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educação a distância: novas alternativas de avaliação

educação a distância: novas alternativas de avaliação

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Published by Fatima Mariani
O artigo analisa o papel da tutoria numa perspectiva da avaliação nas situações de aprendizagem em ambiente virtual.
O artigo analisa o papel da tutoria numa perspectiva da avaliação nas situações de aprendizagem em ambiente virtual.

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TUTORIA EM EAD: UMA NOVA PROPOSTA DE AVALIAÇÃO DAAPRENDIZAGEM
1
 Maria de Fátima Magalhães Mariani
2
 
RESUMO
Este artigo analisa o papel da tutoria numa perspectiva da avaliação nas situações deaprendizagem em ambiente virtual ou EAD. A utilização intensa de técnicas eletrônicas nasatividades docentes é comumente associada a práticas pedagógicas inovadoras, maisinterativas e democráticas. A pergunta condutora da análise é: Como acontecem as relações pedagógicas (aluno-tutor) em uma modalidade de ensino que pressupõe o rompimento darelação “face-a-face”, e que se coloca como dimensão de uma pedagogia transformadora?Sinaliza aspectosque embasam as discussões sobre a avaliação da aprendizagem em EAD,ilustrando com trechos de entrevistas de dois professores da Universidade Católica deBrasília Virtual sobre essa temática. 
Palavras-chave:
EAD; Avaliação da Aprendizagem; Avaliação em EAD;Tutoria.Em qualquer dos contextos escolar, seja a distância ou presencial,
a transmissão ereelaboração
do conhecimento historicamente construído são mediados pela ação docente.Em qualquer desses contextos para a comunicação educativa acontecer é necessário criar uma infra-estrutura favorável. A comunicação educativa pressupõe interação entre os seusatores. No ensino presencial o professor ocupa uma posição de destaque na interação com oaluno. Na educação a distância essa posição é assumida pelo tutor.Para que essa interação flua de maneira construtiva é necessário que as partes – alunos, professores e / ou tutores – estejam motivados e comprometidos com as tarefas deensinar (orientar) e aprender, e num esforço conjunto criar o ambiente de aprendizagem.Identificamos nesse processo uma característica da educação a distância que a difere da presencial: criar ambiente de aprendizagem, estimular à responsabilidade, orientar nosestudos, estando professor e aluno separados fisicamente no tempo e no espaço.As concepções de tempo e espaço são colocadas como uma das dimensõesfundamentais da EAD. Acostumados à noção do tempo externo a nós,
não-experiencial 
,universal, vislumbramos com a educação aberta e a distância uma possibilidade detransgredir a delimitação temporal e espacial impostas pela modernidade. No contrapontodo tempo exterior ao homem emerge a noção de tempo como construto da subjetividade. A
1
Artigo apresentado pela autora no Curso de Extensão Universitária - Formação de Professores paraAtuarem em Ambiente Virtual – da Universidade Católica de Brasília, sob a orientação do Prof. Carlos Lopes,Brasília, fevereiro-abril, 2007.
2
Mestre em Psicologia pela Universidade Católica de Brasília e docente de História da SEEDF.
 
