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 CP - NG4 – DR1
 
Formadores:
Ana Paula Guerreiro e Pedro Vitória
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Temos uma responsabilidade para com os outros
Temos
uma responsabilidade para com os outros
, para com o próximo que se encontra anosso cargo ou à nossa guarda, para quem é objecto do nosso cuidado, etc. Mas não só, anossa responsabilidade é bem mais abrangente.
Responsabilidade e dívida para com os outros
Somos responsáveis pelo outro, não só devido à relação presente temos com todos os que nosrodeiam, com quem interagimos, mas também devido ao facto de
usufruirmos, desde quenascemos, dos benefícios da civilização e da sociedade
.Logo que nascemos passamos a ser devedores, contraímos uma
dívida cultural para com asinstituições sociais
; somos, portanto, responsáveis pelo pagamento dessa dívida. Se outrosforam solidários para connosco, então somos também responsáveis pelo pagamento de umadívida de solidariedade.
Teremos também uma dívida para com o futuro?
Temos, de facto,
uma responsabilidade moral para com as gerações futuras
, pois a nossa acção de hoje nãodeve, não pode, prejudicar, comprometer ou inviabilizar aspectos fundamentais da vida e da sobrevivência humanasno futuro.A
acção moral pessoal
está, portanto, estreitamente vinculada às mudanças da Humanidade; mas esta, para cadaser humano, começa por ser
o rosto e a presença do outro
, enquanto o outro que não é o meu "eu em mimmesmo", enquanto outro que é, ele próprio, um "eu em si mesmo" diferente de mim.
Resumindo:
Assim, relativamente à
ideia de outro
:
O
outro
está presente desde o início na formação da consciência de si, a identidade pessoal éconstruída num jogo de espelhos com os
outros
;
O
outro
deve ser objecto directo da nossa responsabilidade actual, temos para com o(s)
outro(s)
umadívida de solidariedade.
Como definiremos o conceito de outro?
PROPOSTA 1: 
Apresente uma definição do papel do outro, sem consultar mais nenhuma informação adicional,pretende-se apenas a sua ideia actual, sem aprofundar o seu estudo.
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Núcleo Gerador 4 Identidade e Alteridade
Unidade de Competência 4:
 
Valorizar a diversidade e actuar segundo convicções próprias.
 DR1 – Reconhecer princípios de conduta baseados em códigos de lealdade institucional e comunitáriaCritério de evidência:
• Demonstrar empatia e reacção compassiva e solidária face ao outro.• Interpretar códigos deontológicos.• Relatar princípios de conduta e emitir opinião fundamentada.
Nome: ______________________________________________________
 
Data
___/____/_____ 
Ficha
Escola Secundária com 3º Ciclo de Vagos
 
Direcção Regional deEducação do Centro
 
Curso EFA / Secundário – 2008/09
 
 
CP - NG4 – DR1
 
Formadores:
Ana Paula Guerreiro e Pedro Vitória
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 Apontaremos, agora, algumas informações teóricas adicionais
É sempre importante começarmos com uma aproximação linguística.
Qualquer dicionário dirá que outro é o «que não é o mesmo, o diferente, o distinto», mastambém o que é «igual, semelhante» a mim. Dirá que vem do latim
alter 
, que significava«outro diferente, um de dois» e que
alter ego 
quer dizer «outro eu».Detectámos então a nível terminológico
dois modos
de conceber o outro:
 
como sendo diferente
, um outro que não eu; o outro pensado comodistinto de mim, como alteridade possuidora de qualidades distintivas;
 
como sendo o mesmo
que eu, um outro eu; o outro pensado a partir daidentidade comigo mesmo, o outro definido a partir de mimAssim esta dualidade nota-se também em
dois termos
que usamos para designar ooutro:
• Semelhante -
o outro é o meu semelhante, meu sósia e meu irmão; dizer semelhanteé reconhecer ao outro uma identidade e um parentesco comigo, o que pode seracompanhado pelos sentimentos de simpatia, de solidariedade.
• Próximo -
o outro é o meu próximo mas que está a alguma distância de mim; dizerpróximo é reconhecer uma proximidade que não é identidade, o que pode seracompanhado por sentimentos de solicitude e de cuidado.
PROPOSTA 2:
leia com atenção as seguintes afirmações e comente-as.
 
1) O outro é simultaneamente o meu semelhante e o diferente de mim.2) A relação intersubjectiva com o outro processa-se essencialmente pelo diálogo.3) O outro abre-me a novas significações, aumenta o meu universo de sentido.4) O outro é a fonte do que me torna num ser moral, ou seja, o outro é, antes demais, aquele que faz nascer em mim a exigência moral.
1234
Adaptado e baseado a partir de Alfredo Reis / Mário Pissarra
, Viagens na Filosofia 
, Porto Editora
PROPOSTA 3:
Observe a tira de Banda Desenha, no lado esquerdo, o que pensa sobre ela?
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