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CAPITAL
 
PÁG.C2
o estado de s. paulo
32º
Edição de
1h40
MÁX.
Frentefria
provocaaumentodenuvensetemporalàtarde.
●●●
Oquadrodacriseémaiscomplexodoqueogovernobrasileiroadmite.Aaçãoanticí-clicaterádesermaiscalibrada,commaisinvestimentos,maisapoioàexportaçãoemenosgastoscorrentes.
PÁG.A3
MÍN.
Hoje:204páginasA.
1ºcaderno:20
B.
Economia:16
C.
Metrópole:8
D.
Caderno2:12
Guia:116
E.
Esportes:4
H.
GuiaIR2009:12
CC.
Construção:12
Cl.
Clas-sificados:4(226anúncios)
22º
SãoPaulovencenaLibertadoresLuladefendeaumentodegasto
MiltonHatoum
Elenãoviviaassim
DIRETOR:
Semsoluçãoàvista
NelsonMotta
Bombaiméaqui
Ex-adjuntodaSegurançacontrariouparecertécnicoAbortoemmeninade9anoslevaaexcomunhãoTassoquerpréviasedizque‘políticaotemfila
MUDANÇANOPODER–
NoPlanalto,funcionáriodetransportadoralevaquadros:palácioseráfechadoparareformaeLuladespacharánoCentroCulturalBancodoBrasil.
PÁG.A10
●●
Hojeeleéatoreganhafortuna,masfuieuquelheensineiaamar.
PÁG.D12
●●
Todososcuidadosaseremtomadosparanãocairnamalhafina.
Estadosnãoterãoverbadopacotehabitacional
OsenadortucanoTassoJereis-sati (CE) avalia, em entrevistaao
Estado
, que oPSDB deverárealizarpréviasparaescolherocandidato à Presidência em2010. Indagado se a vez agoranão seria do governador JoséSerra (SP), Tasso cita o casodosEstadosUnidos,ondeBara-ck Obama se tornou candidatodo Partido Democrata à CasaBranca após vencer as préviasdevirada.“Políticanãotemfila.Tem acordo ou voto”, afirma osenador.
PÁG.A8
ESPORTES
●●
OSãoPaulobateuoAmé-rica de Cali por 3 a 1, na Co-lômbia, e assumiu a lideran-ça do grupo 4 da Libertado-res. No Corinthians, Ronal-dopedeparasertitularcon-traoPalmeiras.
PÁGS.E1eE2
GUIAESPECIAL
IMPOSTODERENDA
Governodesistedeprivatizaraeroportos
PropostadeaberturadocapitaldaInfraerotambéméengavetada
●●●
OpresidenteLuladisseaem-presáriosqueogovernonãopre-tendefazereconomiaparaenfren-taracrise.Asaída,paraele,éin-vestir“comousadia”.
PÁG.B3
RUY MESQUITA
RIO:
ENTREGUES PELO TRÁFICO
Lauro Malheiros Neto, ex-se-cretário adjunto da SegurançaPública de São Paulo, contra-riouparecerdaassessoriajurí-dica da pasta, ao reintegrar naPolícia Civil três investigado-resdemitidosporextorsão.Ma-lheiros é acusado de cobrar R$100mildecadaumparapromo- vera reintegração. Oex-secre-tárioatribuiasdenúnciasapoli-ciais que ficaram insatisfeitoscommudançasocorridasnacú-puladainstituição.
PÁG.C1
●●
Cincoendereçosquevalemabalada.
O governo abandonou a pro-messa de privatizar aeropor-toseabrirocapitaldaInfraero– anunciada várias vezes peloministrodaDefesa,NelsonJo- bim, como decisão oficial. Amudança de rumo foi sinaliza-da ontem, com a contratação,peloBNDES,deumaconsulto-riapararealizarestudostécni-cos sobre a reestruturação daInfraero–estatalqueadminis-tra 67 aeroportos. A previsãode conclusão dos estudos émaio de 2010, ano de campa-nhaeleitoral,épocaemquedifi-cilmente alguma privatizaçãoserá levada adiante. O presi-dentedoBNDES,LucianoCou-tinho, atribuiu a mudança deposição do governo à crise fi-nanceiramundial,quealimen-ta incertezas quanto à viabili-dadedecaptardinheiropriva-doparaagestãodeaeroportoscomoodeViracoposeodoGa-leão. “Neste momento, infeliz-mente, o horizonte é difícil”,disse Coutinho. Já o presiden-tedaInfraero,brigadeiroCleo-nilson Nicácio da Silva, afir-mou que a abertura de capitaldaempresaéumaideiaquesópoderá ser colocada em práti-ca “num futuro, mais a longoprazo”.
PÁG.B1
●●
Semprequevejo
Cami-nho das Índias
penso nosnossospolíticos.
PÁG.D6
JULIO MESQUITA
(1891-1927)
OarcebispodeOlindaeReci-fe,d.JoséCardosoSobrinho,anunciou a excomunhão daequipemédicaquefezoabor-todosgêmeosdeumameni-nade9anos,estupradapelopadrasto. A mãe dela tam- bémfoiexcomungada.“Essaé a lei da Igreja, colocar emprimeirolugaraleideDeus”,explicou d. José. O ministroJoséGomesTemporão(Saú-de) afirmou que a decisão é“lamentável”.
