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2114
DIÁRIODA REPÚBLICA I SÉRIE-A N.
o
1057-5-1998
MINISTÉRIODOEQUIPAMENTO,DOPLANEAMENTOEDAADMINISTRAÇÃODOTERRITÓRIO
Decreto-Lein.
o
118/98
de7deMaio
A satisfação das necessidades de conforto térmicoe de qualidade do ambiente interior dos edifíciosimplica,emgeral,orecursoameiosdeventilação,aque-cimento, arrefecimento, humidificação e desumidifica-ção. A utilização destesmeiosdeve obedecer, natural-mente, a regras que permitam assegurar as exigênciasambientaisprescritaseautilizaçãoracional daenergia.A aprovação do Regulamento dasCaractesticasdeComportamento Térmico dos Edifícios pelo Decreto--Lei n.
o
40/90, de6deFevereiro, quetevepor objectoprincipalamelhoriadaqualidadermicadaenvolvente,mediante intervenção na concepção, no projecto e naconstrução dosedifícios, constituiu umpasso significa-tivo no sentido damelhoriadascondiçõesdeconfortormiconageneralidadedosedifícios.Faltava, no entanto, regulamentar as condições emque se definem as dimensões e se devem processar ainstalação e a utilização de equipamentos e sistemasnosedifícioscomsistemasenergéticosdeaquecimentoe ou de arrefecimento, sem ou com desumidificação,por formaaassegurar aqualidadedasrespectivaspres-tações,comrespeitopelautilizaçãoracional daenergia,pelo ambiente e pela segurança dasinstalações, o queveio aacontecer comaaprovação do Regulamento daQualidade dos Sistemas Energéticos de ClimatizaçãoemEdifíciospeloDecreto-Lein.
o
156/92,de29deJulho.Este Regulamento, no entanto, carecia de revisão,no sentido de serem introduzidas algumas correcçõesdecorrentesdanecessidadedecompatibilização comodireitocomunitário.Foi ouvida a Associação Nacional de MunicípiosPortugueses.Assim:Nostermosda alínea
a
) do n.
o
1do artigo 198.
o
daConstituição, o Governo decreta, para valer como leigeral daReblica,nostermosdon.
o
5doartigo112.
o
daConstituição,oseguinte:Artigo1.
o
1— É aprovado o Regulamento dosSistemasEner-géticosdeClimatizaçãoemEdifícios,anexoaopresentediploma,doqualfazparteintegrante.2— As normas relativas à segurança dos sistemasenergéticosdeclimatizaçãoserãoobjectoderegulamen-tação específica, a aprovar por decreto regulamentar.Artigo2.
o
É revogadooDecreto-Lei n.
o
156/92,de29deJulho.Artigo3.
o
O presente diploma entra em vigor no prazo de 60diasacontardadatadasuapublicação.Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 19de Fevereiro de 1998.
António Manuel de OliveiraGuterres— Jorge Paulo Sacadura Almeida Coe-lho— João Cardona Gomes CravinhoJoaquimAugusto NunesdePina MouraElisa Maria da CostaGuimarãesFerreira.
Promulgadoem7deAbrilde1998.Publique-se.O PresidentedaReblica,J
ORGE
S
AMPAIO
.Referendadoem16deAbrilde1998.O Primeiro-Ministro,
António Manuel de OliveiraGuterres.
ANEXO
REGULAMENTODOSSISTEMASENERGÉTICOSDECLIMATIZAÇÃOEMEDIFÍCIOS
CAPÍTULO I
Objectoeâmbitodeaplicação
Artigo1.
