Registo Parlamentar
Paulo Pedroso
Fevereiro de 2009
Saúde: que resultados teve apolítica do medicamento?
Pergunta à Ministra da Saúde no debatesectorial de 20 de Fevereiro
A Ministra da Saúde respondeu que osmedicamentos estão hoje mais acessíveis,ficaram mais baratos e são vendidos em maislocais, garantindo maior proximidade aoconsumidor.Referiu, por outro lado, que a quota de genéricostem vindo a aumentar e que, dos 10medicamentos mais vendidos em Portugal, 9 sãocomparticipados e todos eles tiveram redução depreço.Os preços dos medicamentos em Portugal,quando comparados com 2003, têm vindo a terredução, como é demonstrado pela evolução dospreços-índice dos produtos farmacêuticos.
As medidas de apoio ao empregosão prudentes e adequadas à crise
Opinião expressa no debate com Luis Paes Antunes (PSD), na Antena 1, a 2 de Fevereiro
As medidas assumidas são adequadas à crise talqual ela se apresenta hoje e evitarão que a taxade desemprego atinja os 10%, comoprovavelmente atingiria se as tendências daeconomia se mantivessem e estas medidas nãofossem adoptadas.É certo que serão necessárias medidas adicionaisse a recessão continuar a aprofundar-se.Mas a acção do Estado é a principal esperançapara repor o motor da economia emfuncionamento e é preciso que este encontre adose justa de estímulo à economia e de apoio àspessoas.Temos que estar preparados para uma bolha dedespesa pública. Provavelmente vamos sair dacrise mais endividados, com maior défice emaior pressão financeira sobre a segurançasocial. Mas, se assim evitarmos que a crise vá tãofundo como iria e conseguirmos que recuperemais rapidamente, então os recursos colocadosnessas medidas cumpriram o seu papel.
Governar o país sem o perder nemnos perdermos
Artigo no Público de 3 de Fevereiro
Há uma fronteira clara traçada entre o PS e asrestantes forças da esquerda. Os socialistasquerem transformar Portugal pela sua acção noGoverno, as restantes formações estão presas de visões do mundo que as limitam à crítica e àdisputa de influência social.É, por isso, compreensível que o próximoCongresso do PS seja dominado pelo balanço dopapel do Governo e a discussão sobre como deveo partido propor-se governar o país na próximalegislatura.José Sócrates pode com propriedade dizer quecumpriu aquilo a que se havia proposto: a gravecrise orçamental foi debelada sem induzir crisesocial e a sustentabilidade das finanças públicasfoi compatibilizada com medidas desolidariedade social; mais, o país avançouseriamente na desburocratização e foramlançadas reformas estruturais urgentes, emparticular na administração pública, na justiça,na protecção social e na educação.É certo que uma parte dos ganhos conseguidospode perder-se com a crise mundial e,sobretudo, uma parte dos benefícios que o paístiraria da resolução do problema orçamentalcorre o risco de esfumar-se na actual conjuntura.Mas não seria justo que essas contas fizessemparte deste balanço.Perante a crise, há que assumir que o
flirt
daTerceira Via com a desregulação dos mercados eo
continuismo
dos governos progressistas dosanos noventa com os seus antecessoresconservadores não nos demarcou o suficientedas prioridades da direita que conduziram àactual crise mundial.Tinha, então, razão quem defendia regulaçãomais apertada e rigorosa e quem não desistiu dedefender o papel estratégico do Estado naedificação das democracias de mercado comosistemas em que liberdade política, mercado e justiça social procuram combinar-se de modo virtuoso. Isso mesmo reconhece agora JoséSócrates na Moção que apresenta ao Congressodo PS.Feitos os balanços, importa perceber para onde oPS gostaria de levar o país. Subscrevo por inteiro
a ideia de que este não é “o tempo dasaventuras”. Mas não extraio daí o cor
olário
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