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666 - A Segunda Besta Do Apocalipse

666 - A Segunda Besta Do Apocalipse

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A segunda besta do Apocalipse, popularmente conhecida pelo seu número 666, tem sido motivo de confusão em razão da ignorância bíblica, aumentada pelas espetaculares produções cinematográficas que gostam de tocar neste assunto com toda a liberdade. Há aqueles que se ufanam em apontar, em nossos tempos, algum "anti-Cristo", ao qual podem ser atribuídas as características descritas no Apocalipse e, com inquieta curiosidade, especulam sem cessar, com audaz atrevimento, mas sem fundamentar as supostas coincidências encontradas por eles. E não apenas sobre a besta, mas sobre todos os símbolos usados nesse livro, buscam encontrar "a verdade" nos sinais de nossos tempos, sendo que o autêntico significado está amarrado a um certo tempo, dentro de contextos históricos, alheios ao nosso tempo.
Meu interesse ao escrever este artigo é desenvolver uma breve exegese sobre a perícope dp "falso profeta ao serviço da Besta", a fim de esclarecer a partir do ponto de vista exegético o verdadeiro significado dessa passagem bíblica. O exercício exposto neste artigo foi realizado de maneira pessoal, mantendo-me sempre no âmbito da "sã doutrina" da nossa Igreja Católica e na linha de nossa exegese contemporânea.
A segunda besta do Apocalipse, popularmente conhecida pelo seu número 666, tem sido motivo de confusão em razão da ignorância bíblica, aumentada pelas espetaculares produções cinematográficas que gostam de tocar neste assunto com toda a liberdade. Há aqueles que se ufanam em apontar, em nossos tempos, algum "anti-Cristo", ao qual podem ser atribuídas as características descritas no Apocalipse e, com inquieta curiosidade, especulam sem cessar, com audaz atrevimento, mas sem fundamentar as supostas coincidências encontradas por eles. E não apenas sobre a besta, mas sobre todos os símbolos usados nesse livro, buscam encontrar "a verdade" nos sinais de nossos tempos, sendo que o autêntico significado está amarrado a um certo tempo, dentro de contextos históricos, alheios ao nosso tempo.
Meu interesse ao escrever este artigo é desenvolver uma breve exegese sobre a perícope dp "falso profeta ao serviço da Besta", a fim de esclarecer a partir do ponto de vista exegético o verdadeiro significado dessa passagem bíblica. O exercício exposto neste artigo foi realizado de maneira pessoal, mantendo-me sempre no âmbito da "sã doutrina" da nossa Igreja Católica e na linha de nossa exegese contemporânea.

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Published by: Wellington Campos Pinho on Mar 04, 2009
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666 - A SEGUNDA BESTA DO APOCALIPSE
Por P. Miguel Ángel Fuentes / Mauricio Israel Pérez López Tradução: Carlos Martins NabetoFonte: www.iveargentina.org
- Meu nome é J. e tenho uma grande preocupação acerca do Apocalipse. Ocorre que na Internet conheço uns irmãos separados, adventistas, e eles dizem que suasinterpretações sobre a Besta do 666 apontam para o Papa e que este é o anticristo, porque a soma das letras de diversos modos de se dizer 'Papa' em latim resulta em666, e dizem também que a Igreja Católica é a Besta; eu, porém, não sei o que dizer, pois eles me oferecem a prova e eu não tenho nada. Estou certo de que deve haver uma outra interpretação e espero que você me dê, para que eu possa explicar-lhes edefender-me. Obrigado por tudo e espero a sua contestação. Atenciosamente.* * *
Estimado: ofereço a contestação enviando-lhe este artigo. Ao final, você poderá encontrar asreferências.
PREÂMBULO
A segunda besta do Apocalipse, popularmente conhecida pelo seu número 666, tem sido motivode confusão em razão da ignorância bíblica, aumentada pelas espetaculares produçõescinematográficas que gostam de tocar neste assunto com toda a liberdade. Há aqueles que seufanam em apontar, em nossos tempos, algum "anti-Cristo", ao qual podem ser atribuídas ascaracterísticas descritas no Apocalipse e, com inquieta curiosidade, especulam sem cessar, comaudaz atrevimento, mas sem fundamentar as supostas coincidências encontradas por eles. E nãoapenas sobre a besta, mas sobre todos os símbolos usados nesse livro, buscam encontrar "averdade" nos sinais de nossos tempos, sendo que o autêntico significado está amarrado a umcerto tempo, dentro de contextos históricos, alheios ao nosso tempo.Meu interesse ao escrever este artigo é desenvolver uma breve exegese sobre a perícope dp
"falso profeta ao serviço da Besta" 
, a fim de esclarecer a partir do ponto de vista exegético overdadeiro significado dessa passagem bíblica. O exercício exposto neste artigo foi realizado demaneira pessoal, mantendo-me sempre no âmbito da "sã doutrina" da nossa Igreja Católica e nalinha de nossa exegese contemporânea.
CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS
Para começar este trabalho exegético, considero importante explicar os elementos que servemcomo matérial sólido (e correto) para interpretar esta passagem. O texto bíblico é retirado daedição brasileira da Bíblia de Jerusalém.
GÊNERO LITERÁRIO
O Livro da Revelação, ou Apocalipse de João, corresponde precisamente ao gênero literário"apocalíptico". Este gênero floresceu na literatura hebraica por quatro séculos, a partir do séc. IIa.C. até o séc. II d.C.. A apocalíptica depende da literatura profética e da sapiencial. Porém,diferentemente da literatura profética, onde o elemento essencial é "a palavra", na apocalíptica oelemento essencial é "a visão". Outra característica do gênero apocalíptico é o uso abundante desímbolos.A estrutura de um Apocalipse dá-se sempre nestas três fases:1. Uma etapa de opressão ao Povo de Deus.2. Uma etapa de castigo e destruição do inimigo.
 
