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 TERRA LIVRE  TERRA LIVRE  TERRA LIVRE  TERRA LIVRE 
PARA A CRIAÇÃO DE UM COLECTIVO AÇORIANO DE ECOLOGIA SOCIAL 
BOLETIM Nº6 MARÇO DE 2009
- JUSTIÇA CLIMÁTICA JÁ!- TÉRMITAS: INFESTAÇÃO SEM CONTROLO- TOURADAS- DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL
 
 
 ão às ilusões neoliberais, Sim às soluções dos povos!
 
Por séculos, o produtivismo e o capitalismo industrialvêm destruindo nossas culturas, explorando nossa mãode obra e envenenando nosso meio ambiente.Agora, com a crise climática, a Terra está dando um basta!Mais uma vez, as pessoas que criaram o problema nosdizem que também tem as soluções: o comércio deemissões de CO2, o chamado “carbono limpo”, maisenergia nuclear, agrocombustíveis, incluindo um“novo pacto verde”. Mas estas não são soluções reais,mais sim ilusões neoliberais. É hora de nos movermos para além destas ilusões.Soluções reais para a crise climática vêm sendoconstruídas por aqueles/as que sempre protegeram aTerra e que lutam diariamente para defender o meioambiente e suas condições de vida. Temos queglobalizar estas soluções.Para nós, as lutas por justiça climática e por justiçasocial são uma só. São lutas pelo território, pela terra, bosques, água, pela reforma agrária e urbana, pelasoberania alimentar e energética, assim como pelosdireitos das mulheres e dos/as trabalhadores/as. Aslutas por igualdade e por justiça aos povos indígenas,aos povos do Sul, as lutas por distribuição de riqueza e pelo reconhecimento da dívida ecológica e históricados países do Norte.Frente aos interesses desumanos e impulsionados pelomercado da elite global e do modelo dominante dedesenvolvimento baseado no crescimento e consumointermináveis, o movimento por justiça climáticaclamará pelos bens comuns e colocará as realidadessociais e econômicas no coração de nossa luta contraas mudanças climáticas.Chamamos a todas e todos, trabalhadores, camponeses, pescadores, estudantes, jovens, mulheres, povosindígenas, assim como toda a humanidadeconscientizada do Sul e do Norte a se unirem a estaluta comum para construir soluções reais à criseclimática, pelo futuro do nosso planeta, nossassociedades e nossas culturas. Estamos construindo juntos um movimento pela justiça climática.Apoiamos as mobilizações contra a Cúpula do G20 esobre a crise globalque ocorrerá de 28 de março à 4 deabril, e a mobilização da Via Campesina dia 17 deAbril.Apoiamos o chamado para o Dia de AçãoInternacional em Defesa da Mãe Terra e dos Direitosdos Povos Indígenas, no dia 12 de outubro.Convidamos a todos e todas a nos mobilizar eorganizar ações diversas em todas as partes do mundo,em preparação até, durante e depois da Conferênciasobre Mudanças Climáticas da ONU, em Copenhague,especialmente durante o Dia de Ação Global no dia 12de dezembro de 2009.Em todo nosso trabalho, vamos desmascarar as falsassoluções, levantaremos as vozes do Sul, defenderemosos Direitos Humaos e fortaleceremos nossasolidariedade na luta pela justiça climática. Setomarmos decisões acertadas, poderemos construir ummundo melhor para todas e todos.
 Belém, 1 de Fevereiro de 2009.
Fonte:
 
http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2009/02/05/declaracao-da-assembleia-de-justica-climatica-no-forum-social-mundial/
JUSTIÇA CLIMÁTICA JÁ!
 
 Dado o interesse do tema que tem sido tratado em vários órgãos de comunicação social dos Açores, duranteo mês de Fevereiro, transcrevemos aqui um texto publicado no jornal de Angra do Heroísmo “A União”em18 de Fevereiro de 2009O investigador da Universidade dos Açores PauloBorges, especialista em insectos, admitiu ontemque “a infestação de térmitas está sem controlonas quatro ilhas do arquipélago açoriano que estãoafectadas”.As ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira eFaial estão afectadas pela térmita da madeira seca(Cryptotermes brevis). No caso de São Miguel,Terceira e Faial, a praga inclui a térmita dasárvores de pescoço amarelo, uma infestação quenesta última ilha junta ainda a térmita subterrânea.Suspeita-se, de acordo com o investigador, que, por relatos que lhe foram enviados, que a praga“também já tenha chegado à Ilha de São Jorge”.Em declarações à Agência Lusa, Paulo Borgessustentou que “as medidas tomadas até aomomento são insuficientes”, nomeadamente otrabalho realizado por empresas de desinfestação eo apoio prestado pelo governo regional.“Creio que é necessário um plano integrado, adiferentes níveis, de âmbito regional, assentenuma estratégia organizada e planificada com oobjectivo, pelo menos, de diminuir a infestação detérmitas”, defendeu o investigador.Paulo Borges, autor do livro “Térmitas dos Açores- Contributo para a sua Gestão” preconiza, paracombater o problema, um plano de “ataque àstérmitas adultas nos meses de Maio, Junho eJulho, com o uso de armadilhas”.Aponta “o recurso a jovens em férias de Verão, aque se dará formação adequada, para andarem junto da população a ensinar a montar asarmadilhas” para “controlar a população deadultos e evitar o seu alastramento a outrashabitações”.Estima o especialista que esta medida “possareduzir em 25 por cento a população actual detérmitas”.Propõe a criação de legislação adequadaao tratamento dos resíduos sólidos, nomeadamentelocais específicos nos aterros sanitários paradestruição das madeiras afectadas que sãosubstituídas nas habitações.Acrescenta que “já recebeu do Secretário Regionaldo Ambiente e do Mar garantias de que vai haver alterações legislativas” mas adianta “desconhecer quais são e qual o seu âmbito”, alegando que “éum processo complexo que exige estar na posse demuitos testes científicos”.Paulo Borges reivindica a atribuição de maisapoios para “tratamentos preventivos e curativos”,o financiamento de empresas que “usem novastecnologias” e a “certificação dos imóveis paravenda” como garantia de não estarem afectados por térmitas.Constata, como lacuna importante, o facto de “nãoexistirem na região câmaras de fumigação paramóveis, o que poderia ser resolvido por iniciativagovernamental e autárquica”.Este especialista adianta também que hánecessidade de uma equipa de investigadoresuniversitários a monitorizar, em permanência, aszonas afectadas para evitar o seu alastramento.
TÉRMITAS: INFESTAÇÃO SEM CONTROLO
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