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PRINCIPAIS REGRAS LITÚRGICAS DESOBEDECIDAS NO BRASIL
Por Rafael Vitola Brodbeck 
Uso de ministros extraordinários da Comunhão Eucarística (MECE’s)
 
O sacerdote celebrante é quem deve distribuir a Comunhão.
Se o número de pessoas formuito grande, outros sacerdotes que estejam presentes à Missa, sem a celebrar, podem serconvocados para auxiliar na distribuição da Comunhão aos fiéis, ou os próprios diáconos queestejam servindo à Missa. Os sacerdotes e os diáconos são, pois, os ministros ordinários. Não oshavendo, o celebrante pode contar com ministros extraordinários, chamando os acólitos que oestejam auxiliando - sejam instituídos para esse ministério, sejam temporários (servos) paraaquela Missa em especial. Não havendo nem diácono, nem acólito instituído, nem servo, o padrepode chamar os fiéis, sejam religiosos ou leigos, que estejam na Missa. É recomendável, aliás,que esses fiéis já tenham recebido o devido treinamento doutrinário e litúrgico, tendo sidoinstituídos como ministros extraordinários da Comunhão Eucarística, pelo Bispo local. Na faltadesses fiéis já instituídos como ministros extraordinários, outros podem ser chamados, e que, nomomento apropriado da Missa, receberão uma bênção prevista no Missal Romano. 
Os fiéis
 , sejam eles religiosos ou leigos,
que estão autorizados como ministrosextraordinários da Eucaristia podem distribuir a Comunhão apenas quando não há sacerdotes, diáconos ou acólitos, quando o sacerdote está impedido por motivo dedoença ou idade avançada, ou quando o número de fiéis indo receber a Comunhão étão grande que tornaria a celebração da Missa excessivamente longa.
Por conseguinte,uma
atitude repreensível 
é aquela dos sacerdotes que, embora presentes na celebração,recusam-se a distribuir a Comunhão, deixando essa tarefa aos leigos.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Inestimabile Donum, 10)
 Em sentido estrito, os ministros extraordinários da Comunhão Eucarística (MECE’s) são fiéis, querleigos quer religiosos, que, depois de devida instrução, são instituídos pelo Bispo através de ummandato para auxiliar o sacerdote a distribuir a Sagrada Comunhão, quando necessário, e nascondições impostas pela lei litúrgica.
o devem estar no presbirio junto com osacerdote, pois não são concelebrantes nem têm a função de ajudar como acólitos ouservos, subindo ao altar somente se for preciso e na hora de distribuir a Comunhão
, i.e.,depois dos ministros comungarem. O termo, utilizado em seu sentido lato, aponta para todos os que não podem, ordinariamente,distribuir a Eucaristia, mas o fazem pelas necessidades, e observando as leis litúrgicas: acólitos,servos, MECE's, demais fiéis leigos ou religiosos (ministros ocasionais da Comunhão Eucarística). 
“... nas celebrações litúrgicas, cada qual, ministro ou fiel, ao desempenhar a sua função,
façatudo e só aquilo que, pela natureza da coisa ou pelas normas litúrgicas lhe compete
.” (Concílio Ecumênico Vaticano II, Constituição Sacrosanctum Concilium, 28)
 Os ministros extraordinários, como seu próprio nome faz entender,
podem ser usados emsituações muito especiais apenas
. A lei litúrgica que disciplina essas situações é bastanteclara: 
“Artigo 8 O ministro extraordinário da Sagrada Comunhão Os fiéis não-ordenados, já há tempos, vêm colaborando com os ministros sagrados, em diversosâmbitos da pastoral, para que o dom inefável da Eucaristia seja cada vez mais profundamenteconhecido e para que se participe da sua eficácia salvífica com uma intensidade cada vez maior. Trata-se de um serviço litúrgico que responde a necessidades objetivas dos fiéis, destinadosobretudo aos enfermos e às assembléias litúrgicas nas quais são particularmente numerosos osfiéis que desejam receber a sagrada comunhão. 