PÁG.A18
     C     E     L     S     O     J     U     N     I     O     R     /     A     E
BaresdaAugusta
Guia
     C     A     R     L     I     N     H     O     S
Ogovernofederalnãopretendetransferirparaprefeiturasego- vernos estaduais verbas a se-rem destinadas ao programade moradias populares, comprestações mensais subsidia-dasdeatéR$20.Estadosemu-nicípios também querem capi-talizar a iniciativa, visando àeleiçãode 2010. OPlanalto, po-rém, defende parceria entre aCaixa Econômica Federal e ainiciativa privada, para encur-tar o prazo de implementaçãodoprograma.
PÁG.B4
NOTASEINFORMAÇÕES
     F     A     B     I     O     M     O     T     T     A     /     A     E
●●●
Ossuspeitosdeterematira-doumcasaldeencostanaAveni-daNiemeyer,depoisdeassaltá-lo,sãoapresentadosnoRio;apósocrime,elesforamespancadoseentreguesàpolíciapelostrafican-tesdafaveladaRocinha,queque-riamevitaroperaçãopolicialparabuscarosassaltantes.
PÁG.C6
%HermesFileInfo:A-1:20090306:
SP,RJ,MG,PReSC:
R$2,50
.DemaisEstados:vertabelanapáginaA2.6demaode2009--ANO130.Nº42143
SEXTA-FEIRA
 
7 8 9 10 11 12
 
O ESTADO DE S. PAULO
Parece inacreditável, mas nãoé. Como noticiou este jornal(27/2), embora seja um dos paí-ses com maior possibilidade deter uma matriz energética rela-tivamente limpa e renovável, oBrasil “recorre à energia suja”emseuPlanoDecenaldeExpan-são de Energia. Dos 55 mil MWde nova potência previstos nes-se documento, nada menos que20,8 mil MW (quase 40%) viráde fontes térmicas, aí incluídasas usinas a gás, carvão, diesel,óleo combustível ou biomassa,alémdasnucleares;até2017se-rão 68 novas unidades movidasa combustíveis fósseis, com15,44 mil MW; e as emissões naárea passarão de 14,43 milhõesde toneladas anuais para 39,3milhões de toneladas – na horaem que o mundo, assustadocomasmudançasclimáticas,es-perneia em toda parte para re-duzir as emissões. Não por aca-so,oplanodeexpansãofezpipo-carem críticas de toda parte,que exigem mais prazo de dis-cussãoemudançadecritérios–das organizações não-governa-mentais;docoordenadordoFó-rumBrasileirodoClima,profes-sorPinguelli Rosa(“estamos nacontramão da História”); da ex-ministra Marina Silva; do espe-cialista em energia professorCélioBerman,daUSP;dasecre-tária do Clima no Ministério doMeio Ambiente; e de várias ou-traspersonalidades.Mesmo com a implantaçãodas usinas do Rio Madeira, jáem curso, e de Belo Monte (RioXingu),aparticipaçãodashidre-létricas na matriz energéticacairá de 85,9% para 75,9% coma expansão da potência instala-da, dos atuais cerca de 100 milMW para 154,7 mil MW (mais28,9milMWem71usinashidre-létricas), e com investimentosdeR$181bilhõesnosetorelétri-co em dez anos. E tudo isso nomomento em que especialistase o Tribunal de Contas daUnião dizem que o Brasil perdepelo menos 17% da energia quegera, principalmente nas linhasdetransmissãoedistribuição.Éinevitávelquediantedessequadro e desses números a me-mória dê um salto de quase 20anos para trás, quando foi con-tratado pela Eletrobrás – paraanalisar o plano decenal de ex-pansão, que previa mais do quedobrar a potência instalada,chegar a mais de 100 mil MW –um consultor do Banco Mun-dial, Howard Geller. Este opi-nou que o plano não fazia senti-do: a demanda não cresceriatanto (em dezembro de 2008 oconsumo efetivo não precisounem de 50 mil MW médios) epara atender ao eventual au-mento do consumo seria muitomais barato investir em redu-ção/eliminação das perdas doquenaconstruçãodenovasusi-nas(comoseriaaindahoje).Cla-roqueseuparecerfoijogadonofundodeumagaveta.Agora, de certa forma, repe-te-seoquadro.ArgumentaoMi-nistériodeMinaseEnergiaqueo consumo per capita no Paísaumentará45%até 2017.Epre-tende atendê-lo em boa partecom “energia suja”, como mos-traram vários depoimentos narecente audiência pública pro-movida pelo Ministério PúblicoFederal para debate do PlanoDecenal, segundo o relato dasorganizações não-governamen-tais (
www.fboms.org.br 
). A pro-curadora Sandra Cureau, porexemplo, mostrou a interferên-cia de 15 das novas unidades hi-drelétricasemunidadesdecon-servação e terras indígenas, onúmerodepessoasafetadaspe-los71projetosnessaárea(cercade90mil), oaumento das emis-sões de gases nessas usinas(178%) e o quadro preocupante:enquanto as usinas eólicas pas-sarãode0,3para0,9%dapotên-ciainstaladaeasbiomassaspas-sarãoaresponderpor2,7%(ho- je, 1%), as usinas térmicas au-mentarão sua participação de0,95 para 5,7% (mais de 500%)– quando mostrou este jornal(1º/1) que os ventos poderiamatenderapelomenos60%deto-do o consumo nacional de ener-gia, segundo o Instituto Nacio-nal de Pesquisas Espaciais(Inpe), já que em mais de 71 milkm
