Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Look up keyword
Like this
1Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
201107__orientacaoimunohematologia.pdf

201107__orientacaoimunohematologia.pdf

Ratings: (0)|Views: 3|Likes:
Published by Luciana Saunders

More info:

Published by: Luciana Saunders on Mar 07, 2013
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/30/2014

pdf

text

original

 
 
Página 1/4
Imunohematologia
Revisão: Julho/2011
Sistema ABO
A definição do grupo sanguíneo de um indivíduo se dá por duas provas:
 
Prova Direta (ou Beth-Vincent): pesquisa dos antígenos fixados nas hemácias do paciente. Deve ser feita com soros Anti-A, Anti-B e Anti-A,B.
 
Prova Reversa (ou prova de Simonin): pesquisa do anticorpo no soro do paciente. Deve ser feita com hemáciastipadas A e B, com atenção para o fato de que o anticorpo B costuma ser mais fraco (título fraco) que os demaisanticorpos. A prova reversa é uma contra-prova fundamental para a conclusão do exame.Os resultados destas duas provas devem ser interpretados da seguinte forma:
Prova Direta
(Antígeno)
Prova Reversa
(Anticorpo)
Sistema ABO
Antígeno A Anticorpo b Grupo Sanguíneo AAntígeno B Anticorpo a Grupo Sanguíneo BAntígeno A e B Ausência de Anticorpos a e b Grupo Sanguíneo ABAusência de Antígenos A e B Anticorpo a e b Grupo Sanguíneo O
Os anticorpos do Sistema ABO aparecem espontaneamente após 3-6 meses de idade, com pico de produção noperíodo entre 5-10 anos e diminuição progressiva na velhice. Uma das prováveis explicações para esse aparecimento éa ampla distribuição de estruturas semelhantes a esses antígenos na natureza, principalmente nas bactérias, e por issoesses anticorpos são chamados de ocorrência natural. As bactérias presentes no trato intestinal, na poeira e emalimentos promoveriam uma exposição constante de todos os indivíduos à estas estruturas (semelhantes aos açúcaresA e B presentes nas hemácias). Assim, a presença ou ausência dos antígenos A e/ou B na membrana das hemácias(prova direta) e a detecção ou ausência dos anticorpos contra os antígenos que não possuem (prova reversa) está noinício e no final da vida do indivíduo. Sua ausência poderá estar relacionada com a patologia apresentada.Os subgrupos do Grupo A apresentam diferenças antigênicas quantitativas e qualitativas, embora sejam formados pelomesmo açúcar do componente antigênico. Sabe-se que o gene A1 difere do gene A2 por uma deleção de base naregião C-terminal, além de uma mutação que determinará uma substituição de aminoácidos (prolina para leucina) naglicosiltransferase resultante.Quando um anticorpo presente não é identificado, deve-se verificar a funcionalidade das hemácias usadas narealização das provas. Lembrando que as hemácias, comerciais ou preparadas pelo laboratório, devem serfenotipadas para os principais sistemas sanguíneos (ABO, Rh, Kell, Duffy, Kidd, Lewis, P, MNS, Luth e Xg).Quando um anticorpo ausente é identificado, deve-se verificar a lavagem dos tubos e se as hemácias são específicaspara o tipo de grupo sanguíneo.
Sistema Rhesus – Rh (D)
A determinação do Sistema Rhesus de um indivíduo se dá por:
 
Determinação Rh: determinação do antígeno D do Sistema Rhesus nas hemácias do paciente.
 
Controle Rh: é um reativo controle com ausência de anticorpo Anti-D e de qualquer outro tipo de anticorpo paratodos os sistemas eritrocitários. Este reativo controle tem por finalidade detectar erros ou patogenias existentes nopaciente que resulte numa reação positiva do controle. (Exemplo: casos de hiperproteinemia).Contudo, diversos laboratórios não fazem uso deste controle em sua rotina ou não valorizam resultados positivosobtidos com o mesmo arriscando assim a confiabilidade dos seus resultados finais.Para liberar um resultado com o Controle de Rh positivo deve-se fazer um estudo mais aprofundado daimunohematologia do paciente, o que inclui a observação de autoanticorpo frio ou quente (principalmente se a auto-prova for positiva), hiperproteinemia, etc. Em caso de dúvidas, deve-se encaminhar a amostra ou o próprio pacientepara um serviço especializado.É bom lembrar que não se deve usar albumina bovina, à 22% ou à 30%, em substituição à esse reativo controle. Ocorreto é usar o Reativo Controle Rh comercial, não importando se ele é produzido com plasma ou albumina, desdeque tenha os mesmos conservantes e estabilizadores do reativo do soro Rh (D) e seja do mesmo fabricante.
 
