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Barbara Dan- A Noiva de Macgregor

Barbara Dan- A Noiva de Macgregor

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09/06/2013

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Conecticut, 1813
Muito além dapaixão!
Nem mesmo a própria noiva se reconhecerianaquela mulher que se encontrava ali, nua comoviera ao mundo, fazendo votos núpicais a um homemirresistivelmente charmoso a quem ela mal conhecia!O casamento com Bruce MacGregor era a únicamaneira de Lydia Masters se livrar da cobrança dasdívidas deixadas por seu primeiro marido. Mas atémesmo uma viúva mida e recatada tem seuslimites, e quando Bruce resolveu descobrir até queponto aquela fachada séria e reservada escondiauma natureza apaixonada, Lydia se sentiucompletamente perdida...Poupar Lydia de dívidas não foi o único motivo quelevou Bruce a se casar com ela. Aquela jovem viúvaera uma tentão, embora sua beleza seequiparasse à teimosia... Mas Bruce não sobreviveraa batalhas sangrentas para ser dominado por umamulher, muito menos uma lorinha miúda e delicada.Ele não estava, no entanto, preparado para o fortesentimento que Lydia lhe despertaria, nem para asperigosas aventuras que os separariam, nem para asinimagináveis proezas de que aquela mulher seriacapaz para provar a glória de seu amor...
"Para quem gosta de um romance repleto de emoção e aventura, em que os personagens ganham vida a cada página,este é o livro ideal!" 
Romantic TimesTÍTULO ORIGINAL: MACGREGOR'S BRIDE
A noiva de Macgregor - Barbara Ban
Disponibilização: MarisaDigitalização: MarinaRevisão: Marina
 
CAPÍTULO I
Nova Londres, Connecticut 6 de setembro de 1813
O capitão Bruce MacGregor fez um sinal para que todos no convés silenciassem. Umapalavra ou o estalar de uma tábua, e o jogo teria fim. Não pensara em encontrar duasfragatas britânicas assim tão perto do litoral.
Calma, agora.
O tempo pairou em suspenso conforme o
Lady Angélica
passava pelosnavios inimigos em meio à neblina espessa. Com munição reduzida, a nau deMacGregor não tinha condições de enfrentar uma nova escaramuça. Seus homensestavam cansados até os ossos, e o porão, apinhado de prisioneiros que precisavamlevar ao Forte Trumbull.Bruce sondou a névoa cerrada. Mais quatrocentas jar-das, e estariam livres dosbancos de areia a leste do rio. Era bom conhecer aquelas águas como a palma damão. O faroleiro acendera as luzes para confundir os navios de guerra britânicos queespreitavam ao largo da costa. Ao entrarem pela foz do rio, ele avistou, da amurada, os familiares marcos de terra naorla de Nova Londres.— Arriar velas! Ao adentrar o porto, o
Lady Angélica
seguiu para o cais abaixo do Forte Trumbull, etrinta e sete prisioneiros mantidos na galé foram levados para cima. Só depois que osconfiou ao coronel Rathbun dentro do forte, Bruce voltou a bordo, deu ordem parazarparem, e o
Lady Angélica
rumou rio acima até o cais do Velho Paddy. Assim que o
Lady Angélica
atracou, Bruce desceu correndo a prancha paracumprimentar seu bom amigo e dono de armazém, Robert Harris, na doca. Harrispodia ser um demônio irritante de se tratar, mas Bruce nunca tivera um amigo maisdevotado; uma rocha firme nos bons e nos maus tempos.Bruce enfiou o conhecimento de carga no nariz de Harris.— Dê uma olhada! Os melhores chás, especiarias, corantes, cafés...— Nada mal. — Com apenas um olhar de relance para o inventário, Harris rabiscou aassinatura no maço de documentos para acusar o recebimento. — A primeira coisaque farei amanhã é mandar você descarregar.Bruce ficou boquiaberto.— Espere! Você nem verificou minhas contas nem andou pelo porão — ele protestou.— E preciso fazer isso? — Harris empurrou o rol de volta para Bruce e começou aseguir de volta ao armazém. — Eu confio em você.Bruce entregou a lista ao imediato e saiu atrás de Harris. Algo estava errado.Normalmente, Harris discutia até o último centavo.— Robbie, você nunca viu nada mais fino! Essa carga vai dar um lucro líquido de unssetenta mil.— Graças a Deus por isso. — Harris suspirou, mostrando sinais de que se animara umpouco.Bruce bateu no ombro do amigo.— Deixe-me pagar um café, Robbie. Assim, você pode me deixar em dia com asúltimas novidades. Atravessaram a rua para a taverna do Velho Paddy. Depois de fazerem os pedidos,Harris caiu naquele silêncio melancólico outra vez.Robbie, o que está acontecendo? Nunca vi você concordar tão prontamente commeus termos. Sua mulher e as crianças não estão bem? — MacGregor perguntou,com aquele forte sotaque escocês.Minha família está ótima. É que recebi más notícias esta manhã. O navio que eutinha com o capitão Masters naufragou numa tempestade ao largo das Carolinas.
 