2
doterritórionacionalavelo-cidade dos ventos é adequada.Não por acaso, Europa, Ásia eEstados Unidos estão investin-do pesadamente nessa área(42% da nova geração nosEUA)enaenergiasolar.Naaudiênciapúblicamencio-nada,perguntouoprofessorCé-lioBerman,daUSP:energiapa-ra que e para quem se planeja?A seu ver, grande parte da ex-pansão, principalmente com ashidrelétricasamazônicas,desti-na-se a atender ao mercado in-ternacional, não a necessidadesinternas (já que grande partedo consumo ficará por contadas exportadoras de eletroin-tensivos–alumínioegusa,espe-cialmente; esse setor já respon-de por cerca de 30% de todo oconsumo de energia no País,com altos subsídios, pagos pelasociedadetoda).“Temosquere-definir o padrão de produção econsumo”, disse ele. “É uma hi-pocrisia dos países ricos quere-rem impor esses padrões” (se-gundo os relatórios do Pnud/ONU, esses países transferemesse tipo de produção que nãolhesconvémparaoutrospaíses,que arcam com os custos am- bientaisesociais,semnenhumacompensação). E, na sua opi-nião,nocasodo atualPlanoDe-cenal, não se deve ir em frentesem ouvir a sociedade e as uni- versidades. Na mesma dire-ção se manifestou o professorCarlos Vainer, da UFRJ, paraquem o Plano Decenal “mos-tra uma opção política: a sub-missãoaomercado”,inclusiveo dos países desenvolvidos –enquanto “aumenta nossa pe-gadaecológica”.Críticas semelhantes, emoutros fóruns, vieram do pes-quisador Philip Fearnside(Instituto de Pesquisas daAmazônia), que demonstra aemissão de gases pelos reser- vatórios de hidrelétricas, osproblemascomaberturaepa- vimentação de rodovias naAmazônia, a falta de “trans- versalidade” nas políticas go- vernamentais. Do bispo domErwin Krautler (“é um crimeenorme o que se está preten-dendo fazer com a Hidrelétri-cade Belo Monte”). Dosespe-cialistas em energia JoaquimFrancisco de Carvalho e IldoSauer, principalmente quan-toàimplantaçãodeusinasnu-cleares e movidas a carvão –deixandodelado aseólicas.Por tudo isso e muitomais, não faz sentido que oPlano Decenal de Expansãode Energia seja levado adian-te pelo governo federal nosternosemqueestá.Asocieda-dee o saber técnico precisamser respeitados.
Washington Novaes
é jornalistaE-mail: wlrnovaes@uol.com.br
O mundo vive um acentuadoparadoxo: por um lado, estãoaí as avassaladoras determi-nações das estruturas econô-micasglobais,quetornamre-lativas e enfraquecem as so- beranias nacionais; por ou-tro, a contrapartida dessasdeterminações está a exigir apresença de líderes políticosfortes para resgatar e operaras autonomias estatais. Nomundo globalizado, os Esta-dosnacionaisprecisaminter-nacionalizar-sedeformaqua-se desesperadora. Terãomais facilidade de triunfaraquelesquecontamcomlíde-res fortes e competentes noleme do governo. Governan-tes que não possuem forçapolítica própria tendem aofracasso. O ex-presidenteGeorge W. Bush, por falta deforça política própria, fracas-sou e arrastou para a crise oEstado norte-americano.Há que notar ainda que,nas sociedades complexas efragmentadas do nosso tem-po, o ponto de concentraçãodo que ainda se pode chamarde unidade nacional depen-de, de forma extraordinária,dacapacidadederepresenta-ção simbólica de um presi-dente da República ou de umprimeiro-ministro. BarackObama, neste momento ini-cial, e Lula, há mais de seisanos, são exemplos positivosdessa excepcional capacida-de de representação simbólicado sentimento nacional.NoBrasil,sejaquemforofu-turo presidente, não será umatarefa fácil substituir o atual.Lula lastreou sua liderança nareorganização do movimentosindical,naconstruçãodemovi-mentos sociais, na viabilizaçãode um partido socialmente or-ganizado, em cinco candidatu-raspresidenciaiseemmilharesde eventos políticos por todo oBrasil ao longo dos anos. Se háalguém que possua força políti-ca própria junto ao eleitorado,trata-sedo presidente Lula.É sabido que, por se consti-tuir também de uma naturezasimbólica, a força política pró-pria de um líder é intransferí- vel.Oderpode,sim,emdeter-minadas circunstâncias, quasesempre excepcionais, empres-tar seu apoio para a ascensãode alguém que lhe seja próxi-mo ou por ele ungido. Trata-sedaquilo que se poderia chamarde “fabricação” de uma nova li-derança ou de um governante.“Fabricação” porque este novogovernante não enraíza a suaforça política num processopróprio e socialmente orgânicode ascensão, mas na forçaalheia e nas estruturas institu-cionais de poder.Nos dias de hoje, a “fabrica-ção” de um governante é facili-tada pelo marketing e pelosmeios de comunicação de mas-sa.Ofenômenonãoénovo. Umdos primeiros a explorá-lo teo-ricamente foi Maquiavel. A te-se do autor de
