Introdução
É esta a primeira vez que um autêntico iogue hindu escreve a história de sua vidapara leitores do Ocidente. Descrevendo com vívidos detalhes muitos anos de treinamentoespiritual com Siri Yukteswar, um mestre que em muito se assemelhava ao Cristo, revelaaqui o autor um aspecto fascinante e pouco conhecido da moderna Índia.Paramahansa Yogananda foi o primeiro grande mestre da Índia a viver no Ocidentedurante um longo período (mais de trinta anos). Iniciou na ioga 100.000 estudantes -técnicas científicas para despertar a consciência divina do homem. Neste livro ele explica,com clareza científica, as leis sutis mas definidas pelas quais os iogues realizam milagres ealcançam o autodomínio.Yogananda, diplomado pela Universidade de Calcutá, escreve, com inesquecívelsinceridade e incisiva agudeza. Capítulos cheios de vida são dedicados a suas visitas aoMahatma Gandhi, a Rabindranath Tagore, a Luther Burbank e a Therese Neumann - acatólica estigmatizada da Bavária. Este livro foi traduzido para doze idiomas.
Paramahansa Yogananda - Um Iogue na Vida e na Morte
Paramahansa Yogananda entrou em
mahásamádhi
(a derradeira vez que um iogueabandona conscientemente seu corpo) em Los Angeles, na Califórnia, em 7 de março de1952, após concluir seu discurso num banquete em homenagem a Sua Excelência Binay R.Sen, embaixador da índia. O relato da partida do muito amado iogue apareceu no númerode março de 1952 de
SeIf-Realization Fellowship Magazine
(Los Angeles) e no semanário
Times
de 4 de agosto de 1952.O grande instrutor mundial demonstrou o valor da ioga (técnicas científicas parachegar à percepção de Deus como realidade) não apenas em vida, mas também na morte.Semanas após haver partido, sua face inalterada brilhava com o divino esplendor daincorruptibilidade.O sr. Harry T. Rewe, diretor do Cemitério de Forest Lawn, de Los Angeles (onde ocorpo do grande mestre jaz temporariamente) enviou a
SeIf-Realization Fellowship
umacarta com firma reconhecida, da qual são extraídos os seguintes trechos:“A ausência de quaisquer sinais visíveis de decomposição no cadáver deParamahansa Yogananda constitui o mais extraordinário caso de nossa experiência...Nenhuma desintegração física era visível no corpo, mesmo vinte dias após a morte...Nenhum indício de bolor revelava-se em sua pele e nenhum dessecamento (secagem)ocorreu nos tecidos orgânicos. Tal estado de preservação perfeita de um corpo, até ondevão nossos conhecimentos dos anais mortuários, é algo sem paralelo... Ao receber o corpode Yogananda, os funcionários do cemitério esperavam observar, através da tampa devidro do caixão, os costumeiros e progressivos sinais de decomposição física. Nossaadmiração crescia à medida que os dias passavam sem trazer qualquer mudança visível nocorpo em observação. O corpo de Yogananda permanecia evidentemente num estadofenomenal de imutabilidade.“Nenhum odor de decomposição emanou de seu corpo em qualquer tempo ... Aaparência física de Yogananda em 27 de março, pouco antes de colocar-se a tampa debronze no ataúde, era a mesma de 7 de março. Ele parecia, em 27 de março, tão cheio ' defrescor e intocado pela corrupção, como na noite de sua morte. Em 27 de março, não havia,em absoluto, motivo para se afirmar que seu cor po sofrera qualquer desintegração físicavisível. Por estas razões, declaramos novamente que o caso de Paramahansa Yogananda éúnico em nossa experiência.”
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