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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
1
a
Quinzena de Março de 2009Ano XXIX - No. 1058 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual
TAUROMAQUIA 
Pág. 24
Faleceu Conchita Cintron
EDUCAÇÃO Pág.
20, 30
Será que é desta vez? Será que esta conferên-cia terá gente bastante para ser consideradauma verdadeira conferência? Será que apren-demos algo com todas as outras que foram passando em frente a nós, sem a maioria dosnossos estudantes dar por isso?Será mesmo possível? Será?Temos uma boa equipa, só falta mesmo todoseles serem Josés Mourinhos para entusiasmar esta malta nova a compreender ainda melhor o futuro e as suas responsabilidades.Esperemos que tudo corra bem!Vejam os programas nas páginas 20 e 30.
Mais uma Conferência
Marc Pacheco
novo Embaixador dos EU em Portugal?
Segundo corre no meiosdiplomáticos americanos é muitopossivel que Marc Pacheco,senador estadual democratade Massachusetts, se torne noprimeiro luso-descendente a serEmbaixador dos Estados Unidosem Portugal.
Marc Pacheco tem um
 
Master’s De- gree in Public Administration, Suffolk University; Bachelor’s Degree in Hu- man Services, New Hampshire Col- lege; Associate’s Degree in Agron-omy, University of MassachusettsStockbridge School of Agriculture.
Está no Senado Estadual desde1993, tendo ocupado durantea sua vida politica importantescargos naquele Estado. Temsangue açoriano do lado paternoe de Coimbra, do lado materno.Foi já condecorado pelo Gover-no Português em 1998, com a Ordem do Infante D. Henrique no grau de Comendador.
portuguesetribune@sbcglobal.net • www.portuguesetribune.com • www.tribunaportuguesa.com
Grupo da Igreja de Nossa Senhora da Assunção
com este jovem grupo home-nageamos todos os outros que percorreram milhares de milhas para partilharem com todos nós a maior manifes-tação cultural da nossa Comunidade. Ver páginas 16,17,18.
 foto de jose avila
Com 86 anos deidade faleceu emPortugal a cava-leira ConchitaCintron, a primei-ra mulher comfama internacio-nal no mundo dostoiros. Toureoumuitas vezes emPortugal e esteveem 1950 na Ter-ceira. Participouem mais de 400 corridas em todos os paísestaurinos do Mundo. Casou com FranciscoCastelo Branco e já há muitos anos que viviaem Portugal. Esteve na California acompa-
nhando o seu lho que toureou no P. Padres.
Carnaval na California
 