 
§ 1. A disciplina canônica sobre o ministro extraordinário da sagrada comunhão deve, porém, ser corretamente aplicada para não gerar confusão. Ela estabelece que ministros ordinários dasagrada comunhão são o Bispo, o presbítero e o diácono, enquanto é ministro extraordinário oacólito instituído ou o fiel para tanto deputado conforme a norma do cân. 230, § 3. Um fiel não-ordenado, se o sugerirem motivos de real necessidade, pode ser deputado pelo Bispodiocesano, com o apropriado rito litúrgico de bênção, na qualidade de ministro extraordinário, para distribuir a Sagrada comunhão também fora da celebração eucarística,
ad actum vel adtempus
 , ou de maneira estável. Em casos excepcionais e imprevistos, a autorização pode ser concedida
ad actum
pelo sacerdote que preside a celebração eucarística. § 2.
Para que o ministro extraordinário, durante a celebração eucarística, possadistribuir a sagrada comunhão, é necessário ou que não estejam presentes ministrosordinários ou que estes, embora presentes, estejam realmente impedidos.
Podeigualmente desempenhar o mesmo encargo quando, por causa da participação particularmentenumerosa dos fiéis que desejam receber a Santa Comunhão, a celebração eucarística prolongar-se-ia excessivamente por causa da insuficiência de ministros ordinários.Este encargo é supletivo e extraordinário e deve ser exercido segundo a norma do direito. Paraeste fim é oportuno que o Bispo diocesano emane normas particulares que, em íntima harmoniacom a legislação universal da Igreja, regulamentem o exercício de tal encargo. Deve-se prover,entre outras coisas, que o fiel deputado para esse encargo seja devidamente instruído sobre adoutrina eucarística, sobre a índole do seu serviço, sobre as rubricas que deve observar para adevida reverência a tão augusto Sacramento e sobre a disciplina que regulamenta a admissão àcomunhão. Para não gerar confusão,
devem-se evitar e remover algumas práticas
que há algum tempoforam introduzidas em algumas Igrejas particulares, como por exemplo: -
o comungar pelas próprias mãos
 , como se fossem concelebrantes; (...) -
o uso habitual de ministros extraordinários nas Santas Missas
 , estendendoarbitrariamente o conceito de
‘  
numerosa participação.’  (...) 
São revogadas as leis particulares e os costumes vigentes
 , que sejam contrários a estasnormas, como igualmente quaisquer eventuais faculdades concedidas
ad experimentum
pelaSanta Sé ou por qualquer outra autoridade a ela subalterna.O Sumo Pontífice, no dia 13 de Agosto de 1997, aprovou em forma específica a presenteInstrução, ordenando a sua promulgação.” (Cúria Romana, Instrução Acerca de AlgumasQuestões Sobre a Colaboração dos Fiéis Leigos no Sagrado Ministério dos Sacerdotes)
 Dessa forma, o
sacerdote celebrante é quem deve distribuir a Sagrada Comunhão
.Necessitando de ajuda, em face de sua pouca saúde ou do número excessivo de comungantes,quem o deve auxiliar são outros sacerdotes presentes, ainda que não concelebrantes, e diáconosque estejam servindo à Missa. São esses os ministros ordinários.
Necessitando, além desses,de mais ministros para a distribuição da Comunhão Eucarística, ou não havendoministros ordinários, chame o sacerdote celebrante ministros extraordinários
: acólitos;servos; fiéis leigos ou religiosos instituídos pelo Bispo - MECE's (ministros extraordinários daComunhão Eucarística) -; ou fiéis leigos ou religiosos que, estando presentes à Missa, sedestaquem por sua piedade e conhecimentos litúrgicos e doutrinários, recebendo estes a bênçãoprópria - ministros ocasionais da Comunhão Eucarística.
 “Somente por verdadeira necessidade se recorra ao auxilio de ministros extraordinários, nacelebração da Liturgia. Porque isto não está previsto para assegurar uma plena participação aosleigos, mas sim que, por sua natureza, ou suplementação e provisoriedade.” (Sagrada
 
Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Instrução RedemptionisSacramentum, 151) “Se habitualmente há número suficiente de ministros sagrados também para a distribuição dasagrada Comunhão, não se podem designar ministros extraordinários da sagrada Comunhão.
