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declei 414_98

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7316
DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N.
 o
 301 — 31-12-1998
MINISTÉRIO DO EQUIPAMENTO,DO PLANEAMENTOE DA ADMINISTRAÇÃO DO TERRITÓRIO
Decreto-Lei n.
o
414/98
de 31 de Dezembro
De acordo com o plano de acções estabelecido como Serviço Nacional de Protecção Civil no sentido dedotar o País com um conjunto de regulamentos de segu-rança contra incêndio em determinados tipos de edi-fícios, o Conselho Superior de Obras Públicas e Trans-portes foi incumbido de elaborar os correspondentesprojectos de regulamentos, designadamente o relativoa edifícios escolares.Para o efeito, a Subcomissão de Regulamentos deSegurança contra Incêndio em Edifícios, criada noâmbito da Comissão de Revisão e Instituição de Regu-lamentos Técnicos, elaborou um regulamento queabrange os edifícios destinados ao funcionamento deestabelecimentos ou instituições, públicas, privadas oucooperativas, de educação, de ensino ou de acção socialescolar, no âmbito do quadro geral do sistema educativodefinido na respectiva lei de bases. Da preparação dodocumento base foi encarregada a ex-Direcção-Geraldos Equipamentos Educativos, hoje Departamento deGestão de Recursos Educativos.Foram ouvidas diversas entidades, tidas como as maisdirectamente interessadas neste domínio e não repre-sentadas na Subcomissão — faculdades de engenharia,associações de classe, associações de industriais e deempresas de construção civil, comissões de coordenaçãoregional e algumas câmaras municipais.Foram ainda ouvidos os órgãos de governo própriodas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, bemcomoaAssociaçãoNacionaldeMunicípiosPortugueses. Assim:Nos termos da alínea
a
) do n.
o
1 do artigo 198.
o
daConstituição, o Governo decreta, para valer como leigeral da República, o seguinte: Artigo 1.
o
É aprovado o Regulamento de Segurança contraIncêndio em Edifícios Escolares, anexo ao presentediploma e que dele faz parte integrante. Artigo 2.
o
Os projectos de edifícios escolares elaborados aoabrigo da legislação anterior podem ser submetidos àaprovação das entidades competentes no prazo de umano a partir da data da entrada em vigor do presentediploma. Artigo 3.
o
São revogadas, relativamente aos edifícios escolares,as disposições do capítulo
III
do título
V
do RegulamentoGeral das Edificações Urbanas, aprovado pelo Decre-to-Lei n.
o
38 382, de 7 de Agosto de 1951. Artigo 4.
o
 As normas de segurança contra incêndio a observarna exploração de estabelecimentos escolares, a aprovarpor portaria dos Ministros da Administração Interna,do Equipamento, do Planeamento e da Administraçãodo Território e da Educação, são publicadas no prazode 180 dias a partir da data de entrada em vigor dopresente diploma. Artigo 5.
o
O presente decreto-lei aplica-se às Regiões Autóno-mas dos Açores e da Madeira, sem prejuízo de diplomaregional que proceda às necessárias adaptações.Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 28de Outubro de 1998. —
António Manuel de OliveiraGuterres Jorge Paulo Sacadura Almeida Coe- lho — João Cardona Gomes Cravinho — Eduardo Car- rega Marçal Grilo.
Promulgado em 14 de Dezembro de 1998.Publique-se.O Presidente da República, J
ORGE
S
 AMPAIO
.Referendado em 16 de Dezembro de 1998.O Primeiro-Ministro,
António Manuel de OliveiraGuterres.
 ANEXO
REGULAMENTO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOEM EDIFÍCIOS ESCOLARES
CAPÍTULO I
Disposições gerais e condiçõespara licenciamento dos edifícios
SECÇÃO I
Disposições gerais
 Artigo 1.
o
Objecto
1 — Osedifíciosescolares,comvistaalimitarosriscosde ocorrência e de desenvolvimento de incêndio, a faci-litar a evacuação dos ocupantes e a favorecer a inter- venção dos bombeiros, estão sujeitos às condições pre- vistas no presente Regulamento.2 — Para efeitos de aplicação do presente Regula-mento,consideram-seedifíciosescolaresaquelesemquemais de dois terços do volume de construção, excluídaszonas de serviços comuns, se destina ao funcionamentode estabelecimentos ou instituições, públicas, privadasou cooperativas, de educação, de ensino ou de acçãosocial escolar, no âmbito do quadro geral do sistemaeducativo definido na respectiva lei de bases. Artigo 2.
o
 Âmbito de aplicação
1 — As disposições do presente Regulamento apli-cam-se a edifícios escolares a construir e, com as neces-sárias adaptações, a:
 a
) Edifícios, ou partes de edifícios de outros tipos,a construir, no caso de utilização parcial parafins escolares;
 b
) Edifícios, ou partes de edifícios existentes, sem-pre que sofram alterações de ocupação impli-
 
7317
 N.
 o
 301 — 31-12-1998 DIÁRIO DA REPÚBLICA — I SÉRIE-A
candoasuautilizãototalouparcialparaaque-les fins;
c
) Edifícios escolares existentes, sempre que soframsignificativas ampliações ou remodelações deque resulte o aumento da área bruta de cons-trução ou a alteração da organização dos espa-ços interiores.2 — Em edifícios existentes, designadamente no casode imóveis classificados, pode ser dispensada a aplicaçãode algumas disposições, no caso de estas serem de exe-cução manifestamente difícil ou lesiva do património.3 Nas situações referidas no número anterior,devem ser previstos meios de segurança compensatórios,determinados para cada edifício, podendo abrangerdomínios tais como o serviço de segurança e as ins-talações de detecção, alarme, alerta ou extinção.4 — A inclusão em edifícios escolares de espaços des-tinados a actividades distintas das consideradas no n.
o
2do artigo anterior é condicionada pelo disposto no n.
o
3do artigo 11.
o
 Artigo 3.
o
Definição da altura dos edifícios
1 — Para efeitos de aplicação do presente Regula-mento, a altura de um edifício é definida pela diferençaentre a cota do último piso coberto susceptível de ocu-paçãoeacotadosoloexteriornolocalondesejapossívelaos bombeiros lançar eficazmente, para todo o edifício,as operações de salvamento de pessoas e de combatea incêndio.2 — No caso de existir mais de um local nas condiçõesdo número anterior, deve ser tomada como referênciaa cota do local mais elevado.3 — Os últimos pisos cobertos não são tidos em contapara a determinação da altura dos edifícios quandosejam exclusivamente destinados a alojar instalações eequipamentos que apenas impliquem a presença de pes-soas para fins de manutenção e reparação. Artigo 4.
o
Edifícios com corpos de alturas diferentes
1 — Aos edifícios constituídos por corpos de alturasdiferentes são aplicáveis as disposições do presenteRegulamentocorrespondentesaocorpodemaioraltura,com a excepção a seguir prevista.2 — Os corpos de menor altura que disponham deestrutura independente e sejam isolados do resto doedifício por elementos de construção nas condições dodisposto na subsecção
III
da secção
V
do capítulo
III
podem ser considerados como edifícios autónomos. Artigo 5.
o
Classificação dos edifícios de acordo com a altura
Para efeitos de aplicação do presente Regulamento,os edifícios são classificados, de acordo com a sua altura,do seguinte modo:
 a
) Edifícios de pequena altura: edifícios com alturanão superior a 9 m;
 b
) Edifícios de média altura: edifícios com alturasuperior a 9 m e não superior a 28 m;
c
) Edifícios de grande altura: edifícios com alturasuperior a 28 m. Artigo 6.
o
Classificação dos locais dos edifícios
1 — Para efeitos de aplicação do presente Regula-mento, os locais dosedifíciossãoclassificados,deacordocom a sua natureza, do seguinte modo:
 a
) Locais de risco A, são os locais caracterizadospela presença dominante de pessoas sem limi-tações na mobilidadeounascapacidadesdeper-cepção e de reacção a um alarme, exercendoactividades que não envolvam riscos agravadosde incêndio e em que o número total de ocu-pantes não exceda 100;
 b
) Locais de risco B, são os locais que possam rece-ber mais de 100 pessoas nas condições da alíneaanterior;
c
) Locais de risco C, locais que apresentem riscosagravados de incêndio, devido quer às carac-terísticasdosprodutos,materiaisouequipamen-tos que contenham, quer às actividades nelesdesenvolvidas;
 d
) Locais de risco D, são os locais destinados apessoas com limitações na mobilidade ou nascapacidades de percepção ou de reacção a umalarme, ou que possam estar a dormir na alturado sinistro.2 — Os locais de risco C, referidos na alínea
c
) donúmero anterior, compreendem:
 a
) Oficinas de manutenção e reparação em quese verifique qualquer das seguintes condições:
 aa
) Sejam destinadas a impressão ou car-pintaria;
 bb
) Sejam utilizadas chamas nuas, aparelhosenvolvendo projecção de faíscas ou ele-mentos incandescentes em contacto como ar associados à presença de materiaisfacilmente inflamáveis;
 b
) Laboratórios, oficinas e outros locais em quesejam produzidos, depositados, armazenados oumanipulados líquidos inflamáveis em quanti-dade superior a 10 l;
c
) Locais de ensino ou de investigação, e respec-tivos espaços complementares, em que se veri-fique qualquer das condições referidas nas alí-neas anteriores;
 d
) Cozinhas e lavandarias em que sejam instaladosaparelhos de confecção de alimentos ou de seca-gem e engomagem de roupa com potência útiltotal superior a 20 kW;
 e
) Arquivos, depósitos e arrecadações de materialdiverso com volume superior a 50 m
3
;
 f 
) Locais de recolha de contentores ou de com-pactadores de lixo com capacidade total supe-rior a 2 m
3
;
 g
) Locais afectos a serviços técnicos previstos nocapítulo
V
em que sejam instalados equipamen-tos eléctricos, electromecânicos ou térmicos, ouarmazenados combustíveis;
 h
) Locais cobertos de estacionamento de veículoscom área superior a 30 m
2
;
i
) Outros locais que a entidade licenciadora con-sidere comportarem riscos de incêndio ou deexplosão, ou uma carga de incêndio elevadaassociada à presença de materiais facilmenteinflamáveis.
 
7318
DIÁRIO DA REPÚBLICA I SÉRIE-A N.
 o
 301 — 31-12-1998
3 — Os locais de risco D, referidos na alínea
d
) don.
o
1, compreendem, nomeadamente:
 a
) Locais destinados ao ensino especial de defi-cientes;
 b
) Quartos e dormitórios de internatos, lares ouresidências de estudantes. Artigo 7.
o
Determinação do número de ocupantes dos edifícios
1 — Para efeitos de aplicação do presente Regula-mento, o número de ocupantes potenciais dos edifíciosé o somatório das lotações de todos os seus espaçossusceptíveis de ocupação, determinadas de acordo comos critérios enunciados nos números seguintes.2 — Nos locais com lugares ou postos de trabalhofixos, o número de ocupantes a considerar é o daqueleslugares ou postos de trabalho.3 — Nos locais não abrangidos pelo número anterior,o número de ocupantes a considerar é o previsto noprojecto, não devendo, contudo, os índices de ocupaçãocorrespondentes ser inferiores aos indicados no quadroseguinte, em função da sua finalidade e reportados aárea útil:
Índices (pessoas/ metros quadrados)Locais
Espaços de ensino o especializado . . . . . . . . . . 0,70Salas de reuno, de estudo ou de leitura . . . . . . 0,50Salas de convívio e refeirios . . . . . . . . . . . . . . . . 1Gabinetes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,10Secretarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,20Recintos gimnodesportivos:Zona de actividades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 0,20Balnrios e vestrios . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1Bares (zona de consumo) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
4 — Em zonas destinadas a ocupantes em pé, taiscomo as de acesso a balcões de serviço de refeitóriose zonas sem lugares sentados de salas de espectáculose recintos desportivos destinadas a espectadores, onúmero de ocupantes a considerar não deve ser inferiorao correspondente ao índice de três pessoas por metroquadrado.5 Onúmerototaldeocupantesdoedifício,oupartede edifício afecta a actividades escolares, deve constardo respectivo processo de licenciamento. Artigo 8.