— Harris parecia inconsolável.— Eu devia ter imaginado.Pela cara comprida, você só podia ter sido atingido no bolso.Harris encarou o jovem amigo. Forte, bronzeado de sol, alto e musculoso, BruceMacGregor combinava a compleição poderosa do pai escocês com a pele morena e osolhos castanhos da mãe portuguesa. Os cabelos pretos, compridos e despenteadospelo vento mostravam os primeiros fios grisalhos nas têmporas, embora, ele nãotivesse ainda vinte e nove anos. Com quase dois metros de altura, Bruce era um líder nato.Era conhecido como um patrão exigente, mas justo. A vida dura no mar não permitiaerros, e Bruce raramente os cometia. Seus homens confiavam nele implicitamente,pois ele os fizera sobreviver a muitos enfrentamentos contra os mercantes e navios deguerra britânicos.
Sim,
Robbie Harris pensou se havia alguém que entenderia seu apuro, seria Bruce.— Estou com o coração partido, Bruce — ele murmurou. — Além de todas as vidasperdidas, o
Silver Dolphin
não estava no seguro.Bruce ergueu os olhos do prato.— Meu Deus, homem! Como deixou isso passar?Com ar envergonhado, Robbie Harris cocou o queixo. Não que fosse admitir, masquisera fazer economia, e o resultado fora aquele.— Um descuido — mentiu. — Um equívoco enorme.— Quanto você perdeu?— Vinte e três mil. Bruce assobiou.— Uma soma considerável. Quanto Masters perdeu?— Tudo. Claro, onde ele está, ele não precisa se preocupar com contas. Mas a viúvaterá de arrumar mais de trinta mil para pagar as dívidas do marido.Bruce atacou a comida.— Pensei que Masters fosse um homem rico. Como ela está enfrentando a situação?— perguntou Bruce , liquidando com as batatas. — A viúva, quero dizer.Robbie cocou a orelha.— Não contei a ela ainda.— Isso é crueldade, homem! Harris apressou-se a se explicar:— Vou fazer isso. Talvez ainda hoje, mais tarde. Tenho negócios urgentes a resolver primeiro.— Quando um sócio morre no mar? — Bruce empurrou o prato de lado e apoiou-senos cotovelos. — Droga, homem! Você tem de contar para ela agora mesmo!Harris ficou tenso, sabendo que Bruce ainda estava sensibilizado pela morte daesposa. Quase dois anos tinham se passado desde aquela noite ventosa dedezembro, quando Bruce voltara de uma viagem curta e encontrara a casa queimadaaté o chão, e a esposa e as duas filhas presas no quarto do andar de cima.Achei que você, dentre todas as pessoas, entenderia como é difícil dar uma notíciadessas — ele resmungou.Os olhos de Bruce encheram-se de lágrimas. Sim, ele sabia, e muito bem. Perder  Angela e as gêmeas deixara um vazio profundo em sua vida. Os amigos tinham feito oque podiam para consolá-lo, mas, no fim, os rigores do trabalho no mar o ajudaram asuperar a esmagadora solidão. Os dias no mar eram sua única razão de viver.Não precisa me lembrar disso. — Bruce lançou um olhar irado para Harris.De repente, Harris viu um jeito bom de se safar daquela situação.Olhe — disse, com um suspiro —, parte meu coração levar más notícias a um ser humano. Vou lhe propor algo, Bruce: ponho mais cem dólares de bônus no preço desuas mercadorias, se você entregar à viúva a arca de marinheiro de Masters, que estáguardada em meu armazém, e lhe der a notícia.— Nada feito, Harris. Tenho assuntos meus para cuidar. — Bruce jogou o guardanapo

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