o
Objecto
1— O presenteRegulamento estabeleceasregrasater emcontano dimensionamento einstalação dossis-temasenergéticosdeclimatizaçãoemedifícios,adiantedesignadospor sistemasdeclimatização,eascondiçõesaobservardemodoque:
a
) As exigências de conforto térmico e de qua-lidadedoambienteimpostasnointeriordosedi-ciospossamviraserasseguradasemcondiçõesdeeficiênciaenergética;
b
) Sejamgarantidasaqualidadeeaseguraadasinstalações;
c
) Seja salvaguardado o respeito pelo meio am-biente.2— Este Regulamento incide sobre a dimensão e aqualidade dos sistemas de climatização em edifícios,prescrevendo, no entanto, uma qualidade térmica daenvolvente superior à exigida pelo Regulamento dasCaracterísticas de Comportamento Térmico dos Edi-fícios, aprovado pelo Decreto-Lei n.
o
40/90, de 6 deFevereiro.3— Os anexos referidos no presente Regulamentofazemdeleparteintegrante.Artigo2.
o
Âmbitodeaplicação
1— O presenteRegulamentodossistemasdeclima-tização a instalar emedifíciosou zonasindependenteséaplicávelatodososequipamentosdeedifícios,semprequeseverifiqueumadascondiçõesseguintes:
a
) A potênciarmicanominal deaquecimentooudearrefecimentosejasuperiora25kW;
b
) A soma das potências térmicas nominais paraaquecimento e arrefecimento seja superior a40kW.2— O presenteRegulamentooéaplivel aossis-temas utilizados para fins industriais nas áreas a estesafectas.
 
2115
N.
o
105—7-5-1998 DRIODA REPÚBLICA I SÉRIE-A
3A aplicação desteRegulamento aossistemasdeclimatização instaladosemedifíciossediadosemzonashistóricasou emimóveisclassificadospodeser objectode restrições, em casos devidamente justificados,segundo parecer da Direão-Geral dos Edifícios eMonumentosNacionais, homologado pelaentidadedetuteladoedifício.CAPÍTULO II
Princípiosgerais,definiçõeserefencias
Artigo3.
o
Índiceseparâmetrosdecaracterização
1— A caracterização deumsistemadeclimatizaçãofaz-se, para efeitos do presente Regulamento, atravésdaquantificação do valor dapotênciarmicanominaldeaquecimento, dapotênciarmicanominal dearre-fecimentooudoseusomatório.2— São tamm definidos outros parâmetros, comvista a assegurar a eficiência energética e a qualidadedossistemasde climatização, incluindo asdosequipa-mentosqueintegramossistemas.Artigo4.
o
Definiçõesereferências
1— As definições específicas necessárias à correctacompreeno e aplicação deste Regulamento constamdoanexo
I
.2Osignificadoeosvaloresdegrandezas,coeficientesou parâmetrosautilizar naaplicação desteRegulamentoe que nele não venhamexpressamente indicados podemter como referências, por ordem de precencia, asseguintes:
a
) Regulamentos específicos, nomeadamente oRegulamento das Características de Compor-tamento Térmico dosEdifícios, aprovado peloDecreto-Lein.
o
40/90,de6deFevereiro;
b
) Regulamentosgerais;
c
) NormaseuropeiasaprovadaspeloComitéEuro-peudeNormalização(CEN),normasportugue-sasenormasinternacionais;
d
) Publicações oficiais de instituições nacionais eeuropeiasdereconhecidaidoneidade.CAPÍTULO III
Condiçõeseponciasrmicasnominais
Artigo5.
o
Condiçõesnominais
1— Para efeito de quantificação das potências tér-micasnominaisdeaquecimentoedearrefecimentodossistemas de climatização, deve atender-se ao seguinte:
a
) As condições nominais interiores nos edifíciosouzonasindependentesodeterminadaspelascondições de temperatura e humidade cujosvaloresconstamdoanexo
II
;
b
) As condições nominais exteriores de tempera-tura e humidade encontram-se definidas noanexo
III
;
c
) As caractesticas construtivas nominais o ascorrespondentes aos valores de referência doRegulamento das Caractesticas de Compor-tamento Térmico dosEdifícioseasconstantesdoanexo
IV
;
d
) Osvaloresnominaisdocaudaldearnovoencon-tram-sedefinidosnoanexo
IV
.2— As condições nominais podemser modificadas,a título excepcional, sempre que exista a necessidadede soluções específicas e sejam explicitadas as causasespeciaisqueasjustifiquem.3— Quando sepretendainstalar umsistemadecli-matização emedifício existente, ascaractesticascons-trutivas nominais referidas na alínea
c
) do n.