2
1 de Março de 2009
SEGUNDA PÁGINA
Year XXIX, Number 1058, March 1, 2009
 
Boletins Paroquiais
Q
uem percorre a California e tem a oportunidadede visitar as nossas Igrejas, mesmo aquelas que nãosão nossas, mas tem padres portugueses a administrá-las, deveriam trazer para casa o seu boletim paroquial elê-lo com a mesma atenção com que leêm este jornal.
S prsarm anção ao qu lá vm scro carão
deveras impressionados pelo enorme número de ac-tividades religiosas, sociais, caritativas e culturais queacontecem por toda esta enorme California, dentro dos
lms orácos d cada paróqua  oranzados por
ela.Impressionante a movimentação de pessoas nestes
smnos d vda comunára qu muos d nós nm
nos apercebemos, tal é a vida complicada que todostemos.Vou dar-vos um exemplo. No Boletim da Igreja de St. Aloysius em Tulare, pode-se ler que a colecta do dia
8 d Fvrro fo d $10,397.50,  qu a próxma s
-
unda colca no ouro m d smana sra ddcada
à Escola de St. Aloysius. O SaveMart Apples Programpara os Estudantes da mesma Escola coleccionou$80,000.00 o que proporcionará ao supermercado po-der oferecer material escolar. Um convívio de casaisno Dia de São Valentim, um Concerto com o Coro do
Frsno Pacc Unvrsy, no Domno 22 d Fvrro,
Noite de Cinema a 28 de Fevereiro. Padre Marta vai lide-rar uma Excursão de 20 dias aos Santuários de Fátima,Lourdes, Santiago de Compustela, Covadonga, Mon-serrat e Our Lady of Pilar, em Espanha. Tudo isto alémdas actividades religiosas comuns a todas as igrejas.No futuro não se esqueçam de ler com atenção os bo-letins paroquiais. Vale sempre a pena.jose avila
EDITORIAL
Cara SATA
apresente contas da rota Oakland-Terceira!
O
que mais nos afronta nes-ta questão dos preços daSATA nem são os preçosem si. É a falta de comu-nicação de uma empresa publica, quedeveria tratar os seus donos, que so-mos todos nós, de uma maneira cor-recta, inteligente e verdadeira.Talvez até os preços que a SATA pede, sejam justos. Até posso acre-ditar nisso, mas esta falta habitualque a SATA tem em lidar com asnossas comunidades, incluindo asdas Ilhas, irrita-nos sobremaneira. Não sei quais foram os requisitoscurriculares que Carlos César im- pos para a escolha do Presidente daSATA, só sabemos que este Conselhode Adminstração é novo e tem comoPresidente, segundo nos dizem, um jovem. E nós, que apoiamos incon-dicionalmente a nossa juventude atomar o leme e a liderança do futurodos nossos países e das nossas empre-
sas, camos pasmados pela falta de
tacto politico, comunitário, açoria-no, demonstrado por estes gestores.Sempre ouvimos dizer que a rotaOakland/Terceira dava prejuízo,mas nunca vimos contas a demons-trar isso. É verdade, é mentira,não sabemos. Só sabemos que aSATA nunca partilhou com a nos-sa comunidade as suas contas.Sinceramente gostaríamos quea SATA demonstrasse a to-dos nós, esta verdade ou estamentira, que muita gente apre-goa, publicando as suas contas.Falando agora em contas, e depoisde se ter visto todas estas mentirasde empresas e bancos que ainda on-tem davam lucros fabulosos e de umdia para o outro foram para a ban-carrota, nós só aceitaríamos agoraas contas da SATA, se elas fossemauditadas pelo Tribunal de Contas.Porquê? Muito simplesmente por-que o papel aceita tudo. Prejuizos,lucros, mentiras, bancarrota, tudoisto é facilmente transferível danossa mente para uma folha de pa- pel ou para um blogue da internet.
A
qui ca pois o desao.
Quem não deve, nãoteme.Cara SATA, apresente-nos os resultados dos ultimos trêsanos da rota Okland/Terceira, au-ditados pelo Tribunal de Contas enós aceitaremos as vossas deman-
das, se justas e justicadas forem.
Serão capazes de fazer isso?Será que têm coragem de o fa-zer e de nos bater o pé com con-tas certinhas e preços de passa-gens que não os podemos discutir?Vá lá, façam um esforço!A SATA tem uma vantgem em re-lação a isto tudo. Eles sabem, comoqualquer pessoa inteligente o sabe,que a nossa comunidade mais idosanão gosta de andar a saltar de aero- porto para aeroporto e isso traz van-tagens à SATA pela sua exclusivida-de. Claro que não queremos sequer  pensar que qualquer administraçãode uma empresa publica pudessefazer chantagem por causa disso. Não, nada disso, pode acontecer.Esta nossa publica divergêncianada tem a haver com a SATA,empresa de trabalhadores, é so-mente uma discrepancia politica-económica entre as nossas co-munidades e quem gere a SATA. Não queremos esmolas, não quere-mos que percam milhões de eurosconnosco. Se assim acontece a SATAdeve desistir da rota das Americas econcentrar-se na rota da Europa, pos-sivelmente mais lucrativa, muito em- bora, e toda a gente sabe, que a SATA pratica preços políticos nessas rotas.Havemos de decobrir uma maneirade voltar as nossas Ilhas com a ca- beça levantada, sem precisarmos deaceitar esmolas de quem não se quer esforçar por encontrar melhores ca-minhos de entendimento entre co-munidades que sempre foram e serãounidas, quaisquer que sejam os con-selhos de administração da SATA. jose avila
 