o
Qualificação dos materiais e dos elementos de construção
1 — A qualificação da reacção ao fogo dos materiaisde construção e da resistência ao fogo dos elementosde construção deve ser feita de acordo com as espe-cificações do Laboratório Nacional de Engenharia Civil(LNEC).2 — A qualificação do comportamento ao fogo deparedes exteriores de construção não tradicional deveser feita no quadro da homologação a conceder peloLNEC ao sistema construtivo em causa.3 — A qualificação do comportamento ao fogo deoutros componentes de construção poderá ser impostapor regulamentação específica aplicável a certas insta-lações ou equipamentos.4 — As exigências de comportamento ao fogo cons-tantes do presente Regulamento para quaisquer mate-riais ou elementos de construção devem ser entendidascomo mínimos a observar. Artigo 9.
o
Certificação das instalações de segurança
1 — Os componentes das instalações de segurançadevem satisfazer o estipulado nas normas harmonizadas,normas portuguesas, normas comunitárias ou normasestrangeiras consideradas equivalentes pelo InstitutoPortuguês da Qualidade, condição que deve ser devi-damente certificada.2 — As instalações de segurança devem ser execu-tadas e sujeitas a manutenção por empresas especia-lizadas, devidamente credenciadas pelo Serviço Nacio-nal de Bombeiros (SNB).
SECÇÃO II
Condições para licenciamento dos edifícios
 Artigo 10.
o
Condições gerais
1 — O licenciamento de construção de edifícios esco-lares, no que respeita a seguraa contra incêndio,depende de parecer de conformidade emitido pelo SNB,para o que os projectos de arquitectura que instruemos pedidos de licenciamento devem conter elementosque permitam identificar a observância das disposiçõesdo presente Regulamento, nomeadamente quanto àscondições de acesso aosedifícios,concepçãodosespaçosinteriores, número de ocupantes, meios de comparti-mentação, isolamento e protecção, resistência ao fogodos elementos estruturais, condições de segurança dasinstalações técnicas e equipamentos específicos desegurança.2 — Nos edifícios de pequena altura, o parecer refe-rido no número anterior também pode ser emitido portécnicos ou entidades credenciados para o efeito poraquele Serviço.3 — Nos edifícios com altura superior a 60 m, o pro- jecto de arquitectura deve ser acompanhado de estudorelativo à segurança contra incêndio, elaborado por téc-nico ou entidade especializado e credenciado pelo SNB,ou por associação profissional com competência legalpara o efeito, dependendo a decisão de licenciamentode parecer favorável do SNB, após audição da comissãotécnica interministerial de segurança contra incêndio,a criar no âmbito do Ministério da AdministraçãoInterna.4 — A ocupação e a entrada em funcionamento dosedifícios deve ser precedida de vistoria a realizar pelaentidade que emitiu o parecer a que se referem os núme-ros anteriores, para verificação da adequação das medi-das construtivas e da operacionalidade dos equipamen-tos afectos à segurança contra incêndio.5 — Nas obras sujeitas a licenciamento municipal, as vistorias devem ser realizadas no âmbito dos procedi-mentos conducentes à atribuição de licença de uti-lização.6 Nas obras sujeitas ao Regime Judico deEmpreitadas de Obras Públicas, as vistorias devem serrealizadas no âmbito dos procedimentos conducentesà elaboração do auto de recepção provisória.7 — Os relatórios das vistorias devem referir a natu-reza e a periodicidade das inspecções a realizar para verificação da manutenção e adequação dos meios pas-sivos e activos de segurança contra incêndio do edifício.

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