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Um homem obcecado pelo mistério das três mortes — teriam sido eles,Jango, Lacerda e JK, assassinados por uma conspiração internacional?Para o Repórter, protagonista deste livro, é preciso desvendar a sucessão decasos obscuros da história. Em que circunstâncias morreram os líderes da FrenteAmpla? Por que tudo aconteceu em tão pouco tempo, quando militares estavam nopoder e eles poderiam aglutinar as forças da oposição?Mistura de ficção e reportagem,
O Beijo da Morte
se inspira em fatos reaispara acompanhar a trajetória do Repórter — um personagem que vai mergulharnuma espiral de indícios e dúvidas, dedicando sua vida a esta obsessão fatal.
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Não houve coincidência: as mortes de JK, Lacerda e Jango, ocorridas entresetembro de 76 e maio de 77, em pleno regime militar, foram assassinatos políticos.Esta é a tese do Repórter, o protagonista deste livro. Ele vai perseguir todos osindícios possíveis para provar que sua obsessão faz sentido — e que a conspiraçãointernacional em curso na época, para queima de arquivo e limpeza de terreno noCone Sul, vitimara fatalmente os três líderes brasileiros da Frente Ampla.O Repórter vai testar informações, recolher documentos, ouvir peritos epolíticos, familiares, amigos e inimigos de Juscelino Kubitschek, João Goulart eCarlos Lacerda. Em 67, ele fora destacado para cobrir o primeiro encontro deLacerda e Jango no exílio — uma oportunidade histórica para um profissional eminício de carreira. Dez anos depois, o Repórter cobriria a morte dos três líderes, e apartir de então seria definitivamente fisgado por uma idéia fixa: provar que JK,Lacerda e Jango foram assassinados pelos novos donos do poder.O
 Beijo da Morte
é uma mistura de reportagem, depoimento e ficção — umlivro em que a experiência real dos autores se funde na trajetória do personageminventado.O Repórter deste romance-reportagem precisa esclarecer o mistério das trêsmortes — que de forma mais ou menos intensa, desde o final dos anos 70 e até hoje,sempre foram um enigma para os jornalistas que assinam este livro.
 
Um dos mais respeitados escritores brasileiros, membro da AcademiaBrasileira de Letras, Carlos Heitor Cony é autor de 15 romances, além de inúmerasadaptações, ensaios biográficos e reportagens. Por duas vezes ganhou o PrêmioJabuti de melhor romance e livro do ano, em 96 e 97. Por mais de um ano, dedicou-se a escrever
O Beijo da Morte,
com a jornalista Anna Lee.Cony e Anna entrevistaram dezenas de pessoas, no Rio, em São Paulo,Brasília, Porto Alegre e Montevidéu. Examinaram hábeas-data e prontuáriosmédicos. Como espinha dorsal do livro, usaram as primeiras matérias que o próprioCony publicou sobre o assunto, a partir de 76. Como observa o escritor:“Apesar das provas existentes, que dão como natural a morte dos três líderes,sempre duvidei das conclusões oficiais, e não apenas nesse assunto, mas na históriaem geral, que é uma sucessão de casos obscuros e mal resolvidos.”
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