o
1 desteartigosãoascorrespondentesàsituaçãorealdoedifício.4— Os edifícios ou zonas independentes remodela-dasemqueo grau deinterveão correspondaamaisdemetadedo valor dosmesmossão, paraefeitosdesteRegulamento, tratados como edifícios ou zonas inde-pendentesnovos.Artigo6.
o
Potênciasrmicasnominais
1Aspotênciasrmicasnominaisdeaquecimentoou dearrefecimento são asresultantesdaaplicação aoedifício ouàzonaindependentedo edifício do métododeverificaçãoindicadonoanexo
IV
.2Nosedifíciosouzonasindependentesdeedifíciossujeitosalicenciamento,osobjectivosexpressosnon.
o
2do artigo 1.
o
são obtidos pela aplicação do factor 0,8no cálculo da potência térmica relativa à envolventedefinida com as características expressas na alínea
c
)don.
o
1doartigo5.
o
3No caso desoluçõesespecíficascitadasno n.
o
2do artigo anterior, devem ser apresentados os respec-tivoslculosjustificativos.CAPÍTULO IV
Sistemaseequipamentos
Artigo7.
o
Sistemas
1— As potências rmicas de aquecimento ou dearrefecimento dos sistemas de climatização a instalaropoderãoexcederem:
a
) 25%asrespectivaspotênciasrmicasnominaisdeaquecimentooudearrefecimento,calculadasnostermosdoartigo6.
o
;
b
) 20% a soma da potência térmica nominal deaquecimento,calculadanostermosdoartigo6.
o
,e da potência de aquecimento de águas sani-tárias e outras aplicações específicas, quandoasseguradopelomesmoequipamento.2— O recurso a sistemas de climatização servindomais de uma zona independente ou edifício deve sal-vaguardar o cumprimento desteRegulamento relativa-mente a cada zona independente ou edifício, por umlado,e,poroutro,aossistemasnoseuconjunto.3— A potênciaeléctricaparaaquecimento,porefeitode Joule, o pode exceder 5% da potência rmicadeaquecimento aao limitede25kW por zonainde-pendentedeedifício.
 
2116
DIÁRIODA REPÚBLICA I SÉRIE-A N.
o
1057-5-1998
4— Nos sistemas destinados exclusivamente a arre-fecimentoépermitidaainstalaçãodeequipamentodes-tinado a reaquecimento terminal, cuja potência opode exceder 10% da potência de arrefecimento ainstalar.5— O recursoaunidadesindividuaisdeclimatizaçãoparaaquecimento ouarrefecimento emnovosedifíciossó épermitido nosespaçosqueapresentemcargasr-micas ou condições interiores especiais em relação àsque se verificam na generalidade dos demais espaçosdazonaindependenteouedifício,considerando-separaeste efeito como novos todos os edifícios licenciadosposteriormente à data da entrada em vigor desteRegulamento.6É obrigatórioorecursoàrecuperaçãodeenergianoar derejeição,naestaçãodeaquecimento,comumaeficiênciamínimade50%, semprequeapotênciar-micaderejeiçãoemcondiçõesdeprojectosejasuperiora80kW.7— Nossistemasdeclimatização do tipo «tudo ar»,com um caudal de ar de insuflação superior a10000m
3
/h, é obrigatória a instalação de dispositivosque permitam o arrefecimento dos locais apenas comar exterior quandoaentalpiadoar exterior for inferioràdoarderetorno.8— Ossistemasquesão objecto do presenteRegu-lamento têm necessariamente de dispor de meios deregistodoconsumodeenergia.9— Todo o sistemacomumaváriaszonasindepen-dentes ou edifícios tem necessariamente de dispor deregistosparacontagemdosconsumosdeenergiadecadaumadaszonasindependentesouedifíciosservidospelosistema.10Os sistemas de climatização devem possuirmecanismosdeproteão,deacordocomasinstruçõesdosfabricantesearegulamentaçãoexistente,paracadatipodeequipamentoconstituintedainstalação.Artigo8.