O Príncipe 
é a deque aquele que ascende ao po-der pelo seu próprio valor e ca-pacidade (
virtù
) terá facilidadede se manter e de governar bemoEstado.aquelequeas-cende pela
fortuna
(sorte) oupela força de outro terá dificul-dade de governar. Esta segun-da premissa vale tanto para ospolíticos que são negligentes eincompetentes quanto para osdotados de capacidade e audá-cia. César Bórgia, que ascen-deu ao poder graças à força deseu pai, o papa Alexandre VI, éumexemplodelídercompeten-te que fracassou por não teruma estrutura própria de po-der e de liderança. Quem nãotem força política própria en-frentarávicissitudesparacom- bater, para manobrar, paraunir e para comandar. Claroque há exceções em tudo isso.A história recente ratifica,por inúmeros exemplos, a tesede Maquiavel. Governantesque chegaram ao poder pelasorte (acaso) ou pela força deoutrolídertiveramenormedifi-culdadeparagovernar: GeorgeW. Bush chegou ao poder pelafraude e pela força do pai; Cel-so Pitta, pela força de PauloMaluf;José Sarney,pela mortede Tancredo Neves; ItamarFranco, pela renúncia de Fer-nando Collor de Mello; e Cristi-na Kirchner, pela liderança domarido. Collor de Mello, que se viabilizou no próprio contextoda eleição, foi um epifenômenoe também fracassou.Em países com representa-ção política fragmentada ecom forças dispersas, como é ocasodoBrasil,jáédifícilgover-nar em condições normais. Éprecisamente nos momentosdecriseque osgovernantes ca-rentes de força política própriaenfrentam os maiores perigos.Nesses momentos, os grupospolíticos, pelo seu egoísmo ine-rente,tendemaexasperarinte-resses, potencializando a frag-mentaçãoeacorrupção.Odes-fecho dessas conjunturas sãocrises de governabilidade.A candidatura de DilmaRousseff à Presidência da Re-pública está inscrita no mesmodilema proposto por Maquia- vel. Com bom preparo técnicoeexperiênciagerencial,carece,noentanto,deforçaeliderançapolítica próprias. Isto, em si,não é um empecilho para ven-cer uma eleição, mas pode ge-rar significativas dificuldadespara governar. No governo, acapacidade de comando (
virtù
)deve presidir a capacidade téc-nica.Acapacidadedecomandopolítico não se adquire apenaspeloslivrosounosbancosesco-lares, mas, principalmente, pe-la experimentação prática.Para que Dilma chegue àdisputa presidencial com esteproblemaparcialmenteresolvi-do, ela, o PT e o presidente Lu-laterão de encontrar um cami-nho que viabilize um processode sua legitimação política e dedotação de força própria juntoao eleitorado. A democracianorte-americana, com seu me-canismo de prévias partidá-rias, é extraordinária nessesentido. Obama, líder novo nocenário nacional, legitimou-sepor si mesmo no processo deprévias. Soube perceber e in-terpretar a ocasião.Nos termos postos neste ar-tigo, os possíveis candidatosda oposição – José Serra e Aé-cioNeves–estãoemcondiçõesmais adequadas para concor-rer. Ambos são governadores.Serra foi prefeito, deputado esenador e Aécio foi presidenteda Câmara dos Deputados. Pa-ra superar seu passivo em lide-rança própria, além de encon-trar um processo legitimador junto ao eleitorado, Dilma teráde correr contra o tempo, jáque falta pouco mais de umano para as eleições.
Aldo Fornazieri
é diretoracadêmico da FundaçãoEscola de Sociologia e Políticade São Paulo (FESPSP)
OdesafiodeDilmaExpansãodaenergiatrafeganacontramão
PartidodoMovimentoDemocráticoBrasileiro
WashingtonNovaes
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RespeitoàJustiça
ComreferênciaàentrevistadogovernadorcassadodoMara-nhão,JacksonLago,aojornalistaWilsonLima,publicadanaediçãodeontem(A7)sobotítulo
Lago atribuicassaçãoàinfluênciadeSar- ney 
,rechaçoainsinuaçãolevanta-dapeloentrevistadodequetenhaexercidoqualquertipodeinfluên-ciasobreoTribunalSuperiorElei-toral,noprocessoqueconduziuàsuacassação.NinguémmelhordoqueosministrosdosTribunaisSuperioressabedemeuabsolutorespeitoàsoberaniaeàindepen-dênciadaJustiça.Asinsinuaçõesdogovernadorcassadosão,ain-da,ofensivaseinjuriosasaosjuí-zes,porelasalcançadosemsuahonra,dignidadeedecoro.
JOSÉ SARNEY, presidente do Senado
Brasília
Insegurançapública
AsdenúnciasdevendadecargosesentençasnaSecretariadaSe-gurançaPúblicadoEstadodeSãoPaulodemonstramquãoruiméaadministraçãodogovernadorJoséSerranessaárea.Essedes-casovaitrazersériascomplica-çõesaseufuturopolítico.VamostorcerparaqueSerraacordeemuderadicalmenteessasituação.
