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00_Manejo de Sistemas Agrícolas para Seqüestro de Carbono no Solo

00_Manejo de Sistemas Agrícolas para Seqüestro de Carbono no Solo

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Aplicação e Evolução dos Métodos Moleculares no Estudo da Biodiversidade do Rizóbio
Capítulo12
Manejo de Sistemas Agrícolaspara Seqüestro de Carbono no Solo
Segundo UrquiagaCláudia Pozzi JantaliaLincoln Zotarelli Bruno José Rodrigues Alves Robert Michael Boddey 
Introdução
A maioria dos solos tropicais e subtropicais que compreendem aagricultura brasileira é de baixa fertilidade, e, nesses solos, a matériaorgânica (MOS) tem um papel preponderante na maioria das propriedadesfísicas, químicas e biológicas do solo, relacionadas com a retenção edisponibilidade de nutrientes, e outras características que afetam ocrescimento vegetal como um todo.No passado, a busca da “produtividade a qualquer custo” e autilização freqüente de tecnologias inadequadas, ou irracionalmente
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aplicadas, acarretaram em aspectos negativos, tais como a erosão dacamada superficial do solo, o drástico empobrecimento da MOS(promovida pela movimentação intensiva do solo pela aração, gradagem,etc.), aumento de pragas e doenças favorecido pelas monoculturas, esérios distúrbios na biodiversidade causados pelo crescente uso depesticidas agrícolas (alguns de alta persistência no ambiente). Assim,hoje, para manter os rendimentos das culturas, os produtores precisamdo uso de maiores quantidades de insumos, chegando-se a situaçõeseconomicamente insustentáveis, sem considerar o crescente danoambiental. Mas, de todos os fatores negativos mencionados, os maispreocupantes são a erosão e a perda da MOS.Por sua vez, o solo é considerado a terceira maior reserva decarbono (C) do planeta, e como a agricultura é a principal atividaderelacionada com o uso do mesmo, estudos intensos vêm sendo condu-zidos em diversas latitudes visando ao desenvolvimento de tecnologiasque permitam recuperar e/ou aumentar os estoques de C (seqüestro),contribuindo para reduzir os níveis de CO
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da atmosfera, um dosprincipais responsáveis pelo aquecimento global (efeito estufa) que estáafetando o clima da terra. Assim, como a principal via de ingresso do Cderivado do CO
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da atmosfera para o solo é a fotossíntese vegetal, osresíduos das culturas são a principal fonte de C orgânico no solo. Deve-se destacar que diversos estudos têm indicado que, no final, o manejodado ao solo (preparo do solo e rotação de culturas) é o fatordeterminante no estoque ou seqüestro de C orgânico no solo.Estudos recentes sobre seqüestro de C no solo (LAL, 1997) enfocamesse elemento de forma isolada, estudando sua dinâmica de maneiraindependente, sem levar em consideração a interação com outrosnutrientes que, no caso de solos tropicais, a baixa disponibilidade destesafeta o crescimento vegetal e a incorporação de resíduos orgânicos nosolo. Um dos elementos que mais influi no crescimento vegetal é o N,que normalmente se apresenta em baixa disponibilidade nos solostropicais, sendo necessária a aplicação de N-fertilizante, ou, quandopossível, por meio do uso de adubos verdes empregando-se espéciesleguminosas de alta eficiência de fixação biológica de nitrogênio (FBN).Esta última fonte de N está tomando cada vez maior importância,especialmente em sistemas de rotação de culturas, que, junto com o
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sistema plantio direto (PD), diferente do sistema de preparo convencional(PC) com aração do solo, ajuda a preservar a MOS.Este trabalho está baseado na palestra
Importancia del N en laacumulación de materia orgánica del suelo en sistemas agricolas bajo siembra directa y labranza convencional del suelo 
que o primeiro autorapresentou no XV Congresso Latino-americano da Ciência do Solo, emCuba, em 2001, e dá ênfase a resultados de pesquisa, relacionados comsistemas agrícolas que favorecem o aumento da MOS e, portanto, oacumulo de C orgânico no solo.
Algumas características da MOSrelacionadascomsua estabilidade e queafetamoconteúdo de C orgânico do solo
No processo de decomposição de resíduos de colheitas, para aformação da MOS ou húmus, os primeiros componentes do húmus queaparecem se originam dos compostos resistentes dos vegetais superioresque foram modificados por reações bioquímicas, dando origem acompostos ainda mais resistentes ao ataque microbiano, sendo os maisabundantes os compostos modificados da lignina. Muitos dos compostosdo húmus, especialmente os grupos aromáticos associados com ligninas,taninos, melaninas e os ácidos húmicos, são passíveis de reagir comcompostos protéicos, protegendo assim o N orgânico do ataquemicrobiano. Nesse sentido, os resíduos vegetais que mais contribuem naformação de húmus são aqueles que apresentam maior grau de lignificação,e que ao mesmo tempo apresentem adequada disponibilidade denutrientes, especialmente N. Diversos estudos têm indicado que, emboraa MOS possa ter origens diferentes, a sua composição química é bastanteestável, e, dentro disso, destaca-se a relação C/N (STEVENSON, 1994).Geralmente, os solos argilosos apresentam maiores conteúdos deMOS, e esse fenômeno está associado à característica protetora daargila contra a degradação dos compostos orgânicos nitrogenados e,por sua vez, à MOS. Dentre os principais mecanismos destaca-se aadsorção dos compostos orgânicos pela fração mineral do solo, princi-palmente relacionada com o conteúdo de argila (BALESDENTetal.,
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