Emtais circunstâncias, os que têm sido designados para este ministério, não o exerçam.
Reprove-se o costume daqueles sacerdotes que, a pesar de estar presentes na celebração,abstém-se de distribuir a Comunhão, delegando esta tarefa a leigos. O ministro extraordinário dasagrada Comunhão poderá administrar a Comunhão
 somente na ausência do sacerdote oudiácono, quando o sacerdote está impedido por enfermidade, idade avançada, ou por outra verdadeira causa, ou quando é tão grande o número dos fiéis que se reúnem àComunhão, que a celebração da Missa se prolongaria demasiado.
(...) O Bispo diocesanoexamine de novo a praxe nesta matéria durante os últimos anos e, se for conveniente, corrija-aou a determine com maior clareza.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dosSacramentos, Instrução Redemptionis Sacramentum, 157-158, 160) 
Devem os MECE´s comungar das mãos do sacerdote
, receber as partículas dele,
nemsequer abrir o tabernáculo ou dele retirar Jesus Eucarístico
. Sua função
é distribuir aEucaristia, e não auxiliar o sacerdote no altar
. Não participem, então, da Missa, junto com opadre, e sim, com os fiéis, fora do presbitério.
Esperem sua hora após a comunhão dosacerdote. Não devem, outrossim, participar da procissão de entrada.
 Para auxiliar o padre, basta o diácono, o acólito ou outro servo. 
Os vasos sagrados são purificados pelo Sacerdote ou pelo Diácono ou pelo acólitoinstituído
depois da Comunhão ou da Missa, na medida do possível junto à credência. A purificação do cálice é feita com água, ou com água e vinho, a serem consumidos por aquele que purifica o cálice. A patena seja limpa normalmente com o sanguinho. Cuide-se que o Sangue deCristo que eventualmente sobrar após a distribuão da Comunhão seja tomado logointegralmente ao altar.” (Instrução Geral do Missal Romano, 279)
 Exclui-se, vemos, a possibilidade, infelizmente disseminada, de que os ministros extraordináriosda Comunhão Eucarística possam purificar os vasos usados na Missa. 
 As leituras das passagens do Evangelho estão reservadas para o ministro ordenado
 ,nomeadamente o diácono ou o sacerdote.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e aDisciplina dos Sacramentos. Instrução Inestimabile Donum, 2)
 O Evangelho, como toda a Escritura, contém a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, o próprioCristo, Deus feito homem. Mais ainda do que outros trechos da Bíblia, o Evangelho é a narraçãodas palavras e dos feitos de Jesus, Nosso Senhor. Eis a razão de que quem o proclame deva serum ministro a Ele unido sacramentalmente pela Ordem: é Cristo quem proclama o Evangelhoatravés do padre ou do diácono; é Cristo quem proclama Sua própria vida e Suas própriaspalavras, mediante os ministros ordenados. Essa é uma das razões pelas quais só o sacerdoteou, melhor ainda, se houver, o diácono - pela tradição litúrgica presente em todos os ritos nosquais a Missa é celebrada -, é que podem proclamar o Evangelho. A outra é a própria norma, àqual somos obrigados, pelo direito, a aceitar.
Nunca, durante a Missa, um fiel, leigo oureligioso, ainda que seja ministro extraordinário da Eucaristia ou acólito instituído,deve proclamar o Evangelho!
Tampouco, pode ser proclamado o Evangelho de formadialogada, com papéis a desempenhar, exceto quando se tratar da Paixão do Senhor - noDomingo de Ramos e na Sexta-feira Santa. 
Visão teológica da Missa e conseqüências práticas
 Sobre a Missa, a lei da Igreja é clara em defini-la: 
“Cân. 897 - Augustíssimo sacramento é a santíssima Eucaristia,
na qual se contém, se oferecee se recebe o próprio Cristo Senhor e pela qual continuamente vive e cresce a Igreja. O sacrifício eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua
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