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Um museu, uma exposição, um livro: alamos da reabertura ao público da Casa Verdades deFaria, Museu da Música Portuguesa; da exposição
Cascais em 1755: do Terramoto à Recons-trução
; e do livro
Cascais há 5000 anos
, que constituem as propostas que meritoriamente sedestacam na área da cultura para os próximos meses de Novembro e Dezembro, resultantes deiniciativas que tiveram lugar no nal do mês de Outubro.Uma primeira palavra para a reabertura da Casa Verdades de Faria, acontecimento do qual nosorgulhamos por duas ordens de razões: em primeiro lugar, porque ocorre após ter sido alvo deum proundo processo de obras de consolidação estrutural e de restauro do seu rico patrimónioazulejar e de artes decorativas, características que azem deste imóvel um dos mais bonitosexemplares da arquitectura dita de veraneio, com projecto da autoria do arquitecto Raul Lino, eque agora pode ser revisitado e justamente apreciado.No momento em que se assinalam os 250 anos do Terramoto de 1755, a maior catástroenatural ocorrida em Portugal e simultaneamente a primeira catástroe de dimensão europeianos tempos modernos, a Câmara Municipal de Cascais, em parceria com o Serviço Nacionalde Bombeiros e Protecção Civil, apresenta no Centro Cultural de Cascais a exposição
O Ter-ramoto de Lisboa em 1755
, complementada pela exposição
Cascais e o Terramoto de 1755
.Seguida da edição de um volume homónimo, estas duas acções resultam do excelente trabalhodesenvolvido pelo Arquivo Histórico Municipal em torno da pesquisa, compilação e transcriçãode todos os documentos históricos que, a nível nacional, contêm dados sobre o eeito da heca-tombe em Cascais, actualizando-se, corrigindo-se e, sobretudo, ampliando-se o valioso legadode Ferreira de Andrade.De grande ôlego é a obra
Cascais há 5000 anos
, volume editado na sequência da exposiçãohomónima patente durante 2004 no Museu Nacional de Arqueologia. As qualidades dos textosdos diversos investigadores participantes e a excelência do trabalho do coordenador e académi-co Victor S. Gonçalves, azem desta obra um marco da historiograa cascalense e um contributoessencial para a estruturação do programa do uturo Museu Municipal de Arqueologia na áreada Pré-história.Uma última palavra para realçar uma novidade que já terá chamado a atenção do leitor: a novaimagem da nossa agenda. Mais do que uma alteração estética, procurámos tornar a consulta daprogramação mais rápida e eciente e a leitura dos textos mais agradável.É, pois, com renovada energia que damos as boas-vindas ao Inverno.Antonio d’Orey CapuchoPresidente da Câmara MunicipalAna Clara JustinoVereadora do Pelouro da Cultura
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