o
Equipamentos
1É admitidaautilizaçãodeequipamentosdesériecom potência térmica de aquecimento ou de arrefeci-mento no escalão imediatamentesuperior àobtidanostermosdon.
o
1doartigo7.
o
2— No caso de serem usados equipamentos paraaquecimentoearrefecimentodotipo«bombadecalor»,éadmissível queapotênciado equipamento ainstalarultrapasse o limite estabelecido no n.
o
1 do artigo 7.
o
paraumadaspotências, garantindo-seaconformidaderegulamentardaoutra.3 — O equipamento desérieinstalado nossistemasde climatização deve possuir certificado de conformi-dade, nos termos do disposto no artigo 9.
o
do Decre-to-Lein.
o
113/93,de10deAbril.4Osequipamentosdeverãoostentar,emlocalbemvisível, chapa de identificação e ser acompanhados dedocumentaçãotécnica,deacordocomasespecificaçõesindicadasnoanexo
V
.5A eficiêncianominal dosequipamentosdeaque-cimentoedearrefecimentodossistemasabrangidosporesteRegulamento,expressaemtermosdeenergiafinal,odeveserinferioraosvaloresindicadosnoanexo
V
.6— É obrigatórioorecursoàrepartiçãodeponciasdeaquecimentoedearrefecimentoemcontínuoouporescalões,deacordocomoindicadonoanexo
V
.7— Todos os equipamentos com potência eléctricainstalada superior a 12,5kW, ou poncia rmicamáximaemcombustíveisfósseissuperiora120kW,queintegramossistemasquesãoobjectodopresenteRegu-lamento terão dedispor demeiosderegisto individualparacontagemdosconsumosdeenergia.CAPÍTULO V
Regulação,controloegestão
Artigo9.
o
Sistemasderegulaçãoecontrolo
1— A regulação e controlo de energia são obriga-tórios em qualquer sistema de climatização e têm degarantir,pelomenos,asseguintesfunções:
a
) Limitação da temperatura máxima e mínima,conformeo quefor aplivel, emqualquer dosespaços climatizados pelo sistema em causa;
b
) Regulação da potência de aquecimento e dearrefecimento;
c
) Possibilidade de fecho ou redução automáticadaclimatização,porespaço,emperíododeoocupação.2O sistemaderegulaçãoecontrolodevepermitir,quandoaplicável,asuaintegraçãonumsistemadeges-ocnicadeenergia,oqualpodesobrepor-seàregu-laçãoecontrolo,alterandoascondiçõesambientaisinte-riores, sempre que tal seja considerado necessário emface do resultado da análise de todos os dados dis-poníveis.Artigo10.
o
Sistemasdegestãodeenergia
1— O sistema de gestão de energia é obrigatório apartir de 250kW de potência térmica do sistema declimatizaçãoainstalar.2— O sistema de gestão de energia que permita aoptimização centralizadadaparametrizaçãodosistemade climatização é obrigatório a partir de 500kW depotênciarmicadossistemasdeclimatizaçãoainstalar.CAPÍTULO VI
Ensaiosemanutençãodasinstalações
Artigo11.
o
Ensaios
 TodasasinstalaçõesdesistemassujeitosaesteRegu-lamento são obrigatoriamentesubmetidasaensaiosderecepção,nostermosdoanexo
VI
.Artigo12.
o
Manutençãodasinstalações
1— As instalações e equipamentos que são objectodeste Regulamento devempossuir planos e instruçõesde revisão técnica e de manutenção, de acordo comasinstruçõesdosfabricantes,aregulamentaçãoexistenteparacadatipodeequipamentoconstituintedainstalaçãoeaboapráticadaprofissão.2Todasasalteraçõesintroduzidasnossistemasdeclimatização devemser obrigatoriamenteregistadasnoprojectooufichacnicadainstalação.

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