noção de espaço é pensada dentro da relação temporal, e ambos – tempo / espaço – constituem o “evento” do sujeito que faz acontecer, que cria relações.
“Tendo em vista que o tempo só existe em relação a uma subjetividade concreta e, por isso, é o tempo da vida de cada um eda vida de todos, o espaço é aquilo que reúne a todos, em suasmúltiplas possibilidades: diferentes de uso de espaço (território)relacionado com possibilidades de uso do tempo”
. (Neder, 2000:113)Pensar tempo e espaço enquanto ocorrências que se complementam e se explicamentre si, é uma especificidade do novo ciclo histórico. Vivemos no instante em que asrelações são articuladas pela rede das tecnologias da informação. Uma rede que transfiguranossas percepções das coisas, como por exemplo, percebermos próximos do que estádistante. As tecnologias criam a ilusão de um mundo sem fronteiras, imediato, presente,fugaz, sem tradição.Essa reflexão nos remete a outra característica da EAD: a utilização intensa detécnicas eletrônicas nas atividades docentes. Segundo Neder (2000), o uso muito freqüentedas novas tecnologias da informação e comunicação: “
informática, telecomunicação, rede,infovia, multimídia, contribui para que o processo real transforme-se em virtual 
”. O usointenso dessas tecnologias conduz a uma percepção distorcida da essência da educação adistância. A EAD é confundida com práticas pedagógicas inovadoras, mais interativas edemocráticas. Será que o uso incrementado de tecnologias, por si só, é capaz de mudar asrelações pedagógicas?Morran (1995) nos explica que as tecnologias permitem a ampliação das atividadestradicionais de sala de aula, mas ainda não são capazes de substituir, por exemplo, asfunções do professor. As informações podem ser repassadas por meio dos bancos de dados,dentre outros. Mas a função de orientar, estimular o aluno a pesquisar, instigar suainspiração é, ainda, do professor / tutor.Se a EAD se propõe a contribuir com a formação do sujeito coletivo, autônomo,crítico e ativo não pode ter como o centro das atenções os artefatos tecnológicos. O focodas atenções deve se voltar para as habilidades de aprendizagem que são desenvolvidas notrabalho cooperativo de alunos e professores. Para Morran “
as tecnologias de comunicação
 
não mudam necessariamente a relação pedagógica”
(conservadora / inovadora – aberta /fechada).Também Alonso (2002) faz uma reflexão acerca da idéia “fetichizada” de que o usodas novas tecnologias bastaria para resolver os problemas da relação pedagógica em EAD.E, do mesmo modo que Morran, considera que em modelos pedagógicos auto-regulados,conservadores, ainda que mediados tecnologicamente, não conseguirão atender às possibilidades de interação, interlocução e diálogo.Como saber se um modelo de EAD é auto-regulado ou não? Como diferenciar ummodelo sistêmico de um outro que se projeta como processo em que alunos e professorestrabalham de forma colaborativa, responsável e crítica? Para responder às questõesdevemos começar por uma análise dos projetos políticos-pedagógicos das instituições.Cada instituição tem sua filosofia, podendo a partir de suas matrizes estabelecer seusobjetivos, suas bases metodológicas de desenvolvimento do ensino-aprendizagem. Todo equalquer projeto educativo define uma concepção de aprendizagem. Na concepção deaprendizagem estão incluídas as concepções de tutoria e de avaliação. Essa compreensão nos levou a formular a seguinte questão: Como acontecem asrelações pedagógicas (aluno-tutor) em uma modalidade de ensino que pressupõe orompimento da relação “face-a-face”, e que se coloca como dimensão de uma pedagogiatransformadora?Pensando nesta questão optou-se por trazer à reflexão alguns aspectos quecaracterizam o processo de tutoria de um modo geral, e algumas notas que embasam asdiscussões sobre a avaliação da aprendizagem em EAD. Em uma segunda etapa,apresentam-se trechos de entrevistas com dois professores da UCBV sobre essa temática.
1 - A Tutoria e suas Funções
Compreender a função do tutor em EAD exige que compartilhemos da noção detempo e de espaço enquanto evento da existência relacional entre sujeitos. Como escreve Neder (2000), “
a orientação acadêmica traz a possibilidade de se garantir o tempo como otempo de cada um, na perspectiva do respeito às diversidades e singularidades de grupos e / ou indivíduos
”.

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Fatima Mariani added this note
Bem-vinda, Otilia! Fico contente por ter contribuído. Grande abraço! Fátima.
Otilia Afonso added this note
Agradeço esta me ajudando no entendimento de avaliação em EAD, o que mais gostei foi a presença de experiência por relato. Me identifico com estas abordagens, além dos conceitos apresentados. Obrigada!
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