Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Instrução RedemptionisSacramentum, 151) “Se habitualmente há número suficiente de ministros sagrados também para a distribuição dasagrada Comunhão, não se podem designar ministros extraordinários da sagrada Comunhão.
Emtais circunstâncias, os que têm sido designados para este ministério, não o exerçam.
Reprove-se o costume daqueles sacerdotes que, a pesar de estar presentes na celebração,abstém-se de distribuir a Comunhão, delegando esta tarefa a leigos. O ministro extraordinário dasagrada Comunhão poderá administrar a Comunhão
somente na ausência do sacerdote oudiácono, quando o sacerdote está impedido por enfermidade, idade avançada, ou por outra verdadeira causa, ou quando é tão grande o número dos fiéis que se reúnem àComunhão, que a celebração da Missa se prolongaria demasiado.
(...) O Bispo diocesanoexamine de novo a praxe nesta matéria durante os últimos anos e, se for conveniente, corrija-aou a determine com maior clareza.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dosSacramentos, Instrução Redemptionis Sacramentum, 157-158, 160)
Devem os MECE´s comungar das mãos do sacerdote
, receber as partículas dele,
nemsequer abrir o tabernáculo ou dele retirar Jesus Eucarístico
. Sua função
é distribuir aEucaristia, e não auxiliar o sacerdote no altar
. Não participem, então, da Missa, junto com opadre, e sim, com os fiéis, fora do presbitério.
Esperem sua hora após a comunhão dosacerdote. Não devem, outrossim, participar da procissão de entrada.
Para auxiliar o padre, basta o diácono, o acólito ou outro servo.
“
Os vasos sagrados são purificados pelo Sacerdote ou pelo Diácono ou pelo acólitoinstituído
depois da Comunhão ou da Missa, na medida do possível junto à credência. A purificação do cálice é feita com água, ou com água e vinho, a serem consumidos por aquele que purifica o cálice. A patena seja limpa normalmente com o sanguinho. Cuide-se que o Sangue deCristo que eventualmente sobrar após a distribuição da Comunhão seja tomado logointegralmente ao altar.” (Instrução Geral do Missal Romano, 279)
Exclui-se, vemos, a possibilidade, infelizmente disseminada, de que os ministros extraordináriosda Comunhão Eucarística possam purificar os vasos usados na Missa.
“
As leituras das passagens do Evangelho estão reservadas para o ministro ordenado
,nomeadamente o diácono ou o sacerdote.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e aDisciplina dos Sacramentos. Instrução Inestimabile Donum, 2)
O Evangelho, como toda a Escritura, contém a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, o próprioCristo, Deus feito homem. Mais ainda do que outros trechos da Bíblia, o Evangelho é a narraçãodas palavras e dos feitos de Jesus, Nosso Senhor. Eis a razão de que quem o proclame deva serum ministro a Ele unido sacramentalmente pela Ordem: é Cristo quem proclama o Evangelhoatravés do padre ou do diácono; é Cristo quem proclama Sua própria vida e Suas própriaspalavras, mediante os ministros ordenados. Essa é uma das razões pelas quais só o sacerdoteou, melhor ainda, se houver, o diácono - pela tradição litúrgica presente em todos os ritos nosquais a Missa é celebrada -, é que podem proclamar o Evangelho. A outra é a própria norma, àqual somos obrigados, pelo direito, a aceitar.
Nunca, durante a Missa, um fiel, leigo oureligioso, ainda que seja ministro extraordinário da Eucaristia ou acólito instituído,deve proclamar o Evangelho!
Tampouco, pode ser proclamado o Evangelho de formadialogada, com papéis a desempenhar, exceto quando se tratar da Paixão do Senhor - noDomingo de Ramos e na Sexta-feira Santa.
Visão teológica da Missa e conseqüências práticas
Sobre a Missa, a lei da Igreja é clara em defini-la:
“Cân. 897 - Augustíssimo sacramento é a santíssima Eucaristia,
na qual se contém, se oferecee se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O sacrifício eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua
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