 
Página 2/4
Imunohematologia
Revisão: Julho/2011
 
Pesquisa D fraco e Controle: devem ser feitas quando na classificação do Rh (D) existir ausência de aglutinação(negativa). Sua finalidade é detectar o anticorpo fracamente formado, devido a sua transmissão genética. Nestaprova é necessário usar técnicas mais sensíveis (Técnica do Coombs Indireto - TCI) para confirmar sua positividadeou negatividade.A metodologia em Gel não dispensa a realização desta prova. Os fabricantes têm adotado a inclusão desta prova nocartão. Neste caso, o laboratório está realizando a prova no cartão automaticamente.Os resultados destas determinações devem ser interpretados da seguinte forma:
 
Determinação Rh Controle RhPesquisa D fraco Controle D fracoSistema Rhesus Rh(D)
Positiva Negativo--- ---PositivoNegativo NegativoNegativo NegativoNegativoNegativo NegativoPositivo NegativoPositivoPositivo ou Negativo PositivoPositivo ou Negativo NegativoIndeterminado
O principal antígeno do Sistema Rh é o D, que pode se manifestar de diversas formas:
D positivo: possui o antígeno D completo na sua estrutura, tanto quantitativo como qualitativo;
D fraco: é uma variante de D que apresenta reação mais fraca, possuindo alteração no ponto de vista quantitativo;
D mosaico: falta um ou mais determinantes do mosaico que constitui o antígeno D. Possui alteração qualitativa;
D categoria: falta um ou alguns dos aminoácidos que formam a molécula do antígeno D e poderá ser tambémimunogênico e se apresentar como D positivo. Possui alterações qualitativas. Atualmente existem kits paracaracterizar as categorias de D.Cuidados Adicionais: Se para um D fraco positivo o laboratório encontrar negativo, deve-se: (1) verificar se a potência(título) do Reativo Rh(D) está de acordo; (2) observar se a temperatura do banho-maria está calibrada e constante; (3)fazer a lavagem das hemácias corretamente e dentro da técnica exigida, tendo o cuidado de não perder materialdurante o procedimento, pois perda de hemácias significa perda de antígeno; (4) verificar se a Antiglobulina Humana(AGH) está dentro das conformidades do seu controle de qualidade; (5) verificar a limpeza da vidraria (existência deresíduos químicos e biológicos); (6) observar presença de umidade na vidraria. Se o resultado permanecer negativo,deve-se usar Hemácias Controle de Coombs, a fim de se detectar prováveis erros técnicos ou do reativo usado, poiscom a adição do Controle a reação deverá ser sempre positiva.
Pesquisa Anticorpo Intra-Vascular - AIV (Coombs Direto)
 
 
Determinação da Amostra: Nesta determinação é usada a suspensão de hemácias do paciente a 5% com o soro deCoombs ou o soro da Anti-Globulina Humana (AGH).
 
Determinação do Controle: O controle é feito com o soro de Coombs (AGH) e o reativo de Hemácias Controle deCoombs. Este reativo é composto por hemácias sensibilizadas com anticorpo IgG, devendo dar sempre positivo. Emcaso negativo deve-se verificar se o soro de Coombs está funcionando ou se há alguma impureza (sujeira) no tubodo teste.
 
