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A CONTRIBUIÇÃO DOS GÊNEROS TEXTUAIS PARA O ENSINO DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

A CONTRIBUIÇÃO DOS GÊNEROS TEXTUAIS PARA O ENSINO DA VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

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A CONTRIBUIÇÃO DOS GÊNEROS TEXTUAIS PARA O ENSINO DAVARIAÇÃO LINGUÍSTICA.
Izabela de Lima CARLOS (UFS)
1
 Eliane dos Santos SILVA (UFS)
2
 
RESUMO:
O presente artigo traz algumas metodologias para o professor deLíngua Portuguesa trabalhar as variações linguísticas na sala de aula, tanto as populares como a norma padrão, que é considerada de prestígio. Faz-se umconciso relato sobre alguns fatores que influenciam no aparecimento dosfenômenos linguísticos presentes na língua portuguesa, mostrando como sãotratadas pela sociedade e, sobretudo, na instituição escolar. Para obter um bomresultado a melhor indicação é o trabalho com os gêneros textuais em queespecificamos três, a saber: a revista em quadrinhos, a telenovela e o textoliterário. Estes servirão para explanar as questões que podem ser levantadas nasala de aula, entre educador e alunos com o objetivo de uma renovação noensino em relação às variantes. Para isso, nos basearemos no aporte teórico deMONTEIRO (2008) SOARES (1996), BORTONI (2005), BAGNO (2007),MARCUSCHI (2005) e CAMACHO (1995). Desse modo, o conhecimento e acompreensão das variantes contribuem para amenizar as diferenças linguísticas eo julgamento social, que são consideradas as causas do fracasso escolar, dosalunos provenientes das classes baixas e usuários de dialetos popularesdesprestigiados. Enfim, a disciplina língua portuguesa pode ser trabalhada demaneira mais eficaz e agradável para os alunos se atrelada às questõessociolinguísticas, sobretudo com o uso dos gêneros textuais adequados a cadacaso.
PALAVRAS-CHAVE:
Língua; Variação Linguística; Gêneros Textuais;Ensino; Classes desfavorecidas.
1
Graduanda. Veiculada ao PIBID-
“Escrita e Autoria: o jornal em sala de aula”. Email:
 bellargirl@hotmail.com
2
Graduanda. Email: elipig@hotmail.com
 
 
 
INTRODUÇÃO
 No contexto educacional uma problemática se evidencia: as diferençaslinguisticas e culturais que ocorrem na língua materna dos alunos-usuários.Qual a origem dessas diferenças? O que a escola faz para minimizar esse problema? Qual a metodologia adequada para o ensino aprendizagem de línguamaterna dentro da perspectiva sociolinguística e de acordo com as orientaçõesdos PCNs? Essas são apenas algumas indagações que serão respondidas nodecorrer desse trabalho com o objetivo de ao final termos um panorama claroda realidade linguística do português brasileiro e assim trabalhá-la de maneiramais humanizadora nas nossas escolas levando em conta a pluralidade dalíngua, concebendo-a em sua totalidade, pois só assim será possível umaverdadeira democratização do ensino que seja realmente favorável à todos, e principalmente aos alunos provindos da classe baixa que são sem dúvidanenhuma os mais prejudicados pelo sistema educacional atual.Para obtermos melhor resultado nesta questão, sugerimos o trabalhocom gêneros textuais, instrumentos de grande relevância nas aulas de língua, pois eles estão presentes nas atividades comunicativas do dia-a-dia. Assim,representando o alunado em seus aspectos sociais, culturais e regionais comoforma de ação social.
DESENVOLVIMENTOFatores que influenciam nas variações linguísticas
O Brasil como se sabe é um país miscigenado pela mistura de africanos, portugueses e índios que aqui viveram. No que diz respeito à linguagem destes povos influenciaram na composição do Português brasileiro, pois muito doacervo linguístico deles foram assimilados ao nosso. Para compreender alíngua é necessário não perder de vista esses acontecimentos históricos uma
 
 
vez que a mesma é uma instituição social e para analisá-la devemos recorrer afatores de ordem extralinguísticos: socioeconômicos, culturais e históricos.Por muito tempo acreditou-se que a língua fosse homogênea, dentrodessa concepção a mesma era trabalhada destituída do contexto social por ser considerada isolada, fechada e monológica (Camacho, 2004). Dentro dessa perspectiva o falante da língua é idealizado e passivo, significando que a línguaé algo que está fora do sujeito e, portanto não pode ser modificada pelos seususuários.Porém, estudos realizados por Labov na década de 60 comprovam que aheterogeneidade é inerente ao sistema linguístico, superando a homogeneidadeda língua e dessa forma agregando fatores extralinguísticos para a compreensãoda mesma. Além disso, a natureza discriminatória que a linguagem podeassumir devido aos mecanismos de estigmatização são diminuídos quando alíngua é concebida pelo viés da heterogeneidade, pois a norma culta éentendida como uma das variedades linguísticas.Camacho (2004), diz que:
toda língua comporta variantes: (I) emfunção da identidade social do emissor; (II) da identidade social do receptor;(III) das condições sociais de produção discursiva
. Em função do primeirofator pertencem as variantes geográficas e socioculturais, ou seja, a região emque mora o emissor muitas vezes pode ser identificada, pois ao falar este trástraços dialetais específicos da sua região, por exemplo, a região nordestina seidentifica com base na abertura sistemática da vogal pretônica de dezembro ecolina, sistematicamente fechada na região sudeste; também a classe social,idade, sexo, profissão, escolaridade, vai fazer diferença na maneira de seexpressar de cada pessoa. No segundo e terceiro fator pertencem as variantes de registros ouestilísticos, estes por sua vez, referem-se ao grau de formalidade da situação eao ajustamento do emissor à identidade social do receptor, ou seja, dependendo para quem o emissor refere-se ele tem uma preocupação maior ou menor com a

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