século XX e início de nosso século, com o desenvolvimento em larga escala das tecnologiascomputacionais e de telecomunicações iniciou-se a chamada Era Pós-Industrial ou Era daInformação:
“Essas transformações ocorreram a partir da década de 50, queassistiu a mais uma significativa ruptura no campo da ciência. É o inícioda chamada era pós- industrial, quando predominam os esforços(científicos, tecnológicos e políticos)
no sentido de informatizar a sociedade”.(CARVALHO, 2000)
Dentro deste cenário, interpretamos que o contexto sócio-histórico onde oseducadores e aprendizes atualmente se encontram, pode ser caracterizado por: saberesem constante mudança, tecnologias de comunicação e informação estando cada vezmais presentes em vários segmentos da sociedade. No aspecto tecnológico, temos cada vez mais tecnologias informacionais ecomputacionais acessíveis e em migração (ELIOT, 2008) de sistemas centrados em patentes e fechados para sistemas abertos - os chamados sistemas livres ou abertos
(Open Source
), propiciando o desenvolvimento de formas mais colaborativas deaprendizagens. Deste modo, julgamos que a opção por comunidades de aprendizagemvem, também, ao encontro deste ambiente informacional.
Comunidades de Aprendizagem e Conectivismo
Embora o sócio-interacionismo de Vygotsky venha sendo utilizado como umdos principais referenciais nas pesquisas em ensino de fisica, como por exemplo emWerner (WERNER, 2007), sabemos que essa teoria foi desenvolvida numa época emque as tecnologias informacionais não desempenhavam tanto impacto nas atividades deaprendizagem-ensino como nos dias de hoje:
“No momento atual em que vivemos, Era da Informação, a tecnologiamolda até mesmo o nosso modo de pensar, agir (e aprender), portanto,uma teoria que leve em conta as especificidades dos tempos atuais deve ser tomada, também, como referência para uma perspectiva maiscontemporânea das estratégias de aprendizagem-ensino.” (SIEMENS,2005)
Assim, um grupo de pessoas com interesses comuns que se conectam,interagem entre si, compartilham aprendizagens, descobertas,
insights
e conhecimentosdeterminam o que chamaremos neste trabalho de redes colaborativas de aprendizagemou somente de comunidades de aprendizagem. Estas, determinam então, uma estratégiaque julgamos adequada para que a Escola se organize como espaço privilegiado deaprendizagens na Era da Informação.Também, como referencial teórico ao uso de redes telemáticas no fomentodestas comunidades de aprendizagem, nos apoiamos na perspectiva conectivista decomunidades de aprendizagem (SIEMENS, 2007), fundamentalmente, por julgarmosque esta incorpora reflexões de como a tecnologia impacta na forma como pensamos ouaprendemos, conforme Siemens: