ºano da Fundação da Cidade.CESAR MAIA[
Publicado no “Diário Oficial” do Município doRio de Janeiro, de 21/8/2003.
] __________
DECRETO N.º 23.636, DE 30 DE OUTUBRO DE 2003.Modifica o Art. 19 do Decreto n.º 11.990,de 24 de março de 1993.
 O prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, no usoda competência atribuída pelo inciso IV do artigo107 da Lei Orgânica do Município, tendo em vistao processo 02/002.682/2003, econsiderando que o citado Decreto permitepara os lotes em questão, alternativamente, osgabaritos de 22 ou 4,6 ou 8 pavimentos, vincula-dos a um IAT máximo de 2 e mínimo de 1.3, de-crescente em relação à altura;considerando que é possível autorizar gabaritosintermediários, inferiores ao máximo previsto no De-creto, desde que mantida rigorosamente proporcionalessa correspondência de altura com IAT;decreta:
Art. 1.
º Acrescente-se ao Artigo 19 do Decre-to n.º 11.990, de 24 de março de 1993 o seguinteParágrafo:
“§ 6.º Será permitida a construção deedificações com gabaritos intermediáriosentre os máximos e mínimos previstos pa-ra os respectivos lotes, desde que mantidarigorosamente proporcional a variação doIAT, decrescente em relação ao gabarito.” 
Art. 2
.º Este Decreto entra em vigor na datade sua publicação.Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2003 – 439.ºano da fundação da Cidade.CÉSAR MAIA[
Publicado no “Diário Oficial” do Município doRio de Janeiro, de 31/10/2003.
] __________
LEI N.º 3.693, DE 4 DE DEZEMBRO DE 2003.Define como Área de Relevante InteresseEcológico-ARIE, a área que menciona nosBairros de São Conrado e Rocinha,respectivamente, VI e XXVII RegiõesAdministrativas, AP-2, e dá outrasprovidências.
Autor: Vereador GuaranáO Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, façosaber que a Câmara Municipal decreta e eu san-ciono a seguinte Lei:
Art. 1.
º Fica criada a Área de Relevante Inte-resse Ecológico-ARIE de São Conrado, compreendi-da por parte dos Bairros de São Conrado e Rocinha,VI e XXVII Regiões Administrativas, com área de82,21 ha.
§ 1.º
A delimitação da ARIE está descrita porcoordenadas e mapeada nos anexos I e II destaLei.
§ 2.º
Caberá à Secretaria Municipal de MeioAmbiente a tutela e gestão da ARIE.
Art. 2.º
A conservação, manutenção ou recu-peração da cobertura vegetal da área descrita noartigo anterior, constituem obrigações dos respec-tivos proprietários.
Art. 3.º
Na Área de Relevante Interesse Eco-lógico, ficam proibidas quaisquer atividades polui-doras ou potencialmente poluidoras independentede autorização tais como:
I
- vazar lixo;
II
- fazer fogo;
III
- uso de fogos de artifício;
IV
- caça, perseguição ou captura de animais;
V
- aterros sanitários;
VI
- atividades de extração de recursos hídri-cos ou minerais;
VII
- ações que impeçam ou dificultem a re-generação natural da vegetação nativa;
VIII
- lançamento de efluentes sem devidotratamento.
 
CÓDIGO DE OBRAS Auriverde649Parágrafo único.
Excetuam-se no “caput” deste artigo, as coletas para pesquisas científicas,mediante autorização pela Secretaria Municipal deMeio Ambiente.
Art. 4.º
São objetivos da Área de RelevanteInteresse Ecológico de São Conrado:
I
- preservar os exemplares raros, endêmicos,ameaçados de extinção ou insuficientemente co-nhecidos da fauna e flora locais;
II
- preservar e recuperar a cobertura vegetalnativa existente;
III
- garantir a integridade do patrimônio eco-lógico, paisagístico e cultural;
IV
- desenvolver estudos e pesquisas científi-cas, sujeitas a autorização prévia da SecretariaMunicipal de Meio Ambiente;
V
- desenvolver educação ambiental;
VI
- estimular atividades de lazer, quandocompatíveis com os demais objetivos da referidaÁrea de Relevante Interesse Ecológico de SãoConrado.