FRANCISCOCARLOS MARTINS BORGESfrankmartins@hotmail.com
Campinas
ComopodeapolíciadoRiore-ceberdepresentedostraficantesosassaltantesdocasalempurra-dodepenhasconaAvenidaNie-meyer?Éadesmoralizaçãogeral.
ANTONIO FEIERABENDafeierabend@hotmail.com
São Paulo
Vitóriadomal
Assimsefazpolíticanomeupaís:quandoumpolíticodenun-ciaabusosqueocorremnaesfe-ra“política”,nocaso,oPMDB,destitui-seodenuncianteepron-to!FoiocasodosenadorJarbasVasconcelos(PE),quedenun-ciouqueamaioriadosintegran-tesdoseupartido“quermesmoéacorrupçãoeporissofoides-tituídodaComissãodeConstitui-çãoeJustiça(CCJ)pelo“líder”RenanCalheiros(AL).PorfalaremRenan–lembram?–,éaque-leque,dentreumaseoutras,numpassadonãomuitodistan-te,foiacusadode:1)Terdespe-saspessoais(pensãoàjornalistaMônicaVeloso,comquemtemumafilhaforadocasamento)pagasporumlobistadaMendesJúnior;2)terutilizado“laranjasnacompradeduasemissorasderádioemAlagoas;3)vendasuper-faturadadeumafábricadafamí-liaCalheirosporR$27milhões,quandonãovaliamaisdeR$10milhões,etc.,etc...Éavitóriadegoleadadomalsobreobem!
JOSÉ CARLOS ALVES jc_alves@uol.com.br
São Paulo
Lembram-sedaanedotasobreohomemqueéavisadodequesuamulherotrai,nosofádasala,eeleresolvevenderosofá?AssiméoPMDB,que,aborrecidocomasdeclaraçõesdosenadorJarbasVasconcelossobrecorrupçãonopartido,resolveutirá-lodaCCJ.“Ah,bom!Agorapodemosconti-nuarcomosempre,semmedodesermosacusados,porqueelejáfoiembora.”Tiraramosofádasala!Soluçãofácil...Quetristeza.
MARCOS R. POUGYmarcoslaly@gmail.com
São Paulo
DevemoselogiaracoragemdehomenscomoosenadorJarbasVasconcelos,quedávozaosan-seiosdosbrasileirosquequeremverrenascerasvirtudesmoraisdaNação,soterradaspelocorpo-rativismopolítico,comumgo-vernoàalturadesuagrandeza.ChegadeRenanseSarneys!
MÔNICA A. GUGLIELMInicabate@yahoo.com.br
São Paulo
Acordão
Comoapoiode
Lulla 
,quelavouasmãos,Sarneyfoieleitopresiden-tedoSenadoeagora,estarreci-dos,somosinformadosdequefaziapartedoacordãoelegero
Collorido 
parapresidiraComissãodeInfraestrutura.Daquiapouco,quandosurgiremosescândalosarespeitodasverbasdoOrçamen-todestinadasàsobrasdoPACedepacotesqueaindanemsaíramdopapel,comoodahabitação,
Lulla 
diráquenãosabiadenada...
CLEIDE SILVAcleidesilva007@estadao.com.br
São Paulo
Tolerância
Sarney,RenaneagoraCollor,po-de?Não,nãopode,ninguémme-rece.Averdadedisseosenador
AldoFornazieri
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forum@grupoestado.com.br
Sua candidaturacarece de forçae de liderançapolítica própriasO Brasil prefererecorrer à ‘energiasuja’ a desenvolveruma matriz limpa
%HermesFileInfo:A-2:20090306:
A2 ESPAÇO ABERTO
SEXTA-FEIRA, 6 DE MARÇO DE 2009
OESTADO DE S.PAULO
 
A
 vitória do sena-dor FernandoCollor (PTB-AL) sobre a se-nadoraIdeliSal- vatti (PT-SC),naconquista da presidência deuma das mais importantes Co-missões do Senado – a da In-fraestrutura, que examinaquestões ligadas ao Programade Aceleração do Crescimento(PAC), maior trunfo político eeleitoral do governo Lula –,causou indignação e revoltanos que viram nisso manobradesleal do PMDB, rompendo aproporcionalidade regimentalda representação dos parti-dos. O senador Aloizio Merca-dante, por exemplo, depois deum azedo bate-boca com o lí-der peemedebista Renan Ca-lheiros (AL), desabafou: “Foiuma aliança espúria que inter-feriu no direito legítimo e de-mocrático do PT.” Não que is-so tenha deixado de ocorrer,mas o fato é que “aliança espú-ria” é a própria estrutura desustentaçãopolítico-parlamen-tar do governo federal, monta-da à custa do mais fisiológicotoma-lá-dá-cá. Quando se ima-ginaria, há poucos anos, queSarney, Collor e Lula acaba-riam politicamente amalgama-dos em torno da força agrega-dora de Renan?O fato de o Partido dos Tra- balhadores(PT)ter sido frago-rosamente derrotado pelo pró-prio Planalto, de sua combati- va ex-líder ter sido desalojadapor manobra conduzida porquem ela defendera, com ênfa-se solidária (e solitária) em2007 – quando Renan renun-ciou à presidência do Senadoparanãoser cassado–,deoex-presidente Collor ter recebidoosmaisrasgadoselogiosdomi-nistro das Relações Institucio-nais, José Múcio Monteiro, ho-mem da maior confiança dopresidente Lula, tudo isso ficaem segundo plano como sub-produto do nível ético que pre- valeceemcertoscírculospolíti-cos, tão bem descritos nos re-centespronunciamentosdose-nador Jarbas Vasconcelos(PMDB-PE). Nesse quadro, oSenadotemsofridoumdesgas-te de imagem não comparávela qualquer outro período