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COLABORAÇÃO
Tribuna da Saudade
Ferreira Moreno
 N
o momento em querabisco esta crónica,estão a coincidir e arealizar-se as celebra-ções do ano novo lunar chinês.São duas semanas (Janeiro 25 -Fevereiro 7) de múltiplas festivi-dades, comemorando este ano oCiclo do Boi. Quem nasceu nesteciclo considera-se ser metódico,responsável, trabalhador, honesto
e digno de conança.
Curiosamente, o recém-eleito presidente dos Estados Unidos,Barack Obama, está incluídoneste grupo. A esposa, MichelleObama, pertence ao Ano do Dra-gão, cujo signo inspira elegância,decisão e exotismo.A emigração chinesa p’rà Cali-forlândia teve início com a cé-lebre Corrida do Ouro em 1848,avaliando-se ser à volta de 25.000o número de chineses já estabele-cidos nesta área em 1852. Diz-seque, fora da China, a maior con-centração de chineses situa-se noBairro Chinês de San Francisco.A primeira celebração do anonovo lunar chinês na Américado Norte teve lugar precisamenteem San Francisco aos 21 de Fe-vereiro de 1860, rivalizando ain-da hoje com o tradicional festivalanual organizado na China.E após este preâmbulo, vamosagora historiar um pouco àcercados bois, frequentemente men-cionados nos livros do VelhoTestamento, não só como ani-mais de grande utilidade nas fai-nas agrícolas, mas também comoanimais de transporte e carga.Igualmente, os bois eram muitoapreciados p’ra uso nas cerimó-nias de sacrifícios, e a sua carnemuito estimada como comida,embora reservada a gente abas-tada e servida nas ocasiões dosmais importantes festivais. No Talmude (antiga colecção deleis, preceitos, tradições e cos-tumes judaicos, compilada pelosdoutores hebreus) lê-se que o primeiro sacrifício elaborado por Adão constou dum boi com umcorno apenas na testa. Na antigaGrécia o boi era muito usado nossacrifícios e os deuses favoreciam particularmente uma hecatombe,ou seja, o sacrifício duma centenade bois. Devido à sua corpulentarobusteza, aliada ao seu andar va-garoso, o boi foi considerado, naEuropa, como sinónimo de forçae pachorra, vigor e paciência. O boi é símbolo do trabalho árduo,feito pausadamente mas cons-cienciosamente, numa combina-ção entre lentidão e escrúpulo.
eza uma piedosa lendaque o Deus Menino Je-sus nasceu num está- bulo de bois, que o boie os outros animais ajoelharamem adoração, e ainda hoje o boiajoelha à meia-noite na vigília de Natal. É crença antiga que o bafo
de boi é muito benéco, pois que
foi o boi quem acalentou o Me-nino Jesus na manjedoura de Be-lém. Quase invariavelmente o boie o jumento aparecem juntos emquadros e cenas da Natividade,integrando-se nas representaçõesdos Presépios. Há quem opineque isto evolveu daquela passa-gem do Livro do profeta Isaías(1:3), onde se lê: “O boi conheceo seu proprietário e o burro o es-tábulo do seu dono”.Diz-se que S. Tomás de Aquino, por ser gordo e moroso nos seustempos de estudante, foi alcunha-do “the dumb ox” (o boi estúpido). No caso de S. Lucas, visto que asua narrativa evangélica começacom o sacrifício de Zacarias no
Templo, e na fase nal acentuaa morte sacricial de Cristo, um
 boi alado há sido simbolicamenteatribuído como emblema caracte-rístico do evangelista Lucas.Esopo, numa das suas fábulas,descreveu o episódio duma rãque, ao ver um grande boi passe-
ando ao longo da água, cou de
tal maneira tocada de inveja quecomeçou a comer e a inchar-secom vento, perguntando às ou-tras rãs se já era tão grande comoo boi. Quando as companheirasresponderam que não era aindado tamanho do boi, a rã empres-tou mais força p’ra inchar. Desen-ganada novamente do muito quelhe faltava p’ra igualar o boi, a rã persistiu nos seus esforços, aca- bando por inchar tão rijamenteque veio a arrebentar com cobiçade ser grande.Os bois não passaram desperce- bidos ao nosso Luís de Camões,como está demonstrado em “OsLusíadas”, Canto V, Estâncias 62e 63: “Com bailos e com festasde alegria pela praia arenosa anós vieram, as mulheres consigoe o manso gado que apascenta-vam, gordo e bem criado. As mu-lheres, queimadas, vem em cimados vagarosos bois, ali sentadas,animais que eles têm em mais es-tima que todo o outro gado dasmanadas”.Estarei de volta na próxima se-mana, com paragem nos Açores.Até lá:Quando eu era boi novo,Comia milho à mão;Agora que já sou velho,Bato c’o focinho no chão.Todos lavram c’os seus bois,Só eu lavro com vaquinhas;Todos têm seus amores,Só eu é que torço linhas.O meu amor é boieiro,É boieiro e guarda bois;Mora lá nos Reboleiros,Há-de cá vir aos despois.O meu amor é boieiro,Eu guardo gado miúdo;Bota p’ra cá os teus bois,Ajuntemos isso tudo.
Na companhia de bois (1)
of 00

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