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Berlitz Fenom Estranhos

Berlitz Fenom Estranhos

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Charles Berlitz - Livro sobre os fenômenos inexplicáveis do planeta Terra
Charles Berlitz - Livro sobre os fenômenos inexplicáveis do planeta Terra

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01/29/2013

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O LIVRO DOS FENÔMENOS ESTRANHOSCharles Berlitz
 
Prefácio
O fascínio que o mistério exerce sobre a mente humana tem sido o motivo daampliação de nosso conhecimento do mundo e do desenvolvimento da ciênciamoderna. O constante desejo de solucionar os mistérios do espaço levou-nos aexplorar o sistema solar, as estrelas e os planetas de nosso universo, e até outrosuniversos além de nossa galáxia.Durante os últimos quinhentos anos, praticamente exaurimos a exploração dosmistérios geográficos da Terra. Mapeamos ou fotografamos a maior parte dasuperfície terrestre, e, desde os anos 40, pudemos registrar a posição aproximadade montanhas, golfos, planícies e abismos marítimos. Caçadores e zoólogosconseguiram, alternativamente, exterminar ou catalogar a maior parte da vida animaldo mundo em que vivemos, embora as profundezas dos mares ainda possam nosreservar algumas surpresas. O homem moderno e o antigo já foram exaustivamenteestudados e classificados. Até mesmo populações remotas e primitivas tornaram-sefamiliares por intermédio da televisão, uma tecnologia que, alguns séculos atrás,teria sido considerada uma empolgante manifestação de magia.Em um mundo de computadores, robôs, mísseis teleguiados, viagens espaciais,engenharia genética, e dos primeiros passos na criação artificial da vida,imaginamos se ainda existem novos mistérios a ser solucionados. E, aoconsiderarmos os perigos da era atômica e do desenvolvimento da guerra científica,chegamos a duvidar que ainda tenhamos tempo para descobrir novos segredos douniverso - antes que a humanidade seja destruída.Certamente muitas coisas ainda permanecem envoltas em mistério. Mesmo nos diasde hoje, no apogeu da perícia científica, os mistérios do espaço, do tempo, dacoincidência, de manifestações paranormais, e as exceções ao que consideramoscomo sendo uma lei natural, continuam indefiníveis. Com o progresso da busca pelodesconhecido, nossos conceitos anteriormente separados de fatos científicos eeventos paranormais começaram a se fundir. Hoje em dia, conseguimos classificartoda uma gama de potencialidades paranormais.O poder da mente humana, por exemplo, está provando ser muito mais forte do queimaginávamos anteriormente. Manifestações quase físicas da mente, queatualmente estão sendo amplamente estudadas, incluem telepatia, transporte,telecinésia, e a capacidade de ver o que está acontecendo em lugares distantes eem outros tempos.Fantasmas são fenômenos paranormais que ultrapassaram os limites da ficção eestão sendo objeto de sérios estudos científicos. Mas o que são fantasmas? Osindígenas do Amazonas e os nativos da Nova Guiné não têm dificuldade em aceitara realidade visual de fantasmas, quando lhes são mostrados filmes de guerreiros desuas tribos que eles sabem já estarem mortos. É difícil explicar-lhes que a filmadorareproduziu cenas do passado. Para eles tudo é muito mais simples: o filme captou oespírito de quem partiu. Para nós mesmos, podemos explicar a cinematografia;como explicar, porém, a grande quantidade de lugares "mal-assombrados" - casas,castelos, campos de batalha e navios - tão freqüentemente mencionados no
 
moderno mundo científico? Será que existem resíduos de personalidades ou deeventos que podem ser captados e reconstruídos?A transferência de pensamentos através da telepatia está prestes a tornar-se umateoria aceita pelos cientistas. Acredita-se que os animais, entre seus semelhantes,empregam essa habilidade para a comunicação de advertência e para a caça, e éprovável que os seres humanos também fizeram uso dessa faculdade, antes de setornarem civilizados. Mesmo agora, encobertos pela aparência de civilização,passamos por freqüentes momentos de pré-ciência desaprendida, o que pareceindicar a posse de alguns poderes telepáticos. O poder de prever o futuro, noentanto, ainda é um mistério que pode ser vinculado aos segredos finais do tempo edo espaço.Será que todas as profecias quanto ao futuro não passam de simples adivinhações?Júlio Verne, ao escrever sobre uma viagem à Lua por um foguete, 150 anos antesdo acontecimento de tal evento, imaginou e descreveu o comprimento e o formatodo foguete de maneira precisa. O foguete de sua ficção errou o tempo de chegadado verdadeiro em apenas catorze minutos.A previsão de Júlio Verne pode ter sido uma simples adivinhação que deu certo,mas, no que diz respeito à pré-ciência na profecia, é extremamente difícildesacreditar Nostradamus. O astrólogo francês do século 16 previu com precisão aduração do Império Britânico, que ainda não existia; detalhes da RevoluçãoFrancesa, duzentos anos antes de seu acontecimento; as duas guerras mundiaisdos tempos modernos, inclusive com ataques aéreos e evacuações de cidades e atéum Führer alemão com o nome ligeiramente adulterado: "Hister". Nostradamuspreviu terremotos na costa leste do Novo Mundo e até mesmo alguns dos eventosmais recentes na Líbia e no Irã.Não dispomos de explicações aceitáveis para a precisão de profecias detalhadas dopassado distante. O tempo, segundo nosso entendimento, é uma estrada dopassado para o futuro, que passa pelo presente. Contudo, talvez seja uma rua demão dupla, uma teoria de alguns que acreditam que o tempo, assim como o espaço,pode ser circular.Talvez o exemplo mais impressionante de profecia nos venha da antiga Índia, dedescrições no Mahabharata, epopéia indiana escrita por volta do século 5 a.C, e emoutros registros compostos há milhares de anos. Esses livros descrevem projéteisimpulsionados com a força e o calor de "dez mil sóis", obliterando o exércitoopositor, desbaratando elefantes de guerra, carroças, e homens no vórtice,destruindo cidades, envenenando suprimentos de alimentos, e forçando até mesmoos soldados vitoriosos a se preservarem, lavando seus corpos, suas roupas e seusequipamentos em rios, para evitar os fatais efeitos secundários. Essas bombas,cujas explosões formavam grandes nuvens "semelhantes a cogumelos" a partir dosnúcleos, eram chamadas de "Raios de Ferro".Por coincidência, quando as antigas medições e as modernas coordenadas sãocomparadas, as descobertas indicam que o "Raio de Ferro" era um projétil comaproximadamente o mesmo formato e tamanho da bomba atômica lançada sobreHiroshima, marco do início do fim da Segunda Guerra Mundial.

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