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Big Ness

Big Ness

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Bigness (Rem Koolhaas - 1994)
Além de certa escala, a arquitetura adquire a propriedade de Grandeza. A melhor razãopara desafiar a grandeza é dada por alpinistas do Monte Everest: “porque está lá”.Bigness é a arquitetura no limite.Parece incrível que o tamanho de um edifício sozinho personifique um programaideológico, independente da vontade dos seus arquitetos.De todas as categorias possíveis, Bigness não parece merecer um manifesto;desacreditado como um problema intelectual, está aparentemente a caminho da extinção-como os dinossauros- pelo “desajeitamento”, lentidão, inflexibilidade, dificuldade. Mas naverdade, só o Bigness instiga o regime de complexidade que mobiliza a plena inteligênciada arquitetura e os seus campos afins.Há cem anos, a geração de inovações conceptuais tecnologias de apoio desencadeou umBig Bang arquitetural. Aleatorizando, curto-circuitando distância, artificialização deinteriores, redução de massa, alongamento de dimensões, e acelerando construção, oelevador, eletricidade, ar condicionado, aço e, finalmente, as novas infra-estruturasformado um grupo de mutações que induziu uma outra espécie de arquitetura. Os efeitoscombinados desses inventos foram estruturas mais altos e mais profundas - maior - atémesmo antes de ser concebido, com um potencial paralelo para a reorganização domundo social - uma programação vastamente mais rica.
Teoremas
Abastecido inicialmente pelo energia impensada do puramente quantitativo, Bigness temsido, por quase um século, uma condição quase sem pensadores, uma revolução semprograma. Nova York Delirante implica uma latente Teoria do Bigness baseado em cincoteoremas.1- Além de uma certa crítica de massa, uma construção se torna um Big Building. Uma talmassa já não pode ser controlada por um único gesto arquitetônico, ou mesmo porqualquer combinação de gestos arquitetônicos. Essa impossibilidade desencadeia aautonomia das suas partes, mas que não é a mesma fragmentação: as partes mantém ocompromisso do todo.2- O elevador - com o seu potencial para estabelecer conexões mecânicas em vez dearquitetônicas - e sua família de invenções relacionadas tornam nulo e vazio o repertórioclássico da arquitetura. Questões de composição, escala, proporção, detalhe são agoradebatidos.A arte da arquitetura é inútil em Bigness.3- Em Bigness, a distância entre o centro e carcaça aumenta ao ponto onde a fachada jánão pode revelar o que acontece dentro. A expectativa humanista de honestidade estácondenada: interior e exterior tornam-se projetos separados, um lidando com ainstabilidade das necessidades do programático e iconográfico, o outros - agente dedesinformação- oferecendo a cidade a aparente estabilidade de um objeto. Quando aarquitetura revela, Bigness perplexa; Bigness transforma a cidade de uma adição decertezas em uma acumulado de mistérios. O que você vê não é mais o que é.4- Através somente do tamanho, esses edifícios indicam um domínio amoral, sendo bomou mal. Seu impacto é independente da sua qualidade.5- Juntos, todos estes rompimentos- com escala, com composição arquitetural, com atradição, com transparência, com ética - implicam no final, no mais radical rompimento,:Bigness já não faz parte do tecido urbano qualquer.Isso existe; no máximo coexiste. Seu conceito é foda-se o contexto.
 
Modernização
Em 1978, Bigness parecia um fenômeno do, e para o Novo Mundo. Mas, na segundametade dos anos oitenta, multliplicaram-se sinais de uma nova onda de modernizaçãoque iria engolir - de formas mais ou menos camuflada - o Velho Mundo, provocandoepisódios de um novo começo mesmo no “continente terminado”.Contra o pano de fundo da Europa, o choque do Bigness nos forçou a fazer o que estáimplícito em Nova York Delirante.Bigness se tornou uma dupla polêmica, confrontando as tentativas anteriores deintegração e concentração e doutrinas contemporâneas que debatem à possibilidade deo Todo e o Real como categorias viáveis e se resigna o supostamente inevitáveldesmonte e dissolução da arquitetura.Os europeus têm ultrapassado a ameaça de Bigness, teorizando- o além do ponto deaplicação. Sua contribuição tinha sido o dom da megaestructure, uma espécie detoda aceitação, toda capacitação apoio técnico que finalmente questionou o estado dasconstruções individuais: um muito seguro Bigness, suas verdadeiras implicaçõesexcluindo execução.Yona Friedman em seu trabalho “urbanisme spatiali” foi emblemática: Bigness flutua sobreParis como um cobertor metálico de nuvens, prometendo ilimitadas mas desfocadopotencial de renovação do todo, mas nunca aterrissa, nunca confronta, nunca reivindicaseu devido lugar - críticas como decoração.Em 1972, Beauborg - Loft platonico - propôs espaços onde qualquer coisa era
possível 
. Aflexibilidade resultante foi desmascarada como imposição de uma media as custas deambos caráter e precisão - entidade as custas da identidade. Perversamente, suaabsoluta demonstração impossibilitava à verdadeira neutralidade percebida sem esforçono arranha-céu americano.Então marcada foi a geração de Maio de 68, minha geração, supremamente inteligente,bem informada, traumatizada corretamente por cataclismos selecionados, franca em seusempréstimos de outras disciplinas - pelo seu fracasso e modelos similares de densidadee integração - pela sua sistemática insensibilidade para com o particular - isso propôsduas grandes linhas de defesa: desmantelamento e desaparecimento.Na primeira, o mundo era decomposto em incompatíveis frações do único, cada um é umpretexto para futura desintegração do todo: um ataque da fragmentação que torna oparticular em um sistema. Por trás desta falha do programa ligada com as menorespartículas funcionais domina a perversa inconsciente vingança da velha doutrina do formasegue a função que guia o conteúdo do projeto - por trás dos fogos de artificio dointelectual e sofisticação da forma - teimosamente ao anticlimax do diagrama, duplamentedecepcionante desde sua estética sugere a rica orquestração do caos. Nessa paisagemde desmembramento e falsa desordem, cada atividade é posta em seu lugar.A programática hibridização/ proximidades/ atritos/ envoltórios/ sobreposições que sãopossíveis no Bigness - na realidade, todo o aparato da montagem inventada no começodo século para organizar relações entre partes independentes - estão sendo desfeitas poruma seção do presente avant-garde em composições de quase ridículo exigência erigidez por trás de aparente selvageria.A segunda estratégia, desaparecimento, transcende a questão do Bigness, - da presençaem massa - através de um estendido comprometimento com simulação, virtualidade, não-existência.Um patchwork de argumentos angariados desde os anos sessenta por sociólogosamericanos, ideologistas, filósofos e intelectuais franceses, cybermisticos, etc., sugeremque essa arquitetura será o primeiro sólido que derrete no ar, através dos efeitoscombinados de tendências demográficas, eletrônicos, mídia, velocidade, a economia,lazer, a morte de Deus, o livro, o telefone, o fax, fartura, democracia, o fim da Big Story...
 