Art. 5.º
Toda e qualquer ampliação, implan-tação de projeto ou obra de serviço Público ouPrivado, deverá ser submetida ao órgão gestor daARIE e só poderá ser executada mediante autori-zação deste, que poderá solicitar apresentação deEstudo de Impacto Ambiental - EIA e respectivoRelatório de Impacto Ambiental-RIMA.
Parágrafo único.
O “Habite-se” ou a “Aceita-ção” da obra ficará condicionada a aceitação damesma pelo órgão gestor da ARIE.
Art. 6.º
Na área compreendida pela edificaçãoe respectivo terreno sito a Rua Capuri, n.º 1.500,fica consagrado o uso destinado a ensino religiosono respectivo prédio.
§ 1.º
Serão tolerados exclusivamente os usosprevistos no art. 9.º da presente Lei, atendidas asdemais condições.
§ 2.º
No prédio serão admitidos obras de mo-dificações internas, reformas para manutenção eacréscimo, desde que mantidas as fachadas e seuselementos originais assim como em caso de acrés-cimo, deverá também ser mantida a harmonia doestilo arquitetônico.
Art. 7.º
Nas áreas da ARIE, compreendidaspela VI Região Administrativa - São Conrado,permanecerão os parâmetros de uso e ocupaçãodo solo hoje definidos pela Zona Residencial Uni-familiar - ZRU e Zona Especial-1 - ZE-1 estabele-cidas pelo Decreto n.º 8.046, de 25 de agosto de1988, assim como a delimitação das citadas zo-nas.
Art. 8.º
Nas áreas da ARIE, compreendidaspela XXVII Região Administrativa – Rocinha delimi-tada pela Lei n.º 1.995 de 18 de junho de 1993,serão adotados os parâmetros de uso e ocupaçãodo solo, Zona Especial-1 - ZE-1 e definidos peloDecreto n.º 8.046, de 25 de agosto de 1988, inde-pendente da cota em que estejam situadas.
Art. 9.º
Além dos usos previstos nos arts. 7.ºe 8.º, serão permitidos os usos destinados a par-que e/ou estabelecimento de ensino com finalida-de ecológica ou de educação ambiental, atividadesde pesquisa, centro cultural, biblioteca, museu egaleria de arte, desde que atendidas as seguintescondições:
I
- atender os parâmetros de ocupação, árealivre mínima, ATE máxima, afastamentos e gabari-to estabelecidos para zona em que o lote ou partedo lote estiver situado de acordo com os arts. 7.ºe 8.º;
II
- atender condições de edificação de cadauma das atividades e sua necessária compatibili-zação com o zoneamento, e quando for o caso,com legislação específica;
III
- será permitida a combinação de duas oumais formas de exercício de uma mesma atividadeou de atividades diferentes que sejam complemen-tares, desde que sejam atendidas as disposiçõeslegais referentes a cada uma delas;
IV
- são vetadas as atividades de espetáculo,sala de show ou qualquer atividade geradora deruído e que cause impacto ambiental.
Parágrafo único.
Para atividades discriminadasno “caput” deste artigo, serão permitidas mais deuma edificação no lote, mantidas as disposições deocupação descritas no inciso I.
Art. 10.
Fica o Poder Executivo autorizado aconceder benefícios fiscais às propriedades inte-grantes da ARIE de São Conrado.
Art. 11.
As infrações à presente Lei, bem co-mo as demais normas de proteção ambiental, su- jeitarão os infratores, sem prejuízo da obrigaçãode reparação de danos, às sanções legais cabíveis.
Art. 12.
Esta Lei entra em vigor na data desua publicação.CESAR MAIAANEXO IDelimitação da ARIE de São ConradoInicia-se no ponto de cruzamento da curva denível de 400 metros (limite do Parque Nacional daTijuca) com o divisor de águas que desce em dire-ção à Represa do Tatu, no ponto de coordenadasaproximadas 7.456.970 metros (N) e 678.196metros (E), próximo a afloramento rochoso (Ponton.º 1).Deste ponto inicial, segue pelo referido divisorde águas até encontrar o Rio dos Pires (Ponto n.º2). Segue por este rio (incluído), para jusante, atéo ponto em que este cruza a rua sem nome, queinicia próximo ao n.º 299 da Rua Capuri (Folha

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