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Krishnamurti - Diálogos com Jovens Estudantes

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Krishnamurti - Diálogos com Jovens Estudantes
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11/14/2013

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 Tradução e ilustração original de:
Amadeu Duarte
 
1º Diálogo realizado emSaanen, 21 Julho 1970
K-É suposto isto ser um encontro com os mais jovens.Gostaria de os ver sentados á frente... Começaria por lhesperguntar (aos mais jovens, e não aos da minha idade)sobre o que gostariam de conversar nesta manhã, a fim deo podermos empreender juntos.P- Será que o estado de completa atenção implicará umatotal indiferea por tudo aquilo que nos rodeia àexcepção daquilo com que nos defrontamos?K-Se a atenção implica indiferença total para com todasas coisas que ocorrem ao nosso redor...
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P-Não, para com todas as coisas com que não nosdefrontamos no momento.K-É sobre isso que querem conversar? Esbem, oimporta. Deixemos que sejam colocadas uma meia dúziade questões e depois logo veremos o que daí resultará.P-Penso que uma grande parte de nós se preocupa comproblemas sociais, não somente o problema da fome masigualmente muitos outros de carácter urgente- pessoascapazes de construir bombas para destruir os outros, aatitude dos homens com relão aos negócios e áinstria... Todos esses problemas, necessitam desoluções urgentes, penso eu. Mas seque podemosrealmente esperar até que todos passem por umarevolução pessoal, a fim de procedermos a um outrogénero de revolução?K-Há demasiada necessidade de reformas a nível social. Omundo dos negócios completamente corrupto, a injustiçasocial e variados outros problemas da sociedade que seespera possam aguardar até que cada indivíduo- vós- sejalivre das suas próprias limitações, tristezas e sofrimento...Mais alguma questão?P-Bem, será que um indivíduo completamente diferente,quer dizer, um indivíduo completamente íntegro, poderáperceber um mesmo facto, do mesmo modo, ou essa suapercepção será diferente?K-Se um indivíduo livre será diferente de outro, ou sediferirá nas suas actuações. Mais alguma?P-Há um problema com que alguns de nós se debatem: oque fazer das nossas vidas.K-Alguns de s preocupam-se com o que fazer dasnossas vidas. Somos novos e começamos a ter noção dasdificuldades e da corrupção, das várias formas de luta queocorrem no mundo, etc. Que havemos de fazer? É isso?P-O senhor fala em destruir a brecha existente entre nóse o mundo a fim de anularmos a distião entre oobservador e o observado, ou o pensamento, que pornatureza é divisivo. Além disso falou sempre em termos de
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visão, que penso pretender referir os sentidos- aquele quemais propicia a distância. Encontramo-nos muito perto dedeterminada coisa e se pudermos tocamo-la ou cheiramo-la, ou provamo-la, ou então olhamo-la. Porém, interrogo-me se poderemos encurtar também a brecha, excepto naactuação- quando compreendemos o mundo da acção- aoins de nos retirarmos para olhar essa coisa. Olharobriga-nos sempre a uma retirada.K-Corrigi-me se repito a questão de modo errado, porfavor: Se a anulação da brecha existente entre oobservador e o observado não implicará um certo tipo deretiro do mundo. Se não será muito mais fácil e maisexacto, determinante envolver-nos com uma acção quenos conduza face a face com essa divisão. Além dissopodemos observar- já que a minha visão é mais difícil- senão será mais fácil estabelecer uma ponte entre oobservador e o observado quando existe contacto directodo que pela acção directa. Exactamente, não será? Haveráquem queira colocar mais questões?P-Não existirá perigo na questão da cessação dopensamento? Não poderá falar sobre isso do ponto devista da funcionalidade biológica?K-Se não poderemos discutir a questão da cessação dopensamento e das suas actividades, na relação que temcom o funcionamento biogico, ou seja com a actualexistência física. Certo?P-Por vezes, quando sinto ter conseguido algumaconsciência, quase parece que as relações sociais perdemo sentido... (Inaudível)K-Peço desculpa mas não compreendi a pergunta.P-Eu simplifico. Quando por vezes me sinto desperto econsciente, tenho noção de que as inter-relações sociaissão bastante destituídas de sentido...K-Ou seja, quando sinto ter uma maior consciência ouatenção- diz o interlocutor- sinto que as inter-relõessociais são destituídas de sentido. Já não chega?P-Tratemos da questão daquilo em que consiste abenção. Gostaria de saber se, neste mundo com toda a
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