A ocupação da atual arquitetura desaparece, essa vanguarda, está experimentando comvirtualidade real ou simulada, resgatando, em nome da modéstia, sua antiga onipotênciano mundo da realidade virtual (até onde o fascismo pode continuar impune?).
Máximo
Paradoxalmente, o todo e o real deixou de existir como possível iniciativa para o arquitetoexatamente no momento em que a aproximação final do segundo milênio assistiu a umacorrida de tudo para a reorganização, consolidação, expansão, o clamor para a mega-escala. De outra forma comprometido, toda uma profissão foi incapaz, finalmente, deexplorar eventos dramático, social e econômicos, se for confrontado, pode reaver suacredibilidade.A ausência de uma teoria do Bigness - qual é o máximo que a arquitetura pode fazer? - éa maior fraqueza da arquitetura. Sem a teoria do Bigness, os arquitetos estão na posiçãode criadores de Frankenteins: instigadores experimento parcialmente bem sucedido osquais resultados acontecem de modo frenético e são portanto desacreditados.Porque não há a teoria do Bigness, nós não sabemos o que fazer com isso, nós nãosabemos onde por, nós não sabemos quando usar, nós não sabemos como planejar.Grandes erros são nossa única conexão com o Bigness.Apesar desse nome tolo, Bigness é uma teoria dominante nesse fim de século: em umapaisagem de desordem, desmonte, desassociação, renúncia, a atração do Bigness é opotencial para a reconstrução do todo., ressuscitar o Real, reinventar o coletivo, recuperara possibilidade do máximo.Somente pelo Bigness a arquitetura pode desassociar si mesma dos exaustos artísticos/ ideológicos movimentos do modernismo e formalismo para recuperar suainstrumentalidade como um veículo da modernização.Bigness reconhece que arquitetura como a conhecemos que está em dificuldade, masnão compensar através de regurgitação de ainda mais arquitetura. Isso propõe uma novaeconomia na qual não distante “tudo é arquitetura”, mas na qual é recuperada umaposição estratégica através de retirada e concentração, entregando o resto de umdisputado território para forças inimigas.
Começo
Bigness destrói, mas é também um novo começo. Ele pode reunir o que eledesfragmenta.Um paradoxo do Bigness é que apesar do cálculo envolvido no seu panejamento - defato, através de sua rigidez - ele é a única arquitetura que elabora o imprevisível. Aoinvés de forçar a coexistência, Bigness depende de regimes de liberdades, a montagemde máxima diferença.Somente Bigness pode sustentar uma promiscua proliferação de eventos em um simplesrecipiente. Ele desenvolve estratégias para organizar independência e interdependência juntos dentro de uma entidade em simbiose que agrava ao invés de ameaçar asespecificidades.Através de contaminação a pureza e quantidade a qualidade, somente Bigness pode darsuporte genuinamente a novas relações entre entidades funcionais que podem expandirao invés de limitar sua identidade. A artificialidade e a complexidade de Bigness desligafunção de sua armadura defensiva para permitir uma espécie de liquefação; eventosprogramaticos reagem entre si para criar novos eventos - Bigness retorna para ummodelo de alquimia programática.A primeira vista, as atividades aglomeradas na estrutura de Bigness exigem interação,mas Bigness também mantém elas separadas. Como um tubo de plutônio, mais oumenos imerso, amortecem ou promovem reações nucleares, Bigness regula a intensidadeda coexistência programática.

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