desua existência. E que melhorsímbolo haveria, para demons-trarisso,doqueoressurgimen-to triunfante do ex-presidenteFernando Collor de Mello, nascircunstâncias em que se deu?Tudo isso são componentesdo imbróglio que tem impedi-do a Casa de iniciar seu funcio-namento neste ano – já entra-do março, nada foi discutidoou votado –, resultante dos“acertosfeitosenãocumpri-dos – para garantir a eleiçãode Sarney para presidir o Se-nado.Quando o ex-presidente (daRepública e do próprio Sena-do) José Sarney resolveu en-trar na disputa pela direção daCasa, causou a ruptura doacordo anteriormente celebra-do entre seu partido, o PMDB,e o PT, em torno do apoio aocandidato petista Tião Viana(AC). Ao mesmo tempo, dei-xou a ver navios (afundados noPlanalto) seu correligionárioGaribaldi Alves Filho (PMDB-RN), que nem tivera tempo deusar os cinco ternos novoscompradosparaexercer apre-sidência da Casa – cargo emque até surpreendentementeestava se saindo bem, demons-trando alguma independênciaem relação ao governo –, nin-guém,emconsciência,julga- va que o senador maranhensedo Amapá impunha sua candi-datura apenas pelo prestígioobtido junto a seus pares, emsua longa carreira política. Emobediência à franciscana tradi-ção do “é dando que se rece- be”,sabia-semuitobemquees-tavam sendo transacionadasasbarganhasquelevariamàvi-tória de Sarney.Mas é claro que, especial-mente numa Casa Legislativaonde não há novatos na políti-ca – antes pelo contrário – ascobranças dos acertos have-riamdevir,efortes.Comohou- ve mais promessas de cargosna Mesa e nas 11 Comissões te-máticas do Senado do que aquantidade real desses cargos,alguns senadores e bancadaspartidárias, que apoiaram Sar-ney em troca das promessas,sobraram. E veio o pandemô-nio, pois no Senado não vigorao costume de se deixar baratoo prometido e não cumprido.Logo de saída, “rifou-se” osenador Garibaldi Alves Filho,a quem havia sido prometida apresidência da Comissão deAssuntos Econômicos – paradá-la ao PT –, sendo-lhe ofere-cida, como prêmio de consola-ção,aComissãoMistadeOrça-mento. Mas ele rejeitou o ar-ranjo: “Estou me sentindo co-mo marido traído, sou o últimoa saber.” Não estava sozinhonessa incômoda posição, como viria a constatar a ex-líder doPT Ideli Salvatti, atropeladapelo rolo compressor dirigidopor Renan Calheiros, o novocondestável do Senado.
P
ela segunda vezem quatro meses,o Tribunal Supe-rior Eleitoral(TSE) cassou omandato de umgovernador de Estado vitorio-so no pleito de 2006, determi-nando a sua substituição pelosegundomais votado nadispu-ta. Correm no TSE processos visandooutrosseisgovernado-res (e seus vices) – do Amapá,Rondônia, Roraima, Santa Ca-tarina, Sergipe e Tocantins.Resultamderecursosapresen-tadospelascoligaçõesderrota-das nas urnas contra a sua di-plomação. (No caso de Sergi-pe, a sigla impetrante, o PTB,se desinteressou da ação paracassar o reeleito Marcelo Dé-da, do PT.) Descontadas as pe-culiaridades de cada caso, aacusação de fundo é a mesma:abusodepodereusodasadmi-nistrações estaduais para aconquista de votos. Em portu-guês corrente, corrupção elei-toral.Em novembro, o TSE desti-tuiu o paraibano Cássio Rodri-gues da Cunha Lima, do PS-DB,porterpromovidoadistri- buiçãoaeleitoresde35milche-ques nominais, emitidos poruma fundação, acompanhadosda mensagem: “Esse é um pre-sente do governador. Lembre-se dele.” Na madrugada daquarta-feira, a Corte aprovouo afastamento do maranhenseJackson Lago, do PDT, acusa-do, entre outras coisas, de se beneficiar de um esquemamontado pelo seu antecessor ealiado José Reinaldo Tavares,incluindo transferências ile-gaisa156municípios,distribui-ção de combustível, assinaturadeconvênioscomentidadefan-tasma e construção de casasnaperiferiadeSãoLuísemtro-ca de votos, além da omissãode dados na prestação de con-tas da campanha. Por motivosóbvios, muitos políticos criti-cam a “judicialização da políti-ca, que contraria a vontade doeleitor”, e a suposta “tentaçãodo messianismo” a que estariasucumbindo a Justiça Eleito-ral.