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11 - Textos Para o Do Centro de Estudos Da Consultoria Legislativa Do Senado

11 - Textos Para o Do Centro de Estudos Da Consultoria Legislativa Do Senado

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Consultoria Legislativa do Senado Federal
COORDENAÇÃO DE ESTUDOS
C
n
l
g
o
e
 
REFORMA TRIBUTÁRIA: A PEC Nº 233, DE 2008
 Alberto ZouviFernando Antônio Gadelha da TrindadeJosé Patrocínio da SilveiraJosué Alfredo PellegriniRicardo Nunes de Miranda
TEXTOS PARA DISCUSSÃO
44
 
ISSN 1983-0645Brasília, julho / 2008
Contato:
 
conlegestudos@senado.gov.br 
 O conteúdo deste trabalho é de responsabilidade dos autores enão reflete necessariamente a opinião da Consultoria Legislativado Senado Federal.Os trabalhos da série “Textos para Discussão” estão disponíveisno seguinte endereço eletrônico:
http://www.senado.gov.br/conleg/textos_discussao.htm
Capa: Lília Alcântara
 
 A reforma da estrutura tributária brasileira é um temapresente na agenda econômica nacional pelo menos desde1995. Desde então, várias propostas foram apresentadas,notadamente as de autoria do Poder Executivo Federal.Recentemente, nova tentativa desse Poder foi empreendidapor meio do envio ao Congresso Nacional da Proposta daEmenda Constitucional (PEC) 233 (PEC 233). AConsultoria Legislativa do Senado Federal, como nasdemais ocasiões, tomou a iniciativa de se debruçar sobre aPEC, o que resultou no Texto para Discussão que agora seapresenta.O Texto é dividido em 10 partes. Em vista da complexidadedo assunto, cinco consultores participaram dos trabalhos. Aprimeira parte, de autoria do Consultor Josué Pellegrini,trata do diagnóstico que fundamentou a arquitetura da PEC.A segunda e a terceira partes, produzidas pelo ConsultorAlberto Zouvi, abordam as mudanças pretendidas nostributos federais, sendo a tributação da folha de saláriosconsiderada separadamente. Na quarta e quinta partes, oConsultor José Patrocínio da Silveira analisa o formatoproposto para o ICMS e a fase de transição, ainda com avigência do ICMS atual. A sexta parte, elaborada peloConsultor Fernando Antônio Gadelha da Trindade, abordaas possíveis inconstitucionalidades da PEC. A sétima parte,do Consultor Josué Pellegrini, verifica os possíveis efeitossobre a carga tributária. A oitava parte, também doConsultor Josué Pellegrini, trata das modificaçõespretendidas no sistema de partilhas e vinculações daarrecadação federal. A nona parte, feita pelo ConsultorRicardo Nunes de Miranda, aborda as alterações previstasna política de desenvolvimento regional.A PEC 233 tramita atualmente na Câmara dos Deputados(CD). Após a aprovação na Comissão de Constituição eJustiça e de Cidadania (CCJC), encontra-se à espera doparecer do relator na Comissão Especial
1
. Desse modo, opresente texto considera apenas as modificações feitas naCCJC.
 
1
Situação de tramitação em julho de 2008.
 
3
 1.
 
RAZÕES QUE LEVARAM À PROPOSTA DE REFORMATRIBUTÁRIA
As razões que levaram à proposta de reforma tributária do Poder Executivo Federal,veiculada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 233, podemser extraídas dedocumento, doravante denominado
Cartilha do Ministério da Fazenda
2
. Os principaisobjetivos são reduzir a complexidade e a cumulatividade características da estrutura tributáriabrasileira e eliminar a guerra fiscal entre os Estados. Em que pese a ênfase conferida a essespontos, incluem-se também entre os objetivos a desoneração da folha de salários e a mudançana política de desenvolvimento regional e no sistema de partilhas e vinculações daarrecadação federal.A complexidade diz respeito especialmente aos tributos indiretos. A esfera federalpossui quatro tributos indiretos, com três regimes diferentes, e a estadual apresenta 27legislações distintas para o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias esobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação(ICMS). Há, ainda, o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Socialsobre o Lucro Líquido (CSLL) que incidem sobre o lucro das empresas. Essa complexidadeimplica em enormes custos burocráticos e contenciosos com os fiscos federal e estaduais.Estudo recente do Banco Mundial aponta o Brasil como último colocado, entre 177 países,dispostos em ordem crescente de número de horas por ano destinadas pelas empresas aoatendimento de obrigações tributárias acessórias.Além da complexidade, há o problema da cumulatividade de vários tributos, o queresulta em organização ineficiente da estrutura produtiva, aumento do custo dosinvestimentos e das exportações e favorecimento das importações. A
Cartilha do Ministérioda Fazenda
calcula que a incidência cumulativa ainda restante na economia brasileira em2006 seja de 1,9% do PIB, cerca de R$ 43,8 bilhões.Existe também o encarecimento dos investimentos por conta da demora narecuperação dos créditos dos tributos pagos quando da aquisição de bens destinados ao ativopermanente (ICMS, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS eContribuição para o Programa de Integração Social – PIS). A
Cartilha do Ministério daFazenda
estima que esse diferimento representa uma elevação do custo do ativo em 8,2%.A forma atual de cobrança do ICMS nas transações interestaduais, em que a partepreponderante do imposto é devida ao Estado de origem, traz outra sorte de problemas paraas empresas. Além de dificultar a devolução aos exportadores do ICMS pago em outrosEstados, gera enorme incerteza na avaliação do retorno do investimento produtivo. Asempresas podem ser afetadas pelos incentivos concedidos aos seus concorrentes depois derealizar os seus investimentos, e mesmo as empresas que recebem os incentivos não sabem seestes serão questionados no Poder Judiciário ou em outros Estados.Há, por fim, o ônus excessivo dos tributos sobre a folha de salários das empresas, oque resulta em desemprego e informalidade. Esses ônus (FGTS, inclusive) podemcorresponder a 50% da folha das empresas.
2
Disponível no endereço eletrônicohttp://www.fazenda.gov.br/portugues/documentos/2008/fevereiro/Cartilha-Reforma-Tributaria.pdf .Último acesso em julho de 2008.
 jk-js-az-rn-ft2008-21662

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