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Informativo do Projeto Rondon
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Associação Estadual dos Rondonistas do CearáN
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Semestre/2008
>> Professor Valdomiro Marques das Neves>> Coronel SérgioMário Pasquali
Rondon
NOTÍCIAS
CEARÁ
>>NESTA EDIÇÃO
Projeto Rondonimplanta coordenaçãona Zona Norte do Ceará
CEL. PASQUALI FAZ PALESTRANA PROGRAMAÇÃO DOS40 ANOS DA UVAENTREVISTACOM O PRESIDENTENACIONAL DOPROjETO RONDON
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proessor ValdomiroMarques das Neves éo novo coordenadordo Proeto Rondon nazona norte do Ceará. Ex-pró-reitorde Administração da UniversidadeEstadual Vale do Acaraú – UVA –, Valdomiro vai assumir nova unçãoidealizada pelo presidente do Pro- eto Rondon Nacional, cel. SérgioMário Pasquali. Em sua atividade,proessor Valdomiro vai atuar emSobral, Reriutaba, Camocim e Serrada Ibiapaba, que compõem a regiãonorte do estado.Na sexta-eira, 21 de novembro,o coordenador do Proeto Rondon emSobral, proessor Paulo Passos, reuniu-seno Memorial da Educação Superior deSobral – Mess – com alunos dos cursosde Tecnologia da Construção Civil e En-genharia Civil da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA – para apresentaro proessor Valdomiro e tratar dos pla-nos para 2009. Proessor Paulo Passosdeixa a coordenação do Rondon em So-bral e, a partir de agora, é o responsávelpelo boletim Rondon Ceará Notícias.Na próxima edição, uma entrevis-ta completa com proessor Valdomiro.
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Coronel Sérgio Mário Pasquali,
presidente nacional do Projeto Rondon
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É preciso que se motive a juventude universitária brasileirapara a problemática deste país multicultural e multiracial
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primeira vista, cel.Pasquali é um senhoraltivo e dinâmico.Educado, pronuncia-secom clareza. Passados 80 anosde vida, Pasquali demonstra oentusiasmo de um menino aoalar de uma de suas paixões:Projeto Rondon, o maiorprograma de extensão univer-sitária realizado na história doBrasil. Para se ter uma idéia,ao longo de 41 anos do Projeto,mais de 400 mil rondonistasoram mobilizados a contri- buir voluntariamente com asociedade. Em sua palestra,ministrada na UVA, no dia 24de outubro, o ofcial educadordemonstra que não apenas oBrasil oi transormado com oProjeto Rondon; vidas tambémoram modifcadas: há 427profssionais do município deSanta Maria (RG) que orammorar em Roraima depois devisitarem o Estado nortista en-quanto voluntários no Rondon.Durante sua apresentação,cel. Sérgio Mário Pasqualideixa claro que o Rondon nãoé apenas história. Trata-se depresente e uturo. Para lançaro Projeto na conjugação utura,afrmou que rondonistas arãoparte dos pelotões de ronteirana região Norte, contribuindocom o ortalecimento doslimites nacionais e com a popu-lação carente.Nesta entrevista, concedidaao Expresso do Norte de Sobral(CE), e cedida gentilmenteao Ceará Rondon Notícias,Pasquali trata dos rumos doRondon, da construção dacidadania a partir do projetosuniversitários de extensão,e antecipa as novidades queserão implantadas em nívelnacional e regional. Com apalavra, cel. Pasquali.
>> ENTREVISTA
Ceará Rondon Notícias:
O senhor parti-cipou da história do Projeto Rondon, des-de sua implementação até hoje, quando oRondon começa a se reconfgurar. Qual é orumo que o Projeto está tomando?
Cel. Sérgio Mário Pasquali:
O que nósqueremos é que a sociedade brasileira absorvacada vez mais o Proeto Rondon. Não queremosque o Rondon sea um empreendimento dogoverno, mas queremos que o Rondon seaum empreendimento da sociedade brasileira,vinculado, evidentemente, às instituições deensino superior. Ele utiliza, basicamente, o uni-versitário. Se você fzer um retrospecto, as uni-versidades no passado se limitavam a dar auladentro de seus muros. O programa de extensãoera muito teórico. Algumas universidadescomeçaram a azer alguma coisa de extensão.O Rondon nasceu exatamente por causa dessaausência de extensão universitária. Ele veio su-prir alhas das universidades. As universidadesaderiram ao Rondon. Hoe, você á tem váriasuniversidades com um programa de extensãosignifcativo. Você tem uma universidade noPará que praticamente ocupou os antigos campido Rondon, e está azendo um trabalho seme-lhante. Mas tem universidade que continuaainda dentro dos seus muros apenas dandoaulas. É preciso que se motive a uventudeuniversitária brasileira para a problemáticadeste país multicultural e multiracial, que semobilize essa uventude a dar uma contribuiçãopara resolver os problemas mais cruciais e, aomesmo tempo, para construir uma consciênciaa respeito disso, como uturo profssional. Éuma idéia maior. Desenvolvimento e integraçãonacional seriam as palavras-chave.