“Daqui a pouco quem vai es-colhergovernadorvaiseroMi-nistério Público e a Justiça.Cassação é coisa muito gravepara virar rotina”, protesta,porexemplo,osenadorcearen-se Tasso Jereissati, do PSDB,esquecido, talvez, de que a suaagremiação nasceu da repulsaao fisiologismo e à mentalidadedo “quebrei o Estado, mas fizmeu sucessor”. A rotina queprecisaserquebradaéadacoe-xistência dos piores e mais ar-caicos costumes políticos comum sistema eleitoral avançado,com cadastros informatizadosde eleitores e urnas eletrôni-cas. “Depois da segurança do voto”, argumentava em 2002 oentão presidente do TSE, Nel-sonJobim,“chegouavezdava-lidadedo voto”, com ocombateà contaminação das preferên-cias eleitorais mediante o usoda máquina administrativa ede outros recursos de poder –compra de votos, em suma.Para isso, combinaram-sedois movimentos na esfera dasociedade e das instituições. Oprimeiro foi a decisiva mudan-ça na legislação eleitoral pro-porcionadapelamobilizaçãocí- vica capitaneada pelaCNBB em torno da consig-na “Voto não tem preço,tem consequências”. Acam-panha,commaisde1milhãode assinaturas, desaguouem1999naaprovaçãodapri-meira lei de iniciativa popu-lar, incorporando à Lei Elei-toral o artigo 41-A. O textopune com a cassação do re-gistro ou do diploma quem“doar, oferecer, prometerou entregar ao eleitor, como fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoaldequalquernatureza”.Ose-gundo movimento – que tirao sono dos doadores, ofer-tantes e promitentes – é adisposiçãodaJustiçaEleito-ral de ir às últimas na puni-çãoaoscorruptorescompro- vados.Lamentavelmente,alenti-dão dos processos, desde orecebimento das denúnciasatéasentençafinal,éincom-patível com o zelo pela inte-gridade da disputa eleitoral.Cassam-se governantesquando já cumpriram pelomenos a metade dos seusmandatos.Enãoésó.Chica-nas jurídicas deram aCunha Lima uma sobrevidade três meses no cargo. Ja-ckson Lago também perma-neceránafunçãoatéojulga-mento do último dos recur-sos que apresentar contra acassação. Ainda assim, é in-questionável a função peda-gógica das punições. O sim-plesfatodeoitodosgoverna-dores da safra 2006 teremsido levados às barras doTSE deve inibir boa partedos políticos que, de outromodo,partiriam napróximarodadaparaacompradevo-tos por se achar fora do al-cance da lei.
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pa- dim 
CíceroparasuportaroPMDB!TãologooPlanaltonegouaadmi-nistraçãodofundoRealGrandezaaopartidãodeSarney&Cia.,oPT,oumelhor,IdeliSalvattiper-deuapresidênciadaComissãodeInfraestruturaparaCollor,comoapoioexplícitodoPMDBdoRe-nandasAlagoas.Lulaquesecui-de!Nestaretafinaldesuagestão,vaisofrernasmãosdessesoportu-nistas,sempreávidosporcargospúblicos,depreferênciacomor-çamentosvolumosos.Quemman-douessagentedoPT,pordéca-das,xingartodosospolíticosdeidiotasecorruptos,antesdeche-garaopoder?Agorasólhesres-tacantaraquelamusiquinha:“
Umex-presidenteincomodamuita gente,doisex-presidentesincomo-dam,incomodammuitomais...
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Collordevoltaàcena,Sarneyno-vamentepresidindooSenadoeRenandandoascartasnaCasa.Todospresentespornossavon-tade,pelonossovoto.Confirma-seumafraseditaporPeléháduasdécadas:obrasileironãosabevotar.Eacrescento:nãoouviramoconselhodeEçadeQueiroz,quedissequeospolíticoseasfral-dasdevemsertrocadosfrequen-temente,epelamesmarazão.
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OquefaltaaconteceremBra-lia?QuandoCollorfoieleitose-nador,fuisufocadoporinúmerosartigosquetinhamamesmamen-sagem:obrasileiroemgeraleoalagoanoemparticularnãosa-bemvotar.EagoraqueomesmoCollorfoieleitoparapresidiraCo-missãodeInfraestruturaporseuspares,querdizer,então,queossenadorestambémsãoignoran-tes?Dojeitoqueacoisavai,paraolugardoesquecidoAgacielMaiavãoacabarnomeandoFernandi-nho
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RICARDO L. CARMO, vice-presidentedo Sindicato dos Vendedores de Jornaise Revistas de São Pauloricardo@sindjorsp.org.br
São Paulo
NOTAS&INFORMAÇÕES
Q
uem quisesse um hambúrguer emNova York, nesta quinta-feira, nãoconseguiria comprá-lo com umaação do Citigroup, celebrado, emtempos melhores, como a mais po-derosa organização financeira domundo. Em dezembro de 2006, o papel che-gouavalerUS$57,00.Nestasemana,foiven-didoaUS$0,97nopregãonova-iorquino,jun-tamente com outras ações de bancos ofereci-das em condições superpromocionais. Masnão caíram só os papéis do setor financeiro.Emtodoomundoosíndicesdasbolsasforamladeiraabaixo,depoisdeumabreveanimaçãonaquarta-feira,quandosefalavadeumpaco-te chinês de mais de 1 trilhão de dólares. Masnenhuma novidade concreta foi anunciadaem Pequim. O programa de US$ 585 bilhões,novamente citado pelo primeiro-ministroWenJiabao,erabemconhecidoejánãocausa- va excitação nos