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Teoria Clássica e Pluralista das Elites

Teoria Clássica e Pluralista das Elites

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09/28/2013

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Sociologia Política
Ana Sousa
 
As teorias «clássica» e «pluralista» das elites: as premissas de base.
 
O estudo empírico das elites políticas - o «estado da arte».
«Qual o interesse de estudar o recrutamento e as atitudes das elitespolíticas? Exponha e analise criticamente as premissas essenciais da teoriaclássica das elites. Por último identifique alguns dos traços essenciais doperfil da elite ministerial da democracia portuguesa.»
As elites políticas são um objecto essencial de análise para entender a aplicação e validade doconceito de democracia nos Estados-nação, sob duas questões fundamentais de análise: primeiro, arelação entre as elites e a sociedade comum, a relação entre a minoria e a maioria, governantes egovernados. Isto é, como é feita a distribuição de poder. Está concentrado na minoria? Ou asminorias estão sujeitas à aprovação da maioria? A segunda questão fulcral a ser analisada é orecrutamento das elites. Isto é, ainda que realmente exista uma elite poderosa, a facilidade deacesso a estes cargos de elite leva a que não se forme uma elite homogénea, que favorece sempre osmesmos interesses, e daí o poder de Governo desta elite não é necessariamente prejudicial àdemocracia, uma vez que nela estão representadas várias camadas da população. Será que isto severifica empiricamente? Ou é uma mera visão normativa, idealista?Neste sentido os autores concentraram-se em torno de duas visões opostas das elites. O sociólogoamericano C. Wright Mills, em
 A Elite do Poder 
, considerou a visão mais
“pessimista” do papel das
elites, constatando que por trás da fachada democrática, cristalizou-se o domínio de uma elite quemonopolizava todas as decisões-chave. Estas elites eram constituídas principalmente por trêsgrupos: grandes capitalistas, líderes políticos e chefes militares, que ao invés de formarem trêselites distintas que concorriam de uma forma plural, formavam apenas uma elite única, quegeravam uma visão do mundo unificada e partilhavam os mesmos interesses, unidos sob uma teiade relações entre os três grupos (militares e políticos aposentados ingressavam em conselhos deempresas; capitalistas e oficiais ocupavam postos no Governo; os integrantes das elites provinhamdas mesmas escolas e faculdades, frequentavam os mesmos espaços sociais,
casavam entre si…),
levando a que cada um, ao tomar uma decisão, levasse em conta os interesses dos outros. Aperspectiva de Mills aproxima-se da denúncia marxista, quanto ao carácter meramente formal dademocracia, e a maioria da população estava excluída das decisões mais importantes, e submetidaao domínio inconsciente das elites. A abordagem de Mills distingue-se das dos teóricos clássicoselitistas na medida em que Pareto, Mosca e Michels o fazem numa perspectiva de confrontação como ideal democrático, negando a possibilidade da sua efectivação, enquanto Mills o faz comoacusação à democracia (em vez de invalidação da mesma) de não cumprir com a promessa deGoverno do povo, visando aquele que considero ser o objectivo essencial do estudo de toda aCiência Política, e particularmente das elites
o aprimoramento da Democracia, reconhecendo assuas limitações e procurando ultrapassar os desafios à efectivação deste conceito.A perspectiva contrária tem em Robert Dahl o seu expoente máximo. Este autor reserva o termo
“democracia” para um ideal que raramente é concretizado no mundo real (e nunca em
agrupamentos tão numerosos e complexos como os Estados-nação modernos), sendo que designa oestado em que a maior parte das sociedades se encontram
o de aproximação à noção ideal de

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