Cuidados: Em caso de dúvida, deve-se levar o tubo à visão microscópica para se certificar de positividade.Os resultados destas determinações devem ser interpretados da seguinte forma:
 
Determinação Amostra Determinação Controle AIV (Coombs Direto)
Positivo Positivo PositivoNegativo Positivo NegativoPositivo ou Negativo Negativo Indeterminado (verificar rotina)
 
 
Página 3/4
Imunohematologia
Revisão: Julho/2011
Pesquisa Anticorpo Extra-Vascular - AEV (Coombs Indireto)
 
 
Hemácias: O soro do paciente deve ser pesquisado com hemácias de fenótipos conhecidos para os principaissistemas eritrocitários (tipadas ou fenotipadas), formando assim um painel de seleção ou triagem. Normalmente sãoadotadas duas hemácias, mas o uso de uma terceira pode ocorrer para complementar as duas hemáciasnormalmente usadas.O importante é que as hemácias usadas contenham os principais antígenos que caracterizam os anticorpos dosprincipais sistemas eritrocitários (Rh, Kell, Duffy, Kidd, Lewis, P, MNS, Luth e Xg). Com isto, já se obtém umresultado satisfatório. Em anexo ao Painel de Seleção há um diagrama que deve ser avaliado em cada lote recebidoe onde se deve colocar os resultados da Pesquisa. O profissional que vai fazer uso deste diagrama deve sertreinado e receber informações técnicas que possam facilitar o seu manuseio e sua interpretação.
 
Auto-prova: A auto-prova visa avaliar a formação de auto-anticorpos produzidos, sejam eles frio ou quente, pelopróprio paciente (sistema imunológico) ou por um medicamento que está sendo ministrado, funcionando como umcomplemento e auxiliando no diagnóstico e possível tratamento. Este teste é realizado também pela Técnica doCoombs Indireto, usando o soro e a suspensão de hemácias a 5% do próprio paciente.
 
Cuidados: Deve-se usar nestes testes, ao final da técnica, o Controle de Hemácias de Coombs para prevenirpossíveis erros técnicos ou humanos. Em caso de possíveis dúvidas na interpretação fazer visualizaçãomicroscópica.Exemplo: Um indivíduo em tratamento com L-Dopa (dopamina) reproduz nas hemácias uma simulação de um auto-anticorpo, pois a substância medicamentosa envolve as hemácias reproduzindo uma reação similar a de umanticorpo, através de uma auto-aglutinação. A simples retirada do medicamento é suficiente para que não haja maisesta reação.Os resultados destas determinações devem ser interpretados da seguinte forma:
 
Hemácias AEV (Coombs Indireto)
Negativo para todas as Hemácias testadas. NegativoPositivo para alguma das hemácias testadas. Positivo
Algumas dicas para garantir os resultados de Coombs Indireto e Direto: 
 
Hemácia: verificar se as hemácias usadas são tipadas, pois tanto as comerciais quanto as feitas pelo laboratório,podem não estar contemplando todos os antígenos dos principais sistemas sanguíneos; sendo preciso analisarbem a hemácia no momento da compra ou na fenotipagem; este último, no caso de ser preparada pelo laboratório;
 
Caso as hemácias sejam tipadas corretamente, verificar se estão dentro do prazo de validade, pois com o tempo osantígenos ficam fracos;
 
Soro de Coombs: verificar a sua potência, pois pode estar diminuída para a captação do anticorpo. Além disso,poderá estar inespecífico, contendo uma contaminação para outro anticorpo. Isto acarreta um falso positivo,dependendo do anticorpo contaminante.
 
Tubo: Após a lavagem pode ficar com resíduo de detergente ou com água destilada residual, o que interfere narealização da prova. É aconselhável rinsar com salina fisiológica caso permaneça umidade no tubo;
 
Soro fisiológico (Tubo): observar se o soro fisiológico usado na lavagem das hemácias não apresenta contaminaçãofúngica pois sua presença interfere no teste, acarretando em resultados falso negativos;
 
Gel: Para a metodologia em Gel, fazer o controle dos cartões usando o Controle de Coombs. Este controle, como jáfoi mencionado, tem um anticorpo irregular fixado em sua hemácia, devendo dar positivo também no cartão.
 
É preciso ter cuidado com as hemácias lavadas em tubo, não somente na boa lavagem das mesmas como na suasecagem, não interferindo no momento da adição do soro de Coombs. Lavagem sem técnica adequada ouresquícios de resíduos de salina podem comprometer a reação final.

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->