mercados. Em contraparti-da, novas notícias negativas continuavam aacumular-se, reforçando, em quase todo omundo,aexpectativadeumacriseprofundaesem previsão de encerramento. Sinais de oti-mismoquaseirrestrito,sóemBrasília,nocír-culopresidencial.Na quinta-feira, enquanto a ação do Citi-group furava para baixo a barreira de US$ 1, bolsas europeias fechavam com grandes que-das – 4,51% em Madri, 5,02% em Frankfurt,5,85%emMilão,3,18%emLondrese3,96%emParis. Horas antes, o Banco Central Europeu(BCE) havia baixado de 2% para 1,5% o juro básicodazonadoeuro.OBancodaInglaterra(BoE)haviacortadoataxade1%pa-ra0,5%eaindaanunciaraadisposi-ção de injetar no mercado, nos pró-ximos três meses, 75 bilhões de li- bras(cercade US$ 105bilhões)pormeio da compra de títulos públicosem circulação. Além de acionarmais uma vez o instrumento maiscomum de política monetária, a ta-xadejuros,oBoEdecidiu,portanto,recorrer à simples emissão de di-nheiro, em mais um esforço para reativar osnegócios. O usode dois instrumentos ao mes-motempodáumaboaideiadecomoasautori-dades monetárias inglesas vêm o estado daeconomia.OssinaisderecessãonaInglaterraenazo-nadoeuro sãoinequívocos e acrise nãocede,apesardasfortesintervençõesnosmercados,tanto para ajuda aos bancos quanto para so-corro a indústrias em dificuldades. Nos Esta-dosUnidos,obancocentral(FederalReserve,Fed)haviadivulgadonaquarta-feiraseulivro bege,umpanoramaeconômicoproduzidope-riodicamente. O diagnóstico não trouxe ne-nhumaboanotícia.Emjaneiroefevereiro,segundoorelatório,“apiorafoigeneralizada,comexce-çãodealgunssetores,comoodepro-dução de alimentos básicos e a in-dústriafarmacêutica”.A projeção mais otimista conti-nua sendo aquela apresentada hápoucosdiaspelopresidentedoFed,Ben Bernanke: poderá haver algu-ma recuperação a partir do fim doanooudocomeçode2010,masessahipóteseécondicionadaamelhorasno setor financeiro e à eficácia dos estímulosfiscais propostos pelo Executivo. Ao mesmotempo, a consultoria ADP/MacroeconomicAdvisers divulgava sua pesquisa nacional deemprego, baseada em dados de 500 mil em-presas.Segundoolevantamento,697milpos-tosdetrabalhoforamfechadospelosetorpri- vado em fevereiro. Em janeiro, haviam sidodemitidos614mil.Osnúmerosdogovernode- vem sair hoje. As pesquisas da ADP são emgeralumaboaantecipaçãodasestatísticasofi-ciais.A alegada decepção com a China pode tersidoexagerada,tantoquantoootimismoexibi-dopelosinvestidoresnaquarta-feira.Seogo- verno chinês conseguir executar o programadeUS$585bilhões,comênfaseemobras,estí-mulo ao consumo e auxílio às famílias pobres,dará uma boa contribuição à economia mun-dial. A China voltou a importar grandes volu-mesdematérias-primaseissoéumbomsinal.Ametaoficialdeexpansãode8%podesermui-to ambiciosa, mas, de toda forma, um cresci-mentonafaixade6%seráapreciável.NavizinhançadoBrasiloquadroéruim.Ossul-americanos dependem principalmente daexportação de primários. Alguns preços po-dem continuar favoráveis, mas o comérciodesses países vai diminuir. O quadro é maiscomplexodoque ogovernobrasileiroadmite.A ação anticíclica, para dar certo e não com-prometer as contas fiscais e as contas exter-nas, terá de ser mais calibrada, com mais in- vestimentos,maisapoioàexportaçãoemenosgastoscorrentes.
Tristeconstataçãonapolíticabrasileira:atéasmoscassãoasmesmas”
AlvaroLuizDevecz
mustdevecz@uol.com.brSãoPaulo
Fundadoem1875
JulioMesquita(1891-1927)JuliodeMesquitaFilho(1927-1969)FranciscoMesquita(1927-1969)LuizCarlosMesquita(1952-1970)JoséVieiradeCarvalhoMesquita(1959-1988)JuliodeMesquitaNeto(1969-1996)LuizVieiradeCarvalhoMesquita(1959-1997)AméricodeCampos(1875-1884)NestorRangelPestana(1927-1933)PlínioBarreto(1927-1958)
Maisumgovernadorcassado
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As cartas devem ser enviadas com assinatura, identificação, endereço e telefone do remetente e poderão ser resumidas.O Estado se reserva o direito de selecioná-las para publicação. Correspondência sem identificação completa será desconsiderada.
Semsoluçãoàvista
Aliançaespúria
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Punir a compra de votos é muitosaudável, mas deveser mais rápidaA nova ‘imagem’do Senado, sob aégide do designerRenan Calheiros
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SEXTA-FEIRA,6 DEMARÇO DE2009
NOTAS E INFORMAÇÕES A3
O ESTADO DE S. PAULO
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