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2 As perspectivas sobre a rela¸c˜ao entre economia etecnologia
O elevado grau de complexidade das rela¸c˜oes existentes entre Economia e Tecnologiaapontam para os desafios de desenvolvimentos te´oricos pertinentes. A respeito disto Free-man (1995) [5]aponta que agentes heterogˆeneos com racionalidade limitada s˜ao capazes
de avaliar o ambiente seletivo em que est˜ao inseridos e mesmo n˜ao podendo deter todasas informa¸c˜oes, s˜ao capazes de moldar este ambiente de maneira estrat´egica, levantando
assim uma importante quest˜ao sobre
“o que estaria por tr´ as da evolu¸c˜ ao”
uma vez que a
sele¸c˜ ao
ocorreria sobre
varia¸c˜ ao
e que o resultado deste processo seletivo implicaria emredu¸c˜ao da
variedade
, enquanto Dosi (1998)[4] complementa definindo tecnologia como
“
um complexo de conhecimentos pr´ aticos e te´ oricos englobando al´em de equipamentos f´ısicos, n˜ ao apenas know-how, m´etodos e procedimentos, mas tamb´em experiˆencias bem ou mal sucedidas
.”J´a Nelson & Winter (1997)[8] se contrap˜oem ao argumento neocl´assico
de que o surg-imento das
inova¸c˜ oes
onde a FPP da fun¸c˜ao de produ¸c˜ao
seria expandida pelo progressot´ecnico alegando que a dinˆamica tecnol´ogica seria o
motor
do desenvolvimento econˆomicoe que a resolu¸c˜ao de gargalos tecnol´ogicos s˜ao alvos claros de aperfei¸coamentos (
trajet´ oriasnaturais
) definidoras de metas para projetos de P&D, o que Rosemberg (1976) [12]de-
lineia como
dispositivos de focaliza¸c˜ ao
onde os problemas t´ıpicos ou metas tendem a seajustar ao processo de busca a dire¸c˜oes particulares, assumindo desta maneira a forma de
imperativos tecnol´ ogicos
guiando a evolu¸c˜ao de novas tecnologias.Um ponto convergente nesta discuss˜ao ´e de que a aprendizagem ocorre com a rotinae que sua dire¸c˜ao ´e dada pela trajet´oria tecnol´ogica definida pelo paradigma de que al´em
de
path-dependent
, implica em irreversibilidade, isto ´e, uma vez alcan¸cada nova posi¸c˜ao
ou novo patamar no progresso da trajet´oria, n˜ao existe a possibilidade de volta a situa¸c˜ao
anterior.
2.1 Como solucionar analiticamente essa rela¸c˜ao ? At´e queponto ´e ex´ogena a ciˆencia ?
Na vis˜ao de Rosenberg (1994) [13] a complexidade anal´ıtica pode ser modelada pelos
economistas que olharem a quest˜ao central das pesquisas cient´ıficas no estudo do cresci-mento econˆomico onde empresas cient´ıficas moldadas pelas suas
preocupa¸c˜ oes tecnol´ ogicas
de v´arias maneiras desempenham um papel fundamental
.O autor refor¸ca a id´eia de que ´e dif´ıcil estabelecer um elo/distin¸c˜ao entre ciˆencia b´asica
e aplicada passando pelos exemplos nos quais os desenvolvimentos tecnol´ogicos em ambi-entes operacionais vistos como b´asicos foram utilizados em outras ´areas do conhecimento
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Os autores criticam o fato de os modelos neocl´assicos se inspirarem nos princ´ıpios da mecˆanicanewtoniana, com um objetivo anal´ıtico primordial de atingir equil´ıbrio e condi¸c˜oes de maximiza¸c˜ao sob
incerteza n˜ao bayesiana, enquanto os modelos evolucion´arios, de inspira¸c˜ao biol´ogica, assumem vis˜ao de
um sistema em desequil´ıbrio e adaptativo por natureza onde os agentes heterogˆeneos envolvidos est˜aosuscet´ıveis a
muta¸c˜ oes
no processo de tomada de decis˜ao. Para uma defini¸c˜ao mais ampla, consulte
Nelson & Winter (1982) [9]
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Uma fun¸c˜ao de produ¸c˜ao gen´erica pode ser dada por
Q
=
f
(
L,K,t
), onde
Q
´e o produto,
L
´e a for¸cade trabalho,
K
´e o capital e
t
´e o progresso t´ecnico.
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“
Os melhoramentos tecnol´ ogicos fazem mais do que gerar a necessidade de tipos espec´ıficos de novosconhecimentos. O avan¸co do conhecimento freq¨ uentemente s´ o se d´ a por meio da experiˆencia real com
uma nova tecnologia em seu ambiente operacional.
” Rosenberg (1994, p. 225)[13]
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