3. Uma etapa de libertação, vitória e domínio do Povo de Deus.É importante distinguir o ensinamento existente por detrás da "visão", do relato que narra "avisão" no Apocalipse. O conteúdo apocalíptico é escatológico ao invés de histórico, motivo peloqual seu ensino perdura até o fim dos tempos. No entanto, ao ser histórico, seu relato sempre serefere a um tempo concreto imediato, pois que escrito em um tempo de forte opressão. É sobesta ótica que o Apocalipse deve ser interpretado (e, conseqüentemente, a interpretação daperícope neste artigo) se queremos ter um entendimento correto de seu significado. Nãoobstante, mediante uma boa hermenêutica, podemos fazer uma atualização de seu conteúdodoutrinário.No Primeiro Testamento [A.T.] encontramos literatura apocalíptica em Is., Ez., Jl, Zac. e Dan. NoNovo Testamento, encontramos textos apocalípticos em Mc., Mat. e Luc., quando narram odiscurso escatológico de Jesus; em algumas passagens paulinas, nas epístolas aosTessalonicenses e na 1Coríntios; e, evidentemente, no Apocalipse.
CHAVES DE INTERPRETAÇÃO
Para entender não apenas o conteúdo da perícope que analiso neste artigo, mas de todo oconteúdo do Apocalipse de João, é necessário primeiro conhecer o conteúdo e os símbolos doApocalipse contidos no livro do profeta Daniel. Por sua vez, para entender os símbolos de Daniel,é preciso conhecer e entender os símbolos usados pelo profeta Ezequiel. Isso é de fundamentalimportância, pois ao compreender os simbolismos de Ez. e Dan. a exegese do Apocalipse de Joãoresulta em um processo mais simples e natural. Fazer uma revisão e oferecer uma interpretaçãodesta simbologia fica fora do escopo deste trabalho. Faço menção, contudo, para que o estudiosoque quiser possa aprofundar no tema por conta própria.Da mesma forma, no caso desta perícope, é imprescindível compreender o significado daPrimeira Besta, descrita na perícope anterior. Sobre isso, detalharei em separado, no item
"OContexto Imediato" 
.Os Apocalipses são desenvolvidos em uma época de opressão. No caso concreto do Apocalipse deJoão, este foi escrito no ano 95, segundo geralmente se pensa. Nesse tempo, Domiciano exigia o"culto imperial" ainda mais que seus predecessores Vespasiano e Tito. É neste contexto históricoonde devemos buscar o verdadeiro significado dos simbolismos empregados por João.
NUMEROLOGIA APOCALÍPTICA
Todos os números usados no Apocalipse têm um significado específico. Conhecê-los ajuda aentender os símbolos do texto. Para interpretar a perícope que nos interessa, convém conheceros seguintes:
Número / Significado
2 - Usado para dar solidez, para reforçar; p.ex.: 2 testemunhas, 2 chifres3 - Perfeição6 - Um a menos que o 7; significa imperfeição7 - Plenitude666 - 3 vezes 6, isto é, a perfeita imperfeição, a imperfeição plena
A PERÍCOPEO falso profeta a serviço da Besta (Ap. 13,11-18)
 
(11) Vi depois outra Besta sair da terra: tinha dois chifres como um Cordeiro, mas falava comoum dragão. (12) Toda a autoridade da primeira Besta, ela a exerce diante desta. E ela faz comque a terra e seus habitantes adorem a primeira Besta, cuja ferida mortal tinha sido curada. (13)Ela opera grandes maravilhas: até mesmo a de fazer descer fogo do céu sobre a terra, à vistados homens. (14) Graças às maravilhas que lhe foi concedido realizar em presença da Besta, elaseduz os habitantes da terra, incitando-os a fazerem uma imagem em honra da Besta que tinhasido ferida pela espada, mas voltou à vida. (15) Foi-lhe dado até mesmo infundir espírito àimagem da Besta, de modo que a imagem pudesse falar e fazer com que morressem todos osque não adorassem a imagem da Besta. (16) Faz também com que todos, pequenos e grandes,ricos e pobres, livres e escravos recebam uma marca na mão direita ou na fronte, (17) para queninguém possa comprar ou vender se não tiver a marca, o nome da Besta ou o número do seunome.(18) Aqui é preciso discernimento! Quem é inteligente calcule o número da Besta, pois é umnúmero de homem: seu número é 666!
DELIMITAÇÃO
Contexto Imediato
A perícope de
"O falso profeta a serviço da Besta" 
está delimitada pelas perícopes
"O Dragãotransmite seu poder à Besta" 
(12,18-13,10) e
"Os resgatados do Cordeiro" 
(14,1-13).
O Dragão transmite seu poder à Besta (12,18-13,10)
Nesta perícope, João vê surgir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e em seuschifres dez diademas, e em suas cabeças títulos blasfemos. A besta do mar era semelhante auma pantera com patas de urso e mandíbulas de leão, e recebeu do Dragão seu poder, seu tronoe grande poderio (cf. 13,1-3). As pessoas se prostravam perante o Dragão e a besta, a quemadoravam (cf. 13,4-8). João conclui advertindo:
"Se alguém tem ouvidos, ouça: se alguém estádestinado à prisão, irá para a prisão; se alguém deve morrer pela espada, é preciso que morra pela espada" 
(13,9-10)
.
"O mar" é, na literatura oriental, um elemento associado ao caos, ao abismo, à rebelião. Adescrição da besta é semelhante à visão das quatro bestas de Dan. 7,3-8. Ao situar o texto emseu contexto histórico, o mais coerente é relacionar esta besta que surge do mar com o ImpérioRomano, de grande poderio e avassaladora extensão, protótipo de todos os poderes que selevantarão contra a Igreja através dos séculos.Os dez chifres e as dez diademas representam dez reis romanos. As sete cabeças com títulosblasfemos simbolizam sete imperadores. Deve-se notar que os números usados são símbolos detotalidade.O poder da besta se estende sobre toda raça, povo, língua e nação, e provém do Dragão. Damesma forma, o Império Romano ia se expandindo cada vez mais. O versículo 3 menciona umacabeça ferida de morte, porém curada, a qual pode ser uma alusão a um momento certo em queo Império Romano se viu em perigo, porém subsistiu. Outros autores preferem entender aquiuma menção à lenda segundo a qual Nero, após suicidar-se, regressaria para tomar o poder deRoma.A Besta profere com sua boca blasfêmias contra Deus, move guerra aos santos, é adorada portodos os habitantes da terra cujos nomes não estão escritos, desde a Criação do mundo, no livrodo Cordeiro imolado. O Império Romano perseguia ardentemente os cristãos pelo fato destes, porsua única fé em Cristo Jesus, negarem-se a prestar culto tanto ao Império quanto a César.Esta situação de rejeição a Deus e cruel perseguição requer
"a paciência e a fé dos santos" 
.Entender que esta besta do mar represento o Império Romano é, talvez, a pista mais sólida parase entender a segunda besta, surgida da terra, como explicarei a seu tempo.

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