Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more ➡
Download
Standard view
Full view
of .
Add note
Save to My Library
Sync to mobile
Look up keyword
Like this
26Activity
×
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Globalização e Fluxos de Capitais

Globalização e Fluxos de Capitais

Ratings:

4.33

(3)
|Views: 30,102|Likes:
Published by Caio
Artigo publicado no jornal Valor Econômico pela economista Solange Srour 2007.

A globalização financeira vem contribuindo para a diminuição dos prêmios de risco ao redor do mundo e tem propiciado fluxo de capital abundante para os países emergentes, no entanto, surgem algumas preocupações:

a) a crescente complexidade inibe a eficiência da política monetária quando no melhor dos casos, não passa a trabalhar diretamente contra esta;
b) possibilidade de iniciativas protecionistas por parte dos governos e;
c) maior presença de elementos que favorecem a gestação de bolhas de ativos
Artigo publicado no jornal Valor Econômico pela economista Solange Srour 2007.

A globalização financeira vem contribuindo para a diminuição dos prêmios de risco ao redor do mundo e tem propiciado fluxo de capital abundante para os países emergentes, no entanto, surgem algumas preocupações:

a) a crescente complexidade inibe a eficiência da política monetária quando no melhor dos casos, não passa a trabalhar diretamente contra esta;
b) possibilidade de iniciativas protecionistas por parte dos governos e;
c) maior presença de elementos que favorecem a gestação de bolhas de ativos

More info:

categoriesTypes, School Work
Published by: Caio on Mar 02, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, DOC, TXT or read online from Scribd
See More
See less

04/10/2013

pdf

text

original

 
Globalização e fluxos de capitais: riscos potenciais
 Por Solange Srour 20/06/2007Apesar do fenômeno daglobalização já ser um assunto bastante difundido, principalmentequando se trata do fluxo de comércio, a globalização financeira continuaa receber menos atenção do que deveria. Enquanto que a primeiraviabilizou uma maior competição e a manutenção de uma inflação baixana maioria dos países, a segunda permitiu uma interligação entre osmercados financeiros mundiais jamais imaginada anteriormente. Seus benefícios são evidentes, haja vista a melhora das políticas econômicasadotadas nas mais diversas regiões e a diminuição das taxas de jurosglobais. A maior integração financeira, juntamente com um ambiente decrescimento econômico elevado, originou um fluxo de capitais nuncaantes visto para várias economias, principalmente as emergentes, onde osretornos são mais elevados, resultando em uma diminuição considerávelnos prêmios de riscos dos ativos financeiros. Entretanto há pelo menostrês meios pelos quais a globalização financeira pode ter conseqüênciasnegativas, constituindo um risco significativo para os próximos anos.Em primeiro lugar, os bancos centrais estão se tornando menos eficazes.Enquanto a globalização comercial permite uma abertura maior daseconomias e suaviza os impactos dos choques externos, a globalizaçãofinanceira, em um ambiente movido por busca por maiores retornos,como as estratégias de carry trade, atua em muitos casos na direçãocontrária aos objetivos da política monetária. A Nova Zelândia é um bomexemplo: quanto mais os juros sobem, mais os capitais especulativos sãoatraídos e maior é a liquidez doméstica, que neste caso é direcionada para um setor imobiliário já bastante aquecido, forçando as autoridadesmonetárias a aumentarem novamente os juros. O Japão também é outroexemplo: quanto mais a política monetária é acomodatícia, maior é asaída de capitais, privando o país da liquidez que tanto necessita. NoBrasil, a política monetária também foi de certo modo impactada pelos
 
efeitos da globalização. Uma entrada significativa de novos participantesno mercado de juros, principalmente os estrangeiros, resultou em umaqueda forte das taxas longas. Neste caso, o movimento dos mercadosfinanceiros não atuou na direção oposta à política monetária, masadicionou um forte estímulo à política de flexibilização gradual e parcimoniosa dos juros.Em segundo lugar, a globalização financeira traz também um riscogrande de protecionismo, assim como ocorre com a globalizaçãocomercial. Em recente discurso, o secretário do Tesouro americanoenfatizou a importância da permanência dos investimentos internacionaisnos EUA e os esforços em aumentar a competitividade do mercado decapitais doméstico. Há algum tempo, imaginou-se que a globalizaçãofinanceira iria aumentar tanto as correlações entre os ativos no mundoque a diversificação por parte dos investidores internacionais diminuiria.Chegou-se a falar que a globalização aumentaria o "home bias"(tendência dos investidores de terem um viés para aplicar em ativosdomésticos, em oposição aos ativos externos, em proporções maiores doque as previstas com base em modelos de otimização e princípios demédia e variância). Entretanto, a experiência recente mostrou justamenteo contrário: a globalização financeira, ao diminuir a variância e o riscodos ativos internacionais, acabou por intensificar o apetite peladiversificação (Lewis, Karen and U. Penn, "Is the internationaldiversification potential diminishing? Foreign equity inside and outsidethe US", November 2006, NBER 12697). Países como os EUA e Suíça,que sempre foram vistos como portos seguros, perderam parte de suaatratividade tanto para os investidores privados como para os bancoscentrais, passando a constituir fontes potenciais de focos protecionistas.Por último, a diminuição dos prêmios de risco embutidos em grande parte dos ativos financeiros pode ter sido exagerada, aumentando a probabilidade do surgimento de "bolhas especulativas". Em alguns paísesemergentes, as bolsas de valores e os preços dos imóveis tiveramcrescimento aparentemente superior à melhora de seus fundamentos. Oforte fluxo de recursos para alguns países também tornou necessário queos bancos centrais interviessem mais ativamente no mercado de câmbio,acumulando um expressivo volume de reservas internacionais. Este processo acabou gerando uma nova fonte de recursos para as economiasmais atrativas, na medida que intensificou a política de diversificação dereservas dos bancos centrais. Assim, não só os investidores privados,mas também as próprias autoridades monetárias, movidas por um maior apetite ao risco, aumentaram a probabilidade dos ativos financeirosterem seus preços desviados de seus fundamentos.
Como a globalização é hoje um fenômeno irreversível, as correçõesdos problemas a ele inerentes virão com as próprias crises demercado

Activity (26)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Daniela Cristina liked this
Debora Gaspar liked this
Aline Pereira liked this
Thiago Leal liked this
Ranni Pauza liked this
Caroline Fiorin liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->