CRN:
É a idéia de integração a partir daextensão universitária, quer dizer, primei-ro o aluno recebe a bagagem cultural nolugar em que estuda, e, posteriormente,ele põe em prática - a partir da extensãouniversitária e do Rondon - numa constru-ção da cidadania.
SMP:
 Vamos dizer o seguinte: quandovocê atua numa área, você leva beneício para aárea e leva o beneício para o universitário queatua na área. Discutia-se muito no Rondon oque era mais importante: se é o beneício quevocê deixa na área, ou se é o beneício que vocêcoloca na cabeça do universitário. Eu diria oseguinte: não importa você querer qualifcarqual é o maior. O importante é que o univer-sitário adquira uma consciência a respeito darealidade em que ele está inserido. Adquiridaessa consciência, que ele passe a pautar sua vidaprofssional com essa consciência, dando umacontribuição, sempre que necessário, para queo País se integre culturalmente e do ponto devista de educação.
CRN:
 A construção da cidadania é adescoberta da consciência a partir dooutro... O Rondon possibilita o auto-conhecimento a partir do outro...
SMP:
... saindo um pouco da individualida-de, entrando no problema nacional. É precisoque você desperte o ovem para a realidade des-se País continental e multicultural. Nós temosvárias realidades. Estamos construindo um Paísdierente dos outros, porque é um País que temdiversidade cultural, não tem preconceitos, eprecisa construir algo dierente dos outros, nãosó pela língua, mas pela diversidade cultural.Há uma coisa mais prounda na atividade doRondon que tem que ser considerada.
CRN:
O Rondon está representado emquase todos os estados do Brasil. O quenós podemos antecipar para os leitores noque se reere às ações nacionais e regio-nais do Projeto?
SMP:
Eu estou para ir visitar o Pará hámuito tempo. Eu vou aproveitar a deixa paraazer um esorço para que, antes que o anotermine, eu vá lá. Não existem atividades doRondon neste estado do Norte do Brasil. Euvou sentar com o pessoal dos institutos daUVA no Pará para verifcar aonde eles achamque o Rondon pode ser empregado por lá. Épreciso ver também qual é a possibilidade deapoio do Governo do Estado, a possibilidadede apoio de alguns municípios, a problemáticados municípios mais carentes, e até que pontoos preeitos terão capacidade de entenderisso e interagir conosco, colaborar conosco.O Rondon não pode ser padronizado, elepode ser padronizado em sua flosofa, masele é diversifcado em sua orma de atuação(
Cel. Pasquali visitou o Pará antes do fechamen-to deste boletim
). Aqui, no Ceará, estou esperando a reati-vação do Rondon no campus de Reriutaba, eagora, criando a coordenação de área aqui emSobral, extendendo e intensifcando as ativida-des do Rondon na zona norte do Estado. A idéiaé ir para Camocim, Reriutaba, mobilizando osgrupos universitários dessa área em beneícioda região. Eu e o Proessor Teodoro (
 presidenteda Associação dos Rondonistas do Estado doCeará
) estávamos discutindo como resolver oproblema de Sobral. É um desafo. Esse desafoé nosso. Não é apenas assistir a população, não.Nós temos que interagir com ela no sentido dedespertá-la pro mundo atual, e de como, nessemundo atual, ela pode desenvolver suas ativida-des para ter maior qualidade de vida.
CRN:
 A UVA tem sido parceira doRondon há vários anos. De que orma elapoderia ajudar nesses outros municípiosda zona norte do Ceará?SMP:
Nós temos que considerar que cadacaso é um caso. A atuação em Camocim eunão sei como será. Eu teria que sentar com asautoridades em Camocim para ver quais são asáreas que ustifcam as atividades do Rondon, oque a UVA tem na área, enfm, azer um levan-tamento da situação e um estudo no sentidode planear a atuação. Eu não sei se fcou claro. Você não pode padronizar as ações do Rondon,você mantém uma flosofa única, mas a execu-ção é decorrente da problemática da área aondea ação vai ocorrer.
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