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industrialmente para adotar a forma de um livro, um disco, um filme, uma publicação diária, umareprodução ou um programa de televisão.”
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Reforça-se assim o caráter dual (valor econômico evalor simbólico) dos produtos e serviços culturais, conforme visto nos capítulos anteriores.De modo mais conciso, no entendimento da UNESCO as indústrias culturais combinam criação,produção e comercialização de conteúdos intangíveis e culturais por natureza. Esses conteúdos(aqui entra um tecla persistente neste capítulo) são tipicamente protegidos por direitos de autor
(copyrights)
.
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A questão dos direitos de autor (e, de forma mais abrangente, dos direitos de propriedadeintelectual) apóia-se em uma das características basilares das indústrias culturais: suareprodutibilidade técnica
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, possibilitada pela produção em grande escala e com rendimentoscrescentes, proporcionada pelas inovações tecnológicas do século XX. Enquadram-se nessacategoria, com certo grau de consenso entre diversos países e autores: edição, publicações emgeral, fotografia, audiovisuais, música, multimídia, artes e
design
, ou seja, setores quereproduzem uma matriz original, detentora de valores culturais. A seu aspecto simbólico adiciona-se seu valor econômico que não mais se limita às fronteiras nacionais (concentração da produçãoem conglomerados multinacionais, deslocamento do capital investidor, distribuição mundial).1.2) Representatividade econômica, concentração e integração verticalRetomando a discussão levantada no capítulo VIII, ao analisarmos a representatividade econômicadas indústrias culturais percebemos claramente o porquê de gerarem tantas contendas nas mesasde negociação internacional. Nesses encontros, os representantes dos países são cientes do valoreconômico e do valor simbólico dos produtos e serviços culturais
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(embora nem sempre de seuvalor estratégico) e jogam com um ou outro argumento, conforme sua conveniência. É o quesintetiza o discurso proferido em 2005 pelo Ministro da Cultura da França, Renaud Donnedieu de Vabres, ao salientar a importância econômica do setor cultural para o nível de ocupação naEuropa. São 4,2 milhões de pessoas empregadas (ou 2,5% dos postos de trabalho). Destas, 2,5milhões trabalham nas indústrias culturais. No mesmo discurso ele entrelaça os benefíciossimbólico e econômico das indústrias culturais, salientando que “Segundo dados da Unesco de2002, 85% da bilheteria de cinemas no mundo correspondem a filmes feitos em Hollywood. Frentea essa uniformização em curso, frente aos riscos de empobrecimento cultural decorrentes, osEstados têm o dever de reagir.”
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No novo mundo, o
Australian Bureau of Statistics
dá conta de que as indústrias culturaisaustralianas no biênio 1998-99 totalizaram ao redor de 3,3% do PIB, aproximadamente o mesmopercentual gerado pelo setor de construção residencial, educacional ou ainda pela soma dasindústrias de serviços de computação, pesquisa técnica e científica. No México, dados do
Consejo Nacional para la Cultura y las Artes
revelam que em 2004 as indústrias culturais responderam por
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GETINO, Octavio,
op.cit.
, pp.198-199.
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www.unesco.org
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Ensaio de Walter Benjamin publicado em 1936, “A Obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica”.
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Dentre as quais defesa da identidade nacional, promoção da diversidade cultural, imagem do país e auto-estima.Nota-se assim que valores nacionais depreciados reforçam o consumo aspiracional de produtos e serviços importados,formando um círculo vicioso.
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Paris, 07/06/2005.www.diplomatie.gouv.fr/fr/IMG/doc/MincultASEM-fr.doc