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Discurso sobre veto de pesar a Hugo Chávez

Discurso sobre veto de pesar a Hugo Chávez

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Plenário do Senado, março de 2013
Plenário do Senado, março de 2013

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Published by: Aloysio Nunes Ferreira on Mar 07, 2013
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03/07/2013

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 O SR. ALOYSIO NUNES FERREIRA
(Bloco/PSDB – SP.) –Sr. Presidente, Srs. Senadores, evidentemente, não posso deixarde me associar às condolências enviadas à família de uma pessoafaleceu, um Presidente da República, um cidadão venezuelano, umhomem que faleceu depois de um longo sofrimento. Agora, nãoposso me associar ao pesar pela morte de alguém que, no campopolítico, representa tudo aquilo que eu abomino. O Sr. Hugo Chávezfoi um liberticida: atacou as liberdades democráticas na Venezuela;sufocou a oposição; castrou a liberdade de imprensa e jogou o paísnuma profunda crise. Por isso, Sr. Presidente, quero separar ascoisas. Uma coisa são as condolências enviadas à família dohomem e outra coisa é lamentar a morte de alguém que usurpou –usurpou! – o nome de Simón Bolívar. Porque Simón Bolívar foi umdemocrata. Simón Bolívar foi um liberal. Um herdeiro dos ideais daRevolução Francesa. E Hugo Chávez foi um liberticida – repito –,alguém que agrediu as instituições democráticas da Venezuela.Por isso, não me associo a este requerimento de pesar. É aminha posição, Sr. Presidente, com todo o respeito ao autor dorequerimento.O Senador Suplicy, conversando comigo, dizia o seguinte:“Mas ele foi eleito!” Ora, Hitler também foi eleito. Adolf Hitler foieleito Presidente, Primeiro-Ministro, ou, não me lembro que nometinha isso, a essa função de chefe do Governo da Alemanha, porprocedimentos democráticos. Hugo Chávez foi eleito tambémdepois de ter tentado dar um golpe militar. Foi eleito, mas, já ao jurar a Constituição, ele mesmo disse que jurava uma Constituiçãomoribunda, e ele acabou de matar a Constituição da Venezuela.Por isso, Sr. Presidente, é que este voto de pesar não contacom a minha solidariedade.Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE
(Jorge Viana. Bloco/PT – AC) – SenadorRandolfe Rodrigues, com a palavra V. Exª.
O SR. RANDOLFE RODRIGUES
(PSOL – AP. Sem revisãodo orador.) – Sr. Presidente, respeito a posição do Líder do PSDB,nobre Senador Aloysio Nunes, embora divirja frontalmente dela.Na verdade, apresentei o requerimento de voto de pesar pelamorte de um líder, que é o mínimo, em um Estado de direito, quenações amigas devem fornecer quando um chefe de Estado de umanação amiga vem a falecer.
 
Então, nestes termos, em primeiro lugar...
O SR. ALOYSIO NUNES FERREIRA
(Bloco/PSDB – SP) –Pois é, mas eu não sou amigo de ditadores, meu querido amigo. V.Exª também não é.Se me permite, só para esclarecer o meu pensamento.Evidentemente, a morte de um homem é sempre algo pesarosopara mim. Mas um voto de pesar do Senado Federal tem umarelevância política, significa homenagem ao político Hugo Chávez.E a esta homenagem eu não me associo.Muito obrigado.
O SR. RANDOLFE RODRIGUES
(PSOL – AP) – E, assim,divirjo politicamente de diferentes homenagens póstumas que esteSenado já fez, mas não deixo de aprová-las. Principalmente quandose trata de um chefe de Estado de uma nação amiga do Brasil. Deuma nação com a qual o Brasil estabeleceu profícuas relações. Deuma nação sul-americana, latino-americana como o Brasil, com aqual o Brasil tem uma relação comercial superavitária. A balançacomercial brasileira é superavitária em relação à Venezuela.Parece-me, com todo o respeito e carinho que tenho pelonobre Senador Aloysio Nunes, Líder do PSDB, um pouco excessode intolerância rejeitar um voto de pesar. Porque o voto de pesarnão significa que nós vamos concordar com o fúnebre, que nósvamos concordar com o morto, que nós vamos concordar com odefunto. Um voto de pesar significa um ato de solidariedade aomorto e a um povo que é amigo nosso, a um povo que estabeleceue estabelece relações de solidariedade com o povo brasileiro e como Governo brasileiro.Além do mais, a comparação à suástica nazista talvez caibamais a outros. Talvez a suástica nazista caiba mais a quemdesaloja sem-terras, a quem desaloja sem-tetos, a quem praticaatos de arbitrariedade, a quem tem posições deste tipo. Talvez aesses caiba mais a suástica nazista. Não me parece que a suásticacaiba – assim como a carapuça não cabe – nessa situação concretada figura de Hugo Chávez Frias na experiência do governo daVenezuela.
...................................................................O SR. WALDEMIR MOKA
(Bloco/PMDB – MS) – Sr.Presidente.
 
O SR. WALDEMIR MOKA
(Bloco/PMDB – MS. Sem revisãodo orador.) – Sr. Presidente, na mesma linha dos SenadoresAloysio Nunes Ferreira e José Agripino, eu quero, também, dizerexatamente isto: eu me associo ao voto de pesar à família pelamorte do cidadão, mas, ao reconhecimento político do cidadão, dopresidente e do estadista, eu não quero me associar.Então, eu quero, também – para não me alongar –,exatamente pelos mesmos argumentos já usados pelos SenadoresAloysio e José Agripino, me colocar fora desse alcance político quese pretende dar nesse requerimento.
.....................................................................O SR. EDUARDO SUPLICY
(Bloco/PT – SP. Sem revisão doorador.) – Sr. Presidente, eu gostaria de dizer que me sinto muitobem representado pelo Senador Randolfe Rodrigues e achoadequada a sua sugestão de designá-lo para representar a todosnós, que, acredito, em maioria, vamos votar esse requerimento.Mas eu gostaria, Sr. Presidente, de esclarecer, sobre amanifestação do Senador Aloysio Nunes, que, em verdade,enquanto o Presidente Hugo Chávez foi eleito diretamente pelopovo, Hitler nunca foi eleito diretamente pelo povo alemão. Ele era opresidente de um partido, ele praticamente impôs, com a proibiçãode outros partidos, que Hindenburg, o chanceler, o designasse para
führer 
, mas ele não foi eleito diretamente, como o foi Hugo Chávez.Inclusive, o último adversário, Capriles, reconheceu, conforme oSenador Walter Pinheiro há pouco esclareceu...
 
(
Soa a campainha 
.)
 
O SR. EDUARDO SUPLICY
(Bloco/PT – SP) – ... consideroudemocrática a eleição. Hitler só submeteu a fusão das funções dechanceler e presidente do
Reich 
a plebiscito, criando a figura do
führer 
, depois de aniquilar os comunistas e proibir todos os demaispartidos, exceto o nazista, de existir.Era o esclarecimento que convinha fazer.Quero dizer que estou encaminhando à Mesa, Sr. Presidente,um requerimento de pesar pela morte do cantor e compositorAlexandre Magno Abrão, o Chorão, inclusive levando em conta asugestão do Senador que há pouco...
(